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Em via do Jardim Zaíra, abastecimento é falho e depende de caminhão-pipa

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Na Rua Silvio Namen, moradores precisam improvisar para garantir água nas residências


Yago Delbuoni
especial para o Diário

20/04/2015 | 07:07


Moradores da Rua Silvio Namen, no Jardim Zaíra, em Mauá, enfrentam problemas no abastecimento de água. O recurso falta há mais de 20 dias e a população se vira como pode, armazenando água da chuva.

De acordo com os moradores, quando há fornecimento, a água vem com pouca pressão, e como a via é em aclive, quem mora na parte mais alta não é abastecido. Além disso, o líquido só chega às torneiras da 1h às 5h.

De forma paliativa, a população recebeu quatro caminhões-pipa na noite de quarta-feira, mas não foi o suficiente para suprir as necessidades de todos os moradores, como reclamou a dona de casa Maria Leonice dos Santos, 31 anos. “A quantidade que esses caminhões trazem é insuficiente para o nosso consumo. O que precisam fazer é garantir água sempre que a gente precisa.”

Maria disse que não é a primeira vez que o bairro enfrenta grande período sem o serviço. “Passar 20 dias sem água não é novidade. Já chegamos a ficar um mês sem uma gota na torneira.”

Para a dona de casa, a pior parte de viver assim é ter de recorrer aos vizinhos. “A gente precisa mendigar porque uma vez a vizinhança cede com prazer, agora, insistir nisso faz a paciência ir embora.”

A moradora Genilda Pereira, 40, afirmou que a frequência do abastecimento é muito baixa. “Cada gota de água na torneira é um milagre.”

Segundo Genilda, a população registrou diversas reclamações na Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), mas não obteve resultado. “A gente foi solicitar o ajuste do fornecimento, mas não resolveram.”

A desempregada Edilaine Silva do Nascimento, 33, citou que, por causa do serviço limitado, foi obrigada a mudar a rotina: “Temos que aproveitar o período da madrugada. Para isso, nosso dia a dia deve ser igual ao de uma coruja, ficar acordada à noite e dormir de manhã.”

Outra que também se vira como pode é a dona de casa Auriane da Costa Silva, 18. Com dois filhos, um deles de apenas 1 mês e em fase de amamentação, foi obrigada a ingerir alimentos com baixo valor nutricional por não conseguir prepará-los. “Comi bolacha e tudo o que não precisa de água para cozinhar.”

O encanador Fábio Rodrigues, 37, reclamou do atendimento da Sama. “Se a gente vai sozinho, nos tratam muito mal, com desdém. Chegaram a me perguntar: ‘Será que só tem você na rua que reclama da falta de água?’ Fiquei com muita raiva disso.”

Procurada, a Sama informou que vai ser instalado booster (equipamento controlador de pressão) na Estrada Adutora Rio Claro para melhorar o abastecimento da região.

População local ainda enfrenta falta de rede de esgoto e asfalto

Além do problema do abastecimento, parte das casas da Rua Silvio Namen não tem coleta de esgoto. Maria Leonice dos Santos reclamou do problema. “O esgoto vai para o mato na Rua Pôr do Sol, travessa da Silvio Namen, mas a taxa é cobrada da gente.”

O asfalto é outra reclamação dos moradores, que, diante da falta dele, uniram-se para concretar a via. Atualmente os buracos tomam conta. “O pior de tudo é que no registro da Prefeitura, a rua consta como asfaltada, sendo que fomos nós que improvisamos”, disse Fábio Rodrigues.

A Odebrecht Ambiental afirmou que só parte das casas é atendida pela rede de esgoto e, portanto, cobrada pelo serviço. A empresa disse ainda que depende de obras de urbanização para garantir a ligação ao sistema. A Prefeitura informou que a área integra projeto do Chafic/Macuco, com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e que aguarda autorização da Caixa Econômica Federal para lançar licitação da primeira etapa.  



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Em via do Jardim Zaíra, abastecimento é falho e depende de caminhão-pipa

Na Rua Silvio Namen, moradores precisam improvisar para garantir água nas residências

Yago Delbuoni
especial para o Diário

20/04/2015 | 07:07


Moradores da Rua Silvio Namen, no Jardim Zaíra, em Mauá, enfrentam problemas no abastecimento de água. O recurso falta há mais de 20 dias e a população se vira como pode, armazenando água da chuva.

De acordo com os moradores, quando há fornecimento, a água vem com pouca pressão, e como a via é em aclive, quem mora na parte mais alta não é abastecido. Além disso, o líquido só chega às torneiras da 1h às 5h.

De forma paliativa, a população recebeu quatro caminhões-pipa na noite de quarta-feira, mas não foi o suficiente para suprir as necessidades de todos os moradores, como reclamou a dona de casa Maria Leonice dos Santos, 31 anos. “A quantidade que esses caminhões trazem é insuficiente para o nosso consumo. O que precisam fazer é garantir água sempre que a gente precisa.”

Maria disse que não é a primeira vez que o bairro enfrenta grande período sem o serviço. “Passar 20 dias sem água não é novidade. Já chegamos a ficar um mês sem uma gota na torneira.”

Para a dona de casa, a pior parte de viver assim é ter de recorrