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O assunto é...Ferroanel


Sérgio Vieira, Leandro Laranjeira e Nicolas Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

31/08/2006 | 23:43


O Ferroanel deveria ter saído do papel no final de 2005, prazo em que já estariam escolhidas as duas concessionárias que executariam a obra e explorariam o sistema. O início da operação estava previsto para o final de 2008. Como nada foi feito ainda, o empreendimento volta à tona, desta vez no discurso dos três principais governáveis, que prometem tocar a obra em parceria com o governo federal.

O Ferroanel é uma malha ferroviária que segue lógica semelhante à do Rodoanel. Ligará as antigas estrada de ferro Sorocabana (ramal Mairinque) e a Santos-Jundiaí. Para que a obra cumpra o objetivo de interligar o Grande ABC, Vale do Paraíba, Porto de Santos e parte de Minas Gerais, as operadoras das estradas de ferro terão de melhorar as condições das duas ferrovias.

A obra é de suma importância para o Grande ABC, um dos pólos de maior concentração de indústrias do país. Na região, seu traçado correrá paralelamente ao trecho Sul do Rodoanel, que também ainda não saiu do papel. Estudos do Grupo de Trabalho de Tráfego e Logística do Consórcio Intermunicipal mostram que, em média, apenas 20% das cargas transportadas no Brasil cumprem o trajeto por vias férreas; na Região Metropolitana do Estado, esse índice não chega a 5%. Com a linha, combinada a outras alterações logísticas na malha de transportes do Estado, pode ampliar em até 1.300% a capacidade de circulação de cargas nas linhas férreas da Grande São Paulo.

Ao ser lançado, em março de 2005, o Ferroanel seria desenvolvido de duas formas, a custo de R$ 2 bilhões: por meio de uma PPP (Parceria Público Privada), modelo de concessão criado pelo governo Lula e aprovado pelo Congresso em dezembro de 2004, ou de arrendamento. A proposta é que o transporte pesado feito pelos trens de carga seja desviado das áreas de alta concentração urbana, evitando a convergência excessiva de tráfego. O Ferroanel contornará o Grande ABC e vai se integrar, em pontos considerados estratégicos, a outras vias de transportes, entre os quais o próprio Rodoanel.

As linhas do Ferroanel serão usadas preferencialmente para o transporte de cargas. Um dos destinos será a região portuária de Santos. Se efetivada, a obra desempenhará importante papel para o escoamento da produção do Grande ABC, criando nova alternativa de transporte. O projeto inicial do empreendimento prevê duas alas: Sul e Norte. Cada uma será construída por uma concessionária. (Colaborou Lola Nicolás)

Promessa de Orestes Quércia (PMDB)
“O projeto foi engavetado pelo atual governo, mas deve ser uma prioridade. A construção de 66 quilômetros de ferrovias entre Campo Limpo Paulista e Engenheiro Manoel Feio e outros 48 quilômetros entre Vila

Califórnia e Evangelista de Souza vão gerar um fluxo maior coordenado do transporte ferroviário de cargas e de trens de passageiros na Região metropolitana, e facilitará o acesso ao porto de Santos. Assim que chegar ao Palácio dos Bandeirantes, vou procurar entendimento com o governo federal para iniciar as obras, conjugando-as com as do Rodoanel.”

Promessa de Aloizio Mercadante (PT)
“O Ferroanel é um projeto de transposição ferroviária da Região Metropolitana de São Paulo. O ramal sul, que vai contornar a região do ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema), terá 47 quilômetros de extensão. O projeto será feito com PPPs (Parcerias Público-Privadas) do governo Lula e está em fase de estudos de viabilidade técnica e financeira no Ministério do Planejamento. O projeto consta no Plano Plurianual 2004-2007 do governo do Estado de São Paulo, mas não saiu do papel. No PPP 2004-2007, está prevista a conclusão da obra em 2007. Houve muita propaganda do governo tucano e pouca ação. O projeto é prioritário para o nosso governo, pois vai liberar a malha ferroviária metropolitana para os trens de passageiros, ao mesmo tempo em que o transporte de cargas pela ferrovia poderá ser feito 24 horas por dia. Vamos fazer parceria com o governo federal e esperamos o mais breve possível. Dentro dos prazos possíveis de licitação e construção da obra, entregar o Ferroanel para melhorar a infra-estrutura do Estado e da Região Metropolitana de São Paulo.”

Promessa de José Serra (PSDB)
“Esta é uma obra fundamental para toda a Região Metropolitana de São Paulo. Mais do que isso: é fundamental para o Brasil. Como governador, vou jogar o peso de São Paulo para junto com o governo federal viabilizarmos o Ferroanel. Esta obra permitirá exclusividade para passageiros nos trilhos urbanos da Região Metropolitana de São Paulo, melhorando o intervalo entre os trens, permitindo transportar 3 milhões de passageiros/dia e reduzindo os acidentes. Ao integrar o transporte ferroviário da Região Metropolitana, o Ferroanel gerará diminuição do tráfego de caminhões de carga na região do Grande ABC e em outros municípios da Grande São Paulo e também diminuirá a poluição ambiental gerada por veículos automotivos. Junto com o Rodoanel, o Ferroanel dará suporte a Centros Logísticos Integrados, para transferência caminhão-trem. Como vocês podem perceber, são obras complementares que irão transformar a cara da Região Metropolitana de São Paulo.”


