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Mais de 150 mil iraquianos morreram desde 2003


Da AFP

10/11/2006 | 08:43


Aproximadamente 150 mil iraquianos morreram por causa da violência diária desde que as forças americanas e britânicas invadiram o país em março de 2003, segundo cifras do ministério da Saúde iraquiano.

"Estas pessoas foram vítimas de atos terroristas, de combates e de assassinatos", de acordo com um alto funcionário do ministério, que pediu anonimato. "Entre 75 e 80 pessoas morrem em média diariamente no Iraque devido à violência inter-religiosa no país", acrescentou a fonte.

"Estabelecemos estatísticas diárias, as quais enviamos a um departamento especializado do ministério, atualizamos os números todos os meses e fazemos um novo balanço a cada seis meses", explicou.

Segundo ele, a média de vítimas diárias pode aumentar consideravelmente em função dos acontecimentos. Em 18 de agosto de 2005, por exemplo, cerca de 1 mil peregrinos xiitas morreram numa avalanche humana numa ponte de Bagdá.

No entanto, segundo um estudo publicado em outubro na revista britânica sobre medicina Lancet, dirigido por médicos da Universidade americana Johns Hopkins e da escola de medicina Al Mustansiriya, em Bagdá, cerca de 655 mil civis morreram no Iraque entre março de 2003 e julho de 2006.

Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e os dirigentes iraquianos estimaram que este estudo é exagerado e pouco confiável.

A estimativa anterior, que apareceu na mesma revista em outubro de 2004, mencionava cerca de 100 mil mortos civis relacionados com a invasão do país entre março de 2003 e setembro de 2004.



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Mais de 150 mil iraquianos morreram desde 2003

Da AFP

10/11/2006 | 08:43


Aproximadamente 150 mil iraquianos morreram por causa da violência diária desde que as forças americanas e britânicas invadiram o país em março de 2003, segundo cifras do ministério da Saúde iraquiano.

"Estas pessoas foram vítimas de atos terroristas, de combates e de assassinatos", de acordo com um alto funcionário do ministério, que pediu anonimato. "Entre 75 e 80 pessoas morrem em média diariamente no Iraque devido à violência inter-religiosa no país", acrescentou a fonte.

"Estabelecemos estatísticas diárias, as quais enviamos a um departamento especializado do ministério, atualizamos os números todos os meses e fazemos um novo balanço a cada seis meses", explicou.

Segundo ele, a média de vítimas diárias pode aumentar consideravelmente em função dos acontecimentos. Em 18 de agosto de 2005, por exemplo, cerca de 1 mil peregrinos xiitas morreram numa avalanche humana numa ponte de Bagdá.

No entanto, segundo um estudo publicado em outubro na revista britânica sobre medicina Lancet, dirigido por médicos da Universidade americana Johns Hopkins e da escola de medicina Al Mustansiriya, em Bagdá, cerca de 655 mil civis morreram no Iraque entre março de 2003 e julho de 2006.

Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e os dirigentes iraquianos estimaram que este estudo é exagerado e pouco confiável.

A estimativa anterior, que apareceu na mesma revista em outubro de 2004, mencionava cerca de 100 mil mortos civis relacionados com a invasão do país entre março de 2003 e setembro de 2004.

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