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Mais de 150 mil iraquianos morreram desde a invasão em 2003


Da AFP

10/11/2006 | 10:39


O ministério da Saúde do Iraque informou nesta sexta-feira que aproximadamente 150 mil pessoas morreram, em conseqüência da violência, desde que as forças americanas e britânicas invadiram o país em março de 2003, um número três vezes superior à cifra previamente estimada.

O balanço foi comunicado pelo ministro da Saúde, Ali Al Shamari, a jornalistas em Viena, e depois foi confirmada por um porta-voz do ministério em Bagdá. "Estas pessoas foram vítimas de atos terroristas, de combates e de assassinatos", disse o porta-voz.

"Entre 75 e 80 pessoas morrem em média diariamente no Iraque" devido à violência inter-religiosa no país, acrescentou, com base nas últimas estatísticas de seu ministério.

Segundo o porta-voz, a média de vítimas diárias pode aumentar consideravelmente em função dos acontecimentos. Em 18 de agosto de 2005, por exemplo, cerca de mil peregrinos xiitas morreram numa avalanche humana numa ponte de Bagdá.

No entanto, segundo um estudo publicado em outubro na revista britânica sobre medicina Lancet, dirigido por médicos da Universidade americana Johns Hopkins e da escola de medicina Al Mustansiriya, em Bagdá, cerca de 655 mil civis morreram no Iraque entre março de 2003 e julho de 2006.

Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e os dirigentes iraquianos estimaram que este estudo é exagerado e pouco confiável.

A estimativa anterior, que apareceu na mesma revista em outubro de 2004, mencionava cerca de 100 mil mortos civis relacionados com a invasão do país entre março de 2003 e setembro de 2004.

Desculpas – O ex-ministro de Defesa americana Donald Rumsfeld reconheceu na quinta-feira que os esforços dos Estados Unidos para estabilizar o Iraque não deram frutos e que as forças armadas não contam com o treinamento necessário para combater os extremistas violentos.

"Digo o seguinte: está muito claro que as maiores operações de combate foram um êxito enorme. Está claro que na segunda fase, não fomos suficientemente bem ou suficientemente rápidos", disse Rumsfeld na Universidade de Kansas, em seu primeiro discurso depois de sua saída do comando do Pentágono.

Além disso, Rumsfeld estimou que o Iraque obteve progressos tangíveis, mas que a violência religiosa e a matança de muçulmanos por parte de muçulmanos extremistas criou "uma situação muito mais complexa".

"Digo com honestidade, nosso país não tem experiência em tentar impor controle e nossa vontade sobre extremistas violentos, que não têm exército, que não têm armada, que não têm força aérea e que operam nas sombras", concluiu.



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Mais de 150 mil iraquianos morreram desde a invasão em 2003

Da AFP

10/11/2006 | 10:39


O ministério da Saúde do Iraque informou nesta sexta-feira que aproximadamente 150 mil pessoas morreram, em conseqüência da violência, desde que as forças americanas e britânicas invadiram o país em março de 2003, um número três vezes superior à cifra previamente estimada.

O balanço foi comunicado pelo ministro da Saúde, Ali Al Shamari, a jornalistas em Viena, e depois foi confirmada por um porta-voz do ministério em Bagdá. "Estas pessoas foram vítimas de atos terroristas, de combates e de assassinatos", disse o porta-voz.

"Entre 75 e 80 pessoas morrem em média diariamente no Iraque" devido à violência inter-religiosa no país, acrescentou, com base nas últimas estatísticas de seu ministério.

Segundo o porta-voz, a média de vítimas diárias pode aumentar consideravelmente em função dos acontecimentos. Em 18 de agosto de 2005, por exemplo, cerca de mil peregrinos xiitas morreram numa avalanche humana numa ponte de Bagdá.

No entanto, segundo um estudo publicado em outubro na revista britânica sobre medicina Lancet, dirigido por médicos da Universidade americana Johns Hopkins e da escola de medicina Al Mustansiriya, em Bagdá, cerca de 655 mil civis morreram no Iraque entre março de 2003 e julho de 2006.

Os Estados Unidos, Grã-Bretanha e os dirigentes iraquianos estimaram que este estudo é exagerado e pouco confiável.

A estimativa anterior, que apareceu na mesma revista em outubro de 2004, mencionava cerca de 100 mil mortos civis relacionados com a invasão do país entre março de 2003 e setembro de 2004.

Desculpas – O ex-ministro de Defesa americana Donald Rumsfeld reconheceu na quinta-feira que os esforços dos Estados Unidos para estabilizar o Iraque não deram frutos e que as forças armadas não contam com o treinamento necessário para combater os extremistas violentos.

"Digo o seguinte: está muito claro que as maiores operações de combate foram um êxito enorme. Está claro que na segunda fase, não fomos suficientemente bem ou suficientemente rápidos", disse Rumsfeld na Universidade de Kansas, em seu primeiro discurso depois de sua saída do comando do Pentágono.

Além disso, Rumsfeld estimou que o Iraque obteve progressos tangíveis, mas que a violência religiosa e a matança de muçulmanos por parte de muçulmanos extremistas criou "uma situação muito mais complexa".

"Digo com honestidade, nosso país não tem experiência em tentar impor controle e nossa vontade sobre extremistas violentos, que não têm exército, que não têm armada, que não têm força aérea e que operam nas sombras", concluiu.

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