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Pesquisa mostra perda de espaço da Igreja Católica no Brasil


Da Agência Brasil

20/04/2005 | 15:23


O Brasil ainda é o país mais católico do mundo, mas nos últimos 20 anos a Igreja vem perdendo espaço significativo, principalmente para as religiões evangélicas. Segundo a pesquisa "Retrato das Religiões no Brasil", divulgada nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), pelo menos 126 milhões de pessoas se dizem católicas, o que corresponde a 74% da população. Mas também houve aumento do número de pessoas que não têm religião.

A pesquisa foi feita com base no último censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), de 2000. De acordo com o diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, no período que vai de 1940 a 2000, o declínio católico no país foi de 20 pontos percentuais.

Segundo o economista, a pesquisa revela que entre as muitas variáveis
socioeconômicas dos últimos censos, como casamento, fertilidade, ocupação, renda e desigualdade, nenhuma mudou tanto quanto a composição religiosa da população brasileira. Para Neri, esse quadro pode estar associado à estagnação econômica nos últimos anos.

"Talvez no momento atual a Igreja seja vista, de um lado, como uma forma de ascensão social enquanto, por outro, as novas igrejas emergentes desempenham papel fundamental em termos de rede de proteção social. Uma rede de proteção social que substitui o Estado", explicou o economista.

A pesquisa mostra também que, nos últimos 30 anos, as mulheres estão menos católicas, apesar de ainda serem mais religiosas que os homens. De acordo com o estudo, das 50 religiões listadas, em 43 a presença feminina é mais forte que a masculina.

Para Marcelo Neri, o conservadorismo da Igreja Católica seria outro motivo para explicar o crescimento de outras religiões, principalmente as evangélicas pentecostais, e a migração das mulheres para religiões alternativas. "Nos últimos 30 anos de revolução feminina, em que a mulher conquistou espaço no mercado de trabalho, nos bancos escolares, superando inclusive os homens, talvez a religião católica não tenha oferecido o espaço de que a mulher necessita para essa reinserção na sociedade", afirmou.

A pesquisa da FVG mostra que o Rio de Janeiro é o Estado onde existe o maior número de pessoas sem religião (15,76%) e está entre os cinco menos católicos do país (56,19%), superado apenas por Rondônia (57,61%), Espírito Santo (63,23%), Distrito Federal (66,62%) e Roraima (66,78%).

O Estado mais católico é o Piauí (90,03%), mas o Rio Grande do Sul tem o maior número de municípios onde toda a população é católica - em Nova Roma do Sul, Nova Alvorada, União da Serra e Vespasiano Correa, 100% da população se declararam católicos.

Entre os evangélicos, a maior concentração de fiéis está em Rondônia (27,19%), e a menor, no Piauí (6,01%).



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Pesquisa mostra perda de espaço da Igreja Católica no Brasil

Da Agência Brasil

20/04/2005 | 15:23


O Brasil ainda é o país mais católico do mundo, mas nos últimos 20 anos a Igreja vem perdendo espaço significativo, principalmente para as religiões evangélicas. Segundo a pesquisa "Retrato das Religiões no Brasil", divulgada nesta quarta-feira pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), pelo menos 126 milhões de pessoas se dizem católicas, o que corresponde a 74% da população. Mas também houve aumento do número de pessoas que não têm religião.

A pesquisa foi feita com base no último censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e estatística), de 2000. De acordo com o diretor do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, no período que vai de 1940 a 2000, o declínio católico no país foi de 20 pontos percentuais.

Segundo o economista, a pesquisa revela que entre as muitas variáveis
socioeconômicas dos últimos censos, como casamento, fertilidade, ocupação, renda e desigualdade, nenhuma mudou tanto quanto a composição religiosa da população brasileira. Para Neri, esse quadro pode estar associado à estagnação econômica nos últimos anos.

"Talvez no momento atual a Igreja seja vista, de um lado, como uma forma de ascensão social enquanto, por outro, as novas igrejas emergentes desempenham papel fundamental em termos de rede de proteção social. Uma rede de proteção social que substitui o Estado", explicou o economista.

A pesquisa mostra também que, nos últimos 30 anos, as mulheres estão menos católicas, apesar de ainda serem mais religiosas que os homens. De acordo com o estudo, das 50 religiões listadas, em 43 a presença feminina é mais forte que a masculina.

Para Marcelo Neri, o conservadorismo da Igreja Católica seria outro motivo para explicar o crescimento de outras religiões, principalmente as evangélicas pentecostais, e a migração das mulheres para religiões alternativas. "Nos últimos 30 anos de revolução feminina, em que a mulher conquistou espaço no mercado de trabalho, nos bancos escolares, superando inclusive os homens, talvez a religião católica não tenha oferecido o espaço de que a mulher necessita para essa reinserção na sociedade", afirmou.

A pesquisa da FVG mostra que o Rio de Janeiro é o Estado onde existe o maior número de pessoas sem religião (15,76%) e está entre os cinco menos católicos do país (56,19%), superado apenas por Rondônia (57,61%), Espírito Santo (63,23%), Distrito Federal (66,62%) e Roraima (66,78%).

O Estado mais católico é o Piauí (90,03%), mas o Rio Grande do Sul tem o maior número de municípios onde toda a população é católica - em Nova Roma do Sul, Nova Alvorada, União da Serra e Vespasiano Correa, 100% da população se declararam católicos.

Entre os evangélicos, a maior concentração de fiéis está em Rondônia (27,19%), e a menor, no Piauí (6,01%).

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