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Volks pode gerar 948 novas vagas, diz Sindicato


Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

23/02/2006 | 08:38


Um levantamento divulgado quarta-feira pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) aponta a necessidade de novas contratações na Volkswagen de São Bernardo. O estudo tem por base o volume de horas extras realizado em 2005 e mostra que poderiam ser gerados até 948 novos empregos na fábrica caso a montadora optasse por novas contratações – ao invés de adotar essa jornada extraordinária. A unidade conta hoje com 12,4 mil funcionários.

Segundo essa análise, o montante gasto pela Volks no pagamento de horas extras no ano passado, de R$ 39 milhões, poderia ser utilizado na admissão de 948 pessoas. Para chegar a esse número, a entidade levou em consideração o salário médio pago na linha de produção – de R$ 2,4 mil –, mais os encargos trabalhistas pago pela empresa.

O estudo também avalia, isoladamente, o total de 780 mil horas usadas pela empresa durante o ano passado para manter essa jornada extraordinária. Nessa situação, a quantidade de contratações necessárias cai para 407 empregados. O cálculo se baseou em quanto cada funcionário da empresa trabalha por ano, em jornada regular de 40 horas semanais.

"Isso prova que a nossa reivindicação por mais contratações no ano passado era sensata e necessária", disse o presidente do sindicato, José Lopez Feijóo, ao se referir sobre o pleito feito em abril de 2005, devido à entrada do Fox Europa na linha de produção da fábrica. A Volkswagen não comentou o assunto.

O pedido foi feito publicamente por Feijóo durante as comemorações da produção de 15 milhões de veículos da montadora. O fato causou constrangimento junto à direção da empresa, por ter ocorrido na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na ocasião, o sindicato apontava que era preciso admitir pelo menos 350 trabalhadores devido à jornada excessiva de trabalho. A reivindicação chegou a ser negociada com a Volks, mas não obteve êxito. "A Volkswagen sempre se manteve irredutível nesse assunto", relembrou Feijóo.

A análise do sindicato aponta a mesma tendência da pesquisa do Dieese, feita a pedido da CUT. Esse levantamento mostra que 78% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras. O estudo envolvendo a Volkswagen também é anunciado num momento em que a categoria começa a discutir a renovação do acordo de estabilidade na montadora, que vence em novembro.



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Volks pode gerar 948 novas vagas, diz Sindicato

Eric Fujita
Do Diário do Grande ABC

23/02/2006 | 08:38


Um levantamento divulgado quarta-feira pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) aponta a necessidade de novas contratações na Volkswagen de São Bernardo. O estudo tem por base o volume de horas extras realizado em 2005 e mostra que poderiam ser gerados até 948 novos empregos na fábrica caso a montadora optasse por novas contratações – ao invés de adotar essa jornada extraordinária. A unidade conta hoje com 12,4 mil funcionários.

Segundo essa análise, o montante gasto pela Volks no pagamento de horas extras no ano passado, de R$ 39 milhões, poderia ser utilizado na admissão de 948 pessoas. Para chegar a esse número, a entidade levou em consideração o salário médio pago na linha de produção – de R$ 2,4 mil –, mais os encargos trabalhistas pago pela empresa.

O estudo também avalia, isoladamente, o total de 780 mil horas usadas pela empresa durante o ano passado para manter essa jornada extraordinária. Nessa situação, a quantidade de contratações necessárias cai para 407 empregados. O cálculo se baseou em quanto cada funcionário da empresa trabalha por ano, em jornada regular de 40 horas semanais.

"Isso prova que a nossa reivindicação por mais contratações no ano passado era sensata e necessária", disse o presidente do sindicato, José Lopez Feijóo, ao se referir sobre o pleito feito em abril de 2005, devido à entrada do Fox Europa na linha de produção da fábrica. A Volkswagen não comentou o assunto.

O pedido foi feito publicamente por Feijóo durante as comemorações da produção de 15 milhões de veículos da montadora. O fato causou constrangimento junto à direção da empresa, por ter ocorrido na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Na ocasião, o sindicato apontava que era preciso admitir pelo menos 350 trabalhadores devido à jornada excessiva de trabalho. A reivindicação chegou a ser negociada com a Volks, mas não obteve êxito. "A Volkswagen sempre se manteve irredutível nesse assunto", relembrou Feijóo.

A análise do sindicato aponta a mesma tendência da pesquisa do Dieese, feita a pedido da CUT. Esse levantamento mostra que 78% dos trabalhadores brasileiros fazem horas extras. O estudo envolvendo a Volkswagen também é anunciado num momento em que a categoria começa a discutir a renovação do acordo de estabilidade na montadora, que vence em novembro.

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