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Blair reafirma sua oposição à pena de morte


Da AFP

06/11/2006 | 13:15


O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, reiterou nesta segunda-feira sua oposição à pena de morte, mesmo contra o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein ou qualquer outra pessoa.

"Sou contra a pena de morte, seja contra Saddam ou qualquer outro", enfatizou Blair em sua coletiva de imprensa mensal, na qual foi indagado com insistência pelos jornalistas interessados em saber se ele se opunha ou não à condenação à forca do ex-presidente iraquiano.

"O julgamento de Saddam nos recorda a brutalidade de seu regime", ressaltou, no entanto, Blair, para quem "o mundo não seria um lugar melhor se o ex-ditador continuasse no poder".

Blair também observou que o julgamento de Saddam é um passo a mais na direção do "único futuro que os iraquianos querem e pelo qual estão lutando: um Iraque não-sectário, no qual as pessoas de diferentes comunidades vivem juntas e decidem seu futuro mediante eleições".

O primeiro-ministro britânico se absteve, no entanto, de dizer se acha que a condenação à forca deve ou não ser aplicada, limitando-se a aproveitar a declaração da ministra das Relações Exteriores, Margarett Beckett, que parabenizou o fato de que Saddam "deva prestar contas" ante à justiça.

"O regime de Saddam Hussein cometeu crimes atrozes. É justo que todos os acusados de cometer esses crimes contra o povo iraquiano enfrentem a justiça", declarou Beckett no domingo.

Nesta segunda, a ministra britânica afirmou, em entrevista à BBC, que Londres respeita a decisão do tribunal iraquiano de condenar Saddam a morrer na forca, embora seu país se oponha à pena de morte.

"Não aprovamos a pena de morte, nunca o fizemos e sempre tentaremos convencer os outros de não utilizá-la. No entanto, esse é o ditame do tribunal iraquiano, é um assunto do governo do Iraque", enfatizou Beckett.

Se a sentença à pena capital for confirmada pelo tribunal de apelações iraquiano, o ex-ditador será enforcado num prazo de 30 dias após divulgada a decisão.



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Blair reafirma sua oposição à pena de morte

Da AFP

06/11/2006 | 13:15


O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, reiterou nesta segunda-feira sua oposição à pena de morte, mesmo contra o ex-presidente iraquiano Saddam Hussein ou qualquer outra pessoa.

"Sou contra a pena de morte, seja contra Saddam ou qualquer outro", enfatizou Blair em sua coletiva de imprensa mensal, na qual foi indagado com insistência pelos jornalistas interessados em saber se ele se opunha ou não à condenação à forca do ex-presidente iraquiano.

"O julgamento de Saddam nos recorda a brutalidade de seu regime", ressaltou, no entanto, Blair, para quem "o mundo não seria um lugar melhor se o ex-ditador continuasse no poder".

Blair também observou que o julgamento de Saddam é um passo a mais na direção do "único futuro que os iraquianos querem e pelo qual estão lutando: um Iraque não-sectário, no qual as pessoas de diferentes comunidades vivem juntas e decidem seu futuro mediante eleições".

O primeiro-ministro britânico se absteve, no entanto, de dizer se acha que a condenação à forca deve ou não ser aplicada, limitando-se a aproveitar a declaração da ministra das Relações Exteriores, Margarett Beckett, que parabenizou o fato de que Saddam "deva prestar contas" ante à justiça.

"O regime de Saddam Hussein cometeu crimes atrozes. É justo que todos os acusados de cometer esses crimes contra o povo iraquiano enfrentem a justiça", declarou Beckett no domingo.

Nesta segunda, a ministra britânica afirmou, em entrevista à BBC, que Londres respeita a decisão do tribunal iraquiano de condenar Saddam a morrer na forca, embora seu país se oponha à pena de morte.

"Não aprovamos a pena de morte, nunca o fizemos e sempre tentaremos convencer os outros de não utilizá-la. No entanto, esse é o ditame do tribunal iraquiano, é um assunto do governo do Iraque", enfatizou Beckett.

Se a sentença à pena capital for confirmada pelo tribunal de apelações iraquiano, o ex-ditador será enforcado num prazo de 30 dias após divulgada a decisão.

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