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Repaginada, ressurge a velha Ao Carioca


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

22/06/2015 | 07:00


A antiga papelaria da Rua Santa Catarina baqueou. Liquidou estoque. Fechou as portas por três semanas. Mas reabriu, forte e esperançosa, graças a um integrante da terceira geração deste comércio símbolo de São Caetano.

“Todo mundo comentou, lamentou, telefonou, mandou mensagens. Então reabrimos”, conta Dalson de Mello, neto do fundador, Antonio de Mello, filho do continuador da papelaria, seu pai, Rubens de Mello.

O retorno contou com o boom da semana do Dia dos Namorados. E com um diferencial: a venda de produtos técnicos, com papéis especiais para engenharia e arquitetura, produtos para maquetes e desenhos. Claro, mantendo a papelaria – e quantas gerações de alunos compraram em Ao Carioca – e artigos de presentes.
E antes que esta matéria pareça ser meramente de economia, e não de memória, lembremos da sua história, recorrendo ao arquivo aqui da Memória.

TRADIÇÃO
Ao Carioca respira os ares de São Caetano desde 1927, quando começou a funcionar como charutaria na Rua Perrella: 88 anos com uma breve pausa para novas ideias. Sempre pertenceu à família Mello.

Antonio de Mello Netto a fundou. Rubens de Mello, seu filho, deu continuidade. Agora, a terceira geração, Dalson à frente. Nossos votos são de que Ao Carioca chegue ao centenário, em 2027, firme e forte, tendo à frente a família Mello – já não basta a saída das balas Juquinha, com outros donos e fora de Santo André!
Uma boa parte da história da papelaria está no nosso livro, São Caetano, Migração e Urbanização: a Presença de São Caetano na Região do ABC (Hucitec, PMSCS, 1993). Confiram. Vejam lá na página 158.

REGISTRO
Ao Carioca foi tão famosa que chegou a vender cadernos escolares com as fotografias dos grupos escolares de São Caetano na capa. Marketing que se chamava reclame...

Diário há 30 anos
Sábado, 22 de junho de 1985 – ano 28, nº 5857

MANCHETE – Fim do mistério: corpo exumado é mesmo de Mengele (Joseph), o mais caçado dos criminosos de guerra nazistas, que viveu e morreu no Brasil.
Repórter Elenice Vieira descobre que Mengele morou na Estrada do Alvarenga, em Eldorado, e quis casar com a empregada.

MAUÁ – Previdência não responde se venderá áreas em Mauá: duas na Avenida Papa João 23 e todo o espaço ocupado pela favela do Oratório.

Nota – A área da antiga favela seria urbanizada e transformada no atual Jardim Oratório, nome que se reporta à antiga ‘Fazenda Oratório’, que extrapolava Mauá e Santo André para atingir a Zona Leste paulistana, propriedade dos Cardoso Franco.

POLÍCIA – Presa em São Bernardo quadrilha que assaltava táxis.

Em 22 de junho de...
1896 – Criado o Distrito de Paz de Ribeirão Pires, o segundo do Grande ABC.

1905 – Anúncio publicado pela tecelagem Ipiranguinha, de Santo André: ‘Silva, Seabra & Comp, tendo uma fiação de primeira ordem, vendem fios simples e torcidos, tintos e alvejados para tecidos de qualquer espécie, inclusive meias, camisas de meia, etc. Preços razoáveis. Fazem contratos para fornecimentos mensais. Pedidos: escritório central da fábrica, Rua Direita, 14, sobrado, São Paulo’.

1915 – A guerra. Do noticiário do Estadão: ‘A Alemanha reconhece a supremacia da França no ar’.
Kunio Honma desembarca em Santos. Foi o fundador do Foto Tokio, em sociedade com o irmão.

1970 – Deputado José Amazonas homenageia Bruno Daniel na Assembleia Legislativa.
Inaugurada agência do Banco do Brasil em Diadema.

1975 – Vigilantes da Guarda Municipal de Santo André, num total de 160, passam a fiscalizar os focos de poluição industrial e de ônibus.

1990 – Grevistas invadem a Ford, em São Bernardo, em protesto contra a demissão de 100 empregados.

Santos do dia

Nossa Senhora da Piedade. Século 18. Barro cozido e policromado. Procedência: coleção do governo do Estado de São Paulo. Imagem faz parte da exposição Barro Paulista: a tradição bandeirante do imaginário em barro cozido. Em cartaz no Museu de Arte Sacra, Capital (Avenida Tiradentes, 676, bairro da Luz). Curador: Dalton Sala.

