Fechar
Publicidade

Domingo, 20 de Outubro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

Sinfônica de Sto.André encontra Altamiro Carrilho


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

29/04/2006 | 08:48


Depois de duas difíceis execuções da Sinfonia nº 3, de Mahler, a Orquestra Sinfônica de Santo André descontrai com o concerto especial que realiza amanhã, às 11h, no Parque Central da cidade. Pela primeira vez, terá a companhia de Altamiro Carrilho, virtuose da flauta.

O programa que corresponde à orquestra, escolhido a dedo pelo maestro Flavio Florence, traz peças famosas de curta duração, com a ênfase devida a Mozart, pois neste ano o mundo lembra os 250 anos de seu nascimento.

Do autor austríaco, portanto, o público poderá ouvir as aberturas das óperas As Bodas de Fígaro e La Clemenza di Tito, além do conhecido minuetto de Eine Kleine Nachtmusik.

Também serão executadas Pavane, de Fauré e a abertura da ópera Carmen, de Bizet. O Brasil tem como representantes Camargo Guarnieri, com a valsa da Suíte Vila Rica, e Villani-Cortes, com o baião de Cinco Miniaturas Brasileiras.

A segunda parte da apresentação tem como característica muito choro, virtuosismo e improvisações. Altamiro Carrilho sobe ao palco prestando homenagem ao compositor Johann Sebastian Bach, com sua O Eterno Jovem Bach.

“Todo músico é admirador de Bach. Ele é o pai da música. A ele devemos respeito absoluto”, diz Carrilho. A composição teria nascido após um sonho com o compositor, o que para ele, tem algo de mágico. “Fazia frases pequenas e logo vinha outra em seguida. Acho que fui ajudado por ele”, diz. A música tem várias citações a obras do mestre, mas é toda executada em ritmo de choro.

E é justamente o choro o território de Altamiro, que ainda deve tocar Ingênuo (Pixinguinha e Benedito Lacerda), Zinha (Pattápio Silva) e Rosa (Pixinguinha). “Devemos lembrar que, no último dia 23, foi aniversário de Pixinguinha (faria 108 anos)”.

O solista promete ainda um solo cheio de improvisos baseados em temas famosos da música brasileira.

Ontem, poucos minutos antes do ensaio geral, Florence se mostrava animado com esse primeiro encontro: “Comecei minha carreira como flautista, há mais de 30 anos, e desde aquela época sou admirador de Altamiro Carrilho por seu bom gosto e virtuosismo. Ele coloca a música em um patamar elevado”, afirma.

O flautista, por sua vez, alimentava grande expectativa. É que será seu début ao lado de uma orquestra no Sudeste brasileiro. “Só havia tocado dessa maneira no Nordeste, com a orquestra da Petrobras”, diz.

Altamiro Carrilho, 81 anos, começou sua carreira em programas de calouros como o do temível Ary Barroso. Nos anos 50, substituiu Benedito Lacerda no regional de Garoto, na rádio Mayrink Veiga. Na década de 60 excursionou fora do país e, a partir dos anos 70, passou a ser um dos flautistas mais requisitados.

Orquestra Sinfônica de Santo André – Concerto. Com regência de Flavio Florence e participação de Altamiro Carrilho. Amanhã, às 11h. No Parque Central - r. José Bonifácio, s/nº, Sto.André. Entrada franca.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Sinfônica de Sto.André encontra Altamiro Carrilho

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

29/04/2006 | 08:48


Depois de duas difíceis execuções da Sinfonia nº 3, de Mahler, a Orquestra Sinfônica de Santo André descontrai com o concerto especial que realiza amanhã, às 11h, no Parque Central da cidade. Pela primeira vez, terá a companhia de Altamiro Carrilho, virtuose da flauta.

O programa que corresponde à orquestra, escolhido a dedo pelo maestro Flavio Florence, traz peças famosas de curta duração, com a ênfase devida a Mozart, pois neste ano o mundo lembra os 250 anos de seu nascimento.

Do autor austríaco, portanto, o público poderá ouvir as aberturas das óperas As Bodas de Fígaro e La Clemenza di Tito, além do conhecido minuetto de Eine Kleine Nachtmusik.

Também serão executadas Pavane, de Fauré e a abertura da ópera Carmen, de Bizet. O Brasil tem como representantes Camargo Guarnieri, com a valsa da Suíte Vila Rica, e Villani-Cortes, com o baião de Cinco Miniaturas Brasileiras.

A segunda parte da apresentação tem como característica muito choro, virtuosismo e improvisações. Altamiro Carrilho sobe ao palco prestando homenagem ao compositor Johann Sebastian Bach, com sua O Eterno Jovem Bach.

“Todo músico é admirador de Bach. Ele é o pai da música. A ele devemos respeito absoluto”, diz Carrilho. A composição teria nascido após um sonho com o compositor, o que para ele, tem algo de mágico. “Fazia frases pequenas e logo vinha outra em seguida. Acho que fui ajudado por ele”, diz. A música tem várias citações a obras do mestre, mas é toda executada em ritmo de choro.

E é justamente o choro o território de Altamiro, que ainda deve tocar Ingênuo (Pixinguinha e Benedito Lacerda), Zinha (Pattápio Silva) e Rosa (Pixinguinha). “Devemos lembrar que, no último dia 23, foi aniversário de Pixinguinha (faria 108 anos)”.

O solista promete ainda um solo cheio de improvisos baseados em temas famosos da música brasileira.

Ontem, poucos minutos antes do ensaio geral, Florence se mostrava animado com esse primeiro encontro: “Comecei minha carreira como flautista, há mais de 30 anos, e desde aquela época sou admirador de Altamiro Carrilho por seu bom gosto e virtuosismo. Ele coloca a música em um patamar elevado”, afirma.

O flautista, por sua vez, alimentava grande expectativa. É que será seu début ao lado de uma orquestra no Sudeste brasileiro. “Só havia tocado dessa maneira no Nordeste, com a orquestra da Petrobras”, diz.

Altamiro Carrilho, 81 anos, começou sua carreira em programas de calouros como o do temível Ary Barroso. Nos anos 50, substituiu Benedito Lacerda no regional de Garoto, na rádio Mayrink Veiga. Na década de 60 excursionou fora do país e, a partir dos anos 70, passou a ser um dos flautistas mais requisitados.

Orquestra Sinfônica de Santo André – Concerto. Com regência de Flavio Florence e participação de Altamiro Carrilho. Amanhã, às 11h. No Parque Central - r. José Bonifácio, s/nº, Sto.André. Entrada franca.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;