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O assunto é...Ferroanel

Sérgio Vieira, Leandro Laranjeira e Nicolas Tamasauskas
Do Diário do Grande ABC

31/08/2006 | 23:43


O Ferroanel deveria ter saído do papel no final de 2005, prazo em que já estariam escolhidas as duas concessionárias que executariam a obra e explorariam o sistema. O início da operação estava previsto para o final de 2008. Como nada foi feito ainda, o empreendimento volta à tona, desta vez no discurso dos três principais governáveis, que prometem tocar a obra em parceria com o governo federal.

O Ferroanel é uma malha ferroviária que segue lógica semelhante à do Rodoanel. Ligará as antigas estrada de ferro Sorocabana (ramal Mairinque) e a Santos-Jundiaí. Para que a obra cumpra o objetivo de interligar o Grande ABC, Vale do Paraíba, Porto de Santos e parte de Minas Gerais, as operadoras das estradas de ferro terão de melhorar as condições das duas ferrovias.

A obra é de suma importância para o Grande ABC, um dos pólos de maior concentração de indústrias do país. Na região, seu traçado correrá paralelamente ao trecho Sul do Rodoanel, que também ainda não saiu do papel. Estudos do Grupo de Trabalho de Tráfego e Logística do Consórcio Intermunicipal mostram que, em média, apenas 20% das cargas transportadas no Brasil cumprem o trajeto por vias férreas; na Região Metropolitana do Estado, esse índice não chega a 5%. Com a linha, combinada a outras alterações logísticas na malha de transportes do Estado, pode ampliar em até 1.300% a capacidade de circulação de cargas nas linhas férreas da Grande São Paulo.

Ao ser lançado, em março de 2005, o Ferroanel seria desenvolvido de duas formas, a custo de R$ 2 bilhões: por meio de uma PPP (Parceria Público Privada), modelo de concessão criado pelo governo Lula e aprovado pelo Congresso em dezembro de 2004, ou de arrendamento. A proposta é que o transporte pesado feito pelos trens de carga seja desviado das áreas de alta concentração urbana, evitando a convergência excessiva de tráfego. O Ferroanel contornará o Grande ABC e vai se integrar, em pontos considerados estratégicos, a outras vias de transportes, entre os quais o próprio Rodoanel.

As linhas do Ferroanel serão usadas preferencialmente para o transporte de cargas. Um dos destinos será a região portuária de Santos. Se efetivada, a obra desempenhará importante papel para o escoamento da produção do Grande ABC, criando nova alternativa de transporte. O projeto inicial do empreendimento prevê duas alas: Sul e Norte. Cada uma será construída por uma concessionária. (Colaborou Lola Nicolás)

Promessa de Orestes Quércia (PMDB)
“O projeto foi engavetado pelo atual governo, mas deve ser uma prioridade. A construção de 66 quilômetros de ferrovias entre Campo Limpo Paulista e Engenheiro Manoel Feio e outros 48 quilômetros entre Vila

Califórnia e Evangelista de Souza vão gerar um fluxo maior coordenado do transporte ferroviário de cargas e de trens de passageiros na Região metropolitana, e facilitará o acesso ao porto de Santos. Assim que chegar ao Palácio dos Bandeirantes, vou procurar entendimento com o governo federal para iniciar as obras, conjugando-as com as do Rodoanel.”

Promessa de Aloizio Mercadante (PT)
“O Ferroanel é um projeto de transposição ferroviária da Região Metropolitana de São Paulo. O ramal sul, que vai contornar a região do ABCD (Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema), terá 47 quilômetros de extensão. O projeto será feito com PPPs (Parcerias Público-Privadas) do governo Lula e está em fase de estudos de viabilidade técnica e financeira no Ministério do Planejamento. O projeto consta no Plano Plurianual 2004-2007 do governo do Estado de São Paulo, mas não saiu do papel. No PPP 2004-2007, está prevista a conclusão da obra em 2007. Houve muita propaganda do governo tucano e pouca ação. O projeto é prioritário para o nosso governo, pois vai liberar a malha ferroviária metropolitana para os trens de passageiros, ao mesmo tempo em que o transporte de cargas pela ferrovia poderá ser feito 24 horas por dia. Vamos fazer parceria com o governo federal e esperamos o mais breve possível. Dentro dos prazos possíveis de licitação e construção da obra, entregar o Ferroanel para melhorar a infra-estrutura do Estado e da Região Metropolitana de São Paulo.”

Promessa de José Serra (PSDB)
“Esta é uma obra fundamental para toda a Região Metropolitana de São Paulo. Mais do que isso: é fundamental para o Brasil. Como governador, vou jogar o peso de São Paulo para junto com o governo federal viabilizarmos o Ferroanel. Esta obra permitirá exclusividade para passageiros nos trilhos urbanos da Região Metropolitana de São Paulo, melhorando o intervalo entre os trens, permitindo transportar 3 milhões de passageiros/dia e reduzindo os acidentes. Ao integrar o transporte ferroviário da Região Metropolitana, o Ferroanel gerará diminuição do tráfego de caminhões de carga na região do Grande ABC e em outros municípios da Grande São Paulo e também diminuirá a poluição ambiental gerada por veículos automotivos. Junto com o Rodoanel, o Ferroanel dará suporte a Centros Logísticos Integrados, para transferência caminhão-trem. Como vocês podem perceber, são obras complementares que irão transformar a cara da Região Metropolitana de São Paulo.”

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