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Arte para retratar o sagrado

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com obras de 41 artistas, mostra ‘Santuário’
toma conta do Paço Municipal andreense até dia 19


Marcela Munhoz

12/03/2016 | 07:00


Para alguns, sagrado é o que faz com que se chegue mais perto do divino, de Deus, ou do que Ele representa. Pode ser também aquilo que torna possível a vida. Para outros, sagrado é tudo aquilo que eleva o ser humano. Pode ser família, a natureza, lembranças, conhecimento e uma infinidade de outras coisas. Todas essas – e muitas outras – percepções ganham vida por meio do imaginário artístico e ilustram a mostra Santuário, que toma conta do Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André, em cartaz até dia 19, das 14h às 19h, com entrada gratuita.

Quem assina a curadoria é a artista Altina Felício, que delicadamente soube fazer interagir diversas obras de 41 artistas do Grande ABC e de outras regiões também. As peças dialogam com respeito e, uma a uma, roubam a cena e o olhar de quem as admira. “O corpo é o abrigo sagrado da tua alma. A tua casa é do teu corpo e o planeta de tudo isso. Se o homem tiver compreensão disso, respeitará a casa, o corpo e o planeta”, filosofa a curadora.

Entre os artistas que assinam as obras estão nomes como Nori Figueiredo, com peça feita com carvão e conté sobre tela. Outra que participa é Lourdes Sakoutini, de São Bernardo, com três obras. Uma é instalação feita a partir de madeira e chapas de ferro. Há ainda xilogravura. “São os movimentos que os troncos fazem”, explica a artista.

Santuário conta com aquarelas, pinturas, gravuras, escritos, cerâmicas e fotografias com intervenções. Cada um dos convidados expõe o que é sagrado a seu ver e de acordo com sua história de vida. Em aquarela sobre papel, Francisco A. Affonso fez nascer um mosteiro chinês no Himalaia, as torres da catedral Sagrada Família, de Barcelona, e uma mesquita azul. Já Agni Bartok apresenta seis aquarelas, em projeto que aborda a natureza. “Adoro o mar. Em uma delas (obras) me inspirei em uma fotografia que meu pai fez. Tem o movimento das ondas, adoro por isso”, diz.

Entre os artistas, tem gente com décadas de carreira e também quem está começando. Para a curadora, que participa da mostra com obras a partir de detalhes de troncos de árvores, é importante dar espaço para todos. “Sempre procuro juntar o máximo de artistas, do consagrado ao que está iniciando”, afirma Altina. Ela conta que eles entenderam a proposta. “Acho incrível como cada um recebeu a ideia e trabalhou”, diz.

O salão de exposições abriga ainda duas obras de Ruth Tarasantchi, uma ao lado da outra, em contraponto que deve derrubar divisões religiosas e coloca o divino como um só. Uma delas remete ao catolicismo e a outra ao judaísmo. Já Milton Turcato pintou, em 14 trabalhos, as serras de Jundiaí. Para Helena Carvalhosa, sua forma de retratar o que lhe é sagrado foi com lembranças. Xícara e abridor de luvas fazem parte da obra. “São guardados de família que juntei e coloquei nessa estrutura de arame. São tantos os sagrados que nos rodeiam”, reflete.

Santuário – Exposição – No Salão de Exposições do Paço Municipal – Praça 4º Centenário. Santo André. Até dia 19. De terça a sábado, das 14h às 19h . Grátis.



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Arte para retratar o sagrado

Com obras de 41 artistas, mostra ‘Santuário’
toma conta do Paço Municipal andreense até dia 19

Marcela Munhoz

12/03/2016 | 07:00


Para alguns, sagrado é o que faz com que se chegue mais perto do divino, de Deus, ou do que Ele representa. Pode ser também aquilo que torna possível a vida. Para outros, sagrado é tudo aquilo que eleva o ser humano. Pode ser família, a natureza, lembranças, conhecimento e uma infinidade de outras coisas. Todas essas – e muitas outras – percepções ganham vida por meio do imaginário artístico e ilustram a mostra Santuário, que toma conta do Salão de Exposições do Paço Municipal de Santo André, em cartaz até dia 19, das 14h às 19h, com entrada gratuita.

Quem assina a curadoria é a artista Altina Felício, que delicadamente soube fazer interagir diversas obras de 41 artistas do Grande ABC e de outras regiões também. As peças dialogam com respeito e, uma a uma, roubam a cena e o olhar de quem as admira. “O corpo é o abrigo sagrado da tua alma. A tua casa é do teu corpo e o planeta de tudo isso. Se o homem tiver compreensão disso, respeitará a casa, o corpo e o planeta”, filosofa a curadora.

Entre os artistas que assinam as obras estão nomes como Nori Figueiredo, com peça feita com carvão e conté sobre tela. Outra que participa é Lourdes Sakoutini, de São Bernardo, com três obras. Uma é instalação feita a partir de madeira e chapas de ferro. Há ainda xilogravura. “São os movimentos que os troncos fazem”, explica a artista.

Santuário conta com aquarelas, pinturas, gravuras, escritos, cerâmicas e fotografias com intervenções. Cada um dos convidados expõe o que é sagrado a seu ver e de acordo com sua história de vida. Em aquarela sobre papel, Francisco A. Affonso fez nascer um mosteiro chinês no Himalaia, as torres da catedral Sagrada Família, de Barcelona, e uma mesquita azul. Já Agni Bartok apresenta seis aquarelas, em projeto que aborda a natureza. “Adoro o mar. Em uma delas (obras) me inspirei em uma fotografia que meu pai fez. Tem o movimento das ondas, adoro por isso”, diz.

Entre os artistas, tem gente com décadas de carreira e também quem está começando. Para a curadora, que participa da mostra com obras a partir de detalhes de troncos de árvores, é importante dar espaço para todos. “Sempre procuro juntar o máximo de artistas, do consagrado ao que está iniciando”, afirma Altina. Ela conta que eles entenderam a proposta. “Acho incrível como cada um recebeu a ideia e trabalhou”, diz.

O salão de exposições abriga ainda duas obras de Ruth Tarasantchi, uma ao lado da outra, em contraponto que deve derrubar divisões religiosas e coloca o divino como um só. Uma delas remete ao catolicismo e a outra ao judaísmo. Já Milton Turcato pintou, em 14 trabalhos, as serras de Jundiaí. Para Helena Carvalhosa, sua forma de retratar o que lhe é sagrado foi com lembranças. Xícara e abridor de luvas fazem parte da obra. “São guardados de família que juntei e coloquei nessa estrutura de arame. São tantos os sagrados que nos rodeiam”, reflete.

Santuário – Exposição – No Salão de Exposições do Paço Municipal – Praça 4º Centenário. Santo André. Até dia 19. De terça a sábado, das 14h às 19h . Grátis.

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