Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 16 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

dmais@dgabc.com.br | 4435-8396

Tiozão na ativa


Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

10/07/2011 | 07:00


Sem dúvida o rock n' roll é mais do que música, é estilo de vida, religião para muitos. E o que dizer dos fiéis seguidores? Deles cobram-se atitude e contestação. Há quem diga, entretanto, que já não se fazem mais roqueiros como antigamente. O fato é que o mundo mudou, fazendo com que o comportamento também passasse por transformações.

O rock sempre foi movimento de jovens. Se já é complicado ser adolescente hoje, imagine antes. Essa galera não tinha espaço próprio e sentia-se peixe fora da água, sem ser criança nem adulto. Existia a necessidade de transgredir, de falar o que pensava e ser ouvido. O caminho foi a música.

Entre 1960 e 1970 - décadas consideradas auge do rock - foi a hora de explorar os limites musicais e do corpo e usar o som para pedir paz e dizer não à guerra que rolava no Vietnã e ao autoritarismo.

"O Brasil, por exemplo, já não vive numa ditadura. Então, a contestação perde espaço. Agora, os jovens querem celebrar, não reclamar", afirma o antropólogo e compositor Paulo Menotti Del Picchia.

Mas ainda há espaço para a inquietação rock, afinal, o planeta não está livre de problemas e injustiças. "Creio que o roqueiro é esse estado de espírito que invade quando a gente manda tudo se f**** para fazer o que está no nosso coração. É instinto e liberdade", diz Lucas Silveira, vocalista da Fresno.

Diferenças à parte, algo incomoda tanto velhas quanto novas gerações de roqueiros: a excessiva preocupação das bandas com o lucro. Murillo Daros, 16 anos, de Santo André, ficou incomodado ao ver o ídolo Ozzy Osbourne numa propaganda ao lado de Justin Bieber. "Não se faz mais música por paixão", reclama.

Lenda do rock brasileiro, o guitarrista Luiz Carlini, do Tutti Frutti (ex-banda da Rita Lee) concorda. "A gente se preocupava muito em criar. Hoje, acham uma fórmula e todos copiam."



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Tiozão na ativa

Juliana Ravelli
Do Diário do Grande ABC

10/07/2011 | 07:00


Sem dúvida o rock n' roll é mais do que música, é estilo de vida, religião para muitos. E o que dizer dos fiéis seguidores? Deles cobram-se atitude e contestação. Há quem diga, entretanto, que já não se fazem mais roqueiros como antigamente. O fato é que o mundo mudou, fazendo com que o comportamento também passasse por transformações.

O rock sempre foi movimento de jovens. Se já é complicado ser adolescente hoje, imagine antes. Essa galera não tinha espaço próprio e sentia-se peixe fora da água, sem ser criança nem adulto. Existia a necessidade de transgredir, de falar o que pensava e ser ouvido. O caminho foi a música.

Entre 1960 e 1970 - décadas consideradas auge do rock - foi a hora de explorar os limites musicais e do corpo e usar o som para pedir paz e dizer não à guerra que rolava no Vietnã e ao autoritarismo.

"O Brasil, por exemplo, já não vive numa ditadura. Então, a contestação perde espaço. Agora, os jovens querem celebrar, não reclamar", afirma o antropólogo e compositor Paulo Menotti Del Picchia.

Mas ainda há espaço para a inquietação rock, afinal, o planeta não está livre de problemas e injustiças. "Creio que o roqueiro é esse estado de espírito que invade quando a gente manda tudo se f**** para fazer o que está no nosso coração. É instinto e liberdade", diz Lucas Silveira, vocalista da Fresno.

Diferenças à parte, algo incomoda tanto velhas quanto novas gerações de roqueiros: a excessiva preocupação das bandas com o lucro. Murillo Daros, 16 anos, de Santo André, ficou incomodado ao ver o ídolo Ozzy Osbourne numa propaganda ao lado de Justin Bieber. "Não se faz mais música por paixão", reclama.

Lenda do rock brasileiro, o guitarrista Luiz Carlini, do Tutti Frutti (ex-banda da Rita Lee) concorda. "A gente se preocupava muito em criar. Hoje, acham uma fórmula e todos copiam."

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;