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UFABC discorda sobre valor de terreno em Mauá


André Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/02/2011 | 07:21


 

A UFABC (Universidade Federal do ABC) apresenta até o fim do mês nova avaliação sobre o terreno em Mauá em que a instituição pretende erguer seu terceiro campus na região. A análise feita pela Caixa Econômica Federal, que estipulou em R$ 50 milhões o preço do terreno, está "superestimada", segundo a UFABC.

O espaço em questão pertence ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e está localizado às margens da Avenida Papa João XXIII, no Parque São Vicente.

O terreno, que não tem qualquer área construída, possui 130 mil metros quadrados, é atravessado por torres de transmissão de energia e tem parte em área de preservação ambiental.

A UFABC discorda do número alcançado pelo banco, pois não consente com a metodologia, que comparou terras em cidades diferentes. Além disso, a entidade reclama do valor utilizado para avaliar o preço do metro quadrado - baseado em terrenos com área muito menor que o de Mauá.

Segundo o coordenador geral de planejamento da UFABC, Alberto Alves de Souza, um técnico foi contratado para fazer outra análise, que deverá ser concluída antes de março chegar.

"Estamos questionando metodologia e valor. Não se trata de querer um desconto, mas de pagar preço justo, de mercado", pondera.

De posse da nova avaliação, a UFABC vai se reunir com o banco e INSS para mais uma rodada de negociação, a fim de chegar a um valor comum, mas menor que os R$ 50 milhões iniciais.

A Caixa Econômica Federal garante que está disposta a analisar o estudo que a UFABC apresentar, mas adianta que utiliza as "normas brasileiras de avaliação."

PRAZOS

A previsão inicial, sustentada em promessa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era ter fechado negócio sobre terreno em Mauá no ano passado. A falta de acordo faz protelar o plano de erguer a unidade.

"Todo esse processo, por ser mais demorado, vai adiando a possibilidade da realização do campus", afirma o coordenador geral de planejamento.

No calendário da instituição, a expectativa agora, segundo Souza, é de concluir a compra da área, a elaboração do projeto e a abertura da licitação em 2011.

A construção dos prédios deverá ter início em 2012, o que torna improvável, segundo Souza, a ideia de que as aulas possam começar também no ano que vem.

 

 

Verba ainda não está no orçamento

 

Mesmo se não existisse questionamento quanto ao valor do terreno em Mauá, a UFABC não poderia comprar a área hoje nem por menos de R$ 50 milhões porque não tem recursos.

O Ministério da Educação havia disponibilizado, no orçamento do ano passado, R$ 33 milhões, mas como o acordo não foi firmado, o dinheiro não pôde ser utilizado.

Segundo a UFABC, assim que existir consenso sobre o valor do terreno, a instituição vai solicitar verbas ao governo federal. Ao Diário, o Ministério da Educação informou que os recursos para a compra da área serão novamente liberados em 2011.

O terreno às margens da Avenida Papa João XXIII é o preferido do prefeito Osvaldo Dias (PT) - a instituição avaliou outros dois.

Bem localizada, a área é próxima da Prefeitura e a chance de colocar os dois prédios, do Paço e da UFABC, no mesmo cartão-postal deve agradar ao prefeito.

Criada em julho de 2005, a UFABC montou seu primeiro campus em Santo André, na Avenida dos Estados, em área cedida pela Prefeitura.

A unidade de São Bernardo está sendo construída no bairro Anchieta. O terreno custou o mesmo valor que hoje gera diferença em Mauá - R$ 50 milhões.



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UFABC discorda sobre valor de terreno em Mauá

André Vieira
Do Diário do Grande ABC

21/02/2011 | 07:21


 

A UFABC (Universidade Federal do ABC) apresenta até o fim do mês nova avaliação sobre o terreno em Mauá em que a instituição pretende erguer seu terceiro campus na região. A análise feita pela Caixa Econômica Federal, que estipulou em R$ 50 milhões o preço do terreno, está "superestimada", segundo a UFABC.

O espaço em questão pertence ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e está localizado às margens da Avenida Papa João XXIII, no Parque São Vicente.

O terreno, que não tem qualquer área construída, possui 130 mil metros quadrados, é atravessado por torres de transmissão de energia e tem parte em área de preservação ambiental.

A UFABC discorda do número alcançado pelo banco, pois não consente com a metodologia, que comparou terras em cidades diferentes. Além disso, a entidade reclama do valor utilizado para avaliar o preço do metro quadrado - baseado em terrenos com área muito menor que o de Mauá.

Segundo o coordenador geral de planejamento da UFABC, Alberto Alves de Souza, um técnico foi contratado para fazer outra análise, que deverá ser concluída antes de março chegar.

"Estamos questionando metodologia e valor. Não se trata de querer um desconto, mas de pagar preço justo, de mercado", pondera.

De posse da nova avaliação, a UFABC vai se reunir com o banco e INSS para mais uma rodada de negociação, a fim de chegar a um valor comum, mas menor que os R$ 50 milhões iniciais.

A Caixa Econômica Federal garante que está disposta a analisar o estudo que a UFABC apresentar, mas adianta que utiliza as "normas brasileiras de avaliação."

PRAZOS

A previsão inicial, sustentada em promessa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), era ter fechado negócio sobre terreno em Mauá no ano passado. A falta de acordo faz protelar o plano de erguer a unidade.

"Todo esse processo, por ser mais demorado, vai adiando a possibilidade da realização do campus", afirma o coordenador geral de planejamento.

No calendário da instituição, a expectativa agora, segundo Souza, é de concluir a compra da área, a elaboração do projeto e a abertura da licitação em 2011.

A construção dos prédios deverá ter início em 2012, o que torna improvável, segundo Souza, a ideia de que as aulas possam começar também no ano que vem.

 

 

Verba ainda não está no orçamento

 

Mesmo se não existisse questionamento quanto ao valor do terreno em Mauá, a UFABC não poderia comprar a área hoje nem por menos de R$ 50 milhões porque não tem recursos.

O Ministério da Educação havia disponibilizado, no orçamento do ano passado, R$ 33 milhões, mas como o acordo não foi firmado, o dinheiro não pôde ser utilizado.

Segundo a UFABC, assim que existir consenso sobre o valor do terreno, a instituição vai solicitar verbas ao governo federal. Ao Diário, o Ministério da Educação informou que os recursos para a compra da área serão novamente liberados em 2011.

O terreno às margens da Avenida Papa João XXIII é o preferido do prefeito Osvaldo Dias (PT) - a instituição avaliou outros dois.

Bem localizada, a área é próxima da Prefeitura e a chance de colocar os dois prédios, do Paço e da UFABC, no mesmo cartão-postal deve agradar ao prefeito.

Criada em julho de 2005, a UFABC montou seu primeiro campus em Santo André, na Avenida dos Estados, em área cedida pela Prefeitura.

A unidade de São Bernardo está sendo construída no bairro Anchieta. O terreno custou o mesmo valor que hoje gera diferença em Mauá - R$ 50 milhões.

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