Paulino de Noia
John Fisher
Tomás Moro

Hoje

Dia do Orquidófilo 



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Repaginada, ressurge a velha Ao Carioca

Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

22/06/2015 | 07:00


A antiga papelaria da Rua Santa Catarina baqueou. Liquidou estoque. Fechou as portas por três semanas. Mas reabriu, forte e esperançosa, graças a um integrante da terceira geração deste comércio símbolo de São Caetano.

“Todo mundo comentou, lamentou, telefonou, mandou mensagens. Então reabrimos”, conta Dalson de Mello, neto do fundador, Antonio de Mello, filho do continuador da papelaria, seu pai, Rubens de Mello.

O retorno contou com o boom da semana do Dia dos Namorados. E com um diferencial: a venda de produtos técnicos, com papéis especiais para engenharia e arquitetura, produtos para maquetes e desenhos. Claro, mantendo a papelaria – e quantas gerações de alunos compraram em Ao Carioca – e artigos de presentes.
E antes que esta matéria pareça ser meramente de economia, e não de memória, lembremos da sua história, recorrendo ao arquivo aqui da Memória.

TRADIÇÃO
Ao Carioca respira os ares de São Caetano desde 1927, quando começou a funcionar como charutaria na Rua Perrella: 88 anos com uma breve pausa para novas ideias. Sempre pertenceu à família Mello.

Antonio de Mello Netto a fundou. Rubens de Mello, seu filho, deu continuidade. Agora, a terceira geração, Dalson à frente. Nossos votos são de que Ao Carioca chegue ao centenário, em 2027, firme e forte, tendo à frente a família Mello – já não basta a saída das balas Juquinha, com outros donos e fora de Santo André!
Uma boa parte da história da papelaria está no nosso livro, São Caetano, Migração e Urbanização: a Presença de São Caetano na Região do ABC (Hucitec, PMSCS, 1993). Confiram. Vejam lá na página 158.

REGISTRO
Ao Carioca foi tão famosa que chegou a vender cadernos escolares com as fotografias dos grupos escolares de São Caetano na capa. Marketing que se chamava reclame...

Diário há 30 anos
Sábado, 22 de junho de 1985 – ano 28, nº 5857

MANCHETE – Fim do mistério: corpo exumado é mesmo de Mengele (Joseph), o mais caçado dos criminosos de guerra nazistas, que viveu e morreu no Brasil.
Repórter Elenice Vieira descobre que Mengele morou na Estrada do Alvarenga, em Eldorado, e quis casar com a empregada.

MAUÁ – Previdência não responde se venderá áreas em Mauá: duas na Avenida Papa João 23 e todo o espaço ocupado pela favela do Oratório.

Nota – A área da antiga favela seria urbanizada e transformada no atual Jardim Oratório, nome que se reporta à antiga ‘Fazenda Oratório’, que extrapolava Mauá e Santo André para atingir a Zona Leste paulistana, propriedade dos Cardoso Franco.

POLÍCIA – Presa em São Bernardo quadrilha que assaltava táxis.

Em 22 de junho de...
1896 – Criado o Distrito de Paz de Ribeirão Pires, o segundo do Grande ABC.

1905 – Anúncio publicado pela tecelagem Ipiranguinha, de Santo André: ‘Silva, Seabra & Comp, tendo uma fiação de primeira ordem, vendem fios simples e torcidos, tintos e alvejados para tecidos de qualquer espécie, inclusive meias, camisas de meia, etc. Preços razoáveis. Fazem contratos para fornecimentos mensais. Pedidos: escritório central da fábrica, Rua Direita, 14, sobrado, São Paulo’.

1915 – A guerra. Do noticiário do Estadão: ‘A Alemanha reconhece a supremacia da França no ar’.
Kunio Honma desembarca em Santos. Foi o fundador do Foto Tokio, em sociedade com o irmão.

1970 – Deputado José Amazonas homenageia Bruno Daniel na Assembleia Legislativa.
Inaugurada agência do Banco do Brasil em Diadema.

1975 – Vigilantes da Guarda Municipal de Santo André, num total de 160, passam a fiscalizar os focos de poluição industrial e de ônibus.

1990 – Grevistas invadem a Ford, em São Bernardo, em protesto contra a demissão de 100 empregados.

Santos do dia

Nossa Senhora da Piedade. Século 18. Barro cozido e policromado. Procedência: coleção do governo do Estado de São Paulo. Imagem faz parte da exposição Barro Paulista: a tradição bandeirante do imaginário em barro cozido. Em cartaz no Museu de Arte Sacra, Capital (Avenida Tiradentes, 676, bairro da Luz). Curador: Dalton Sala.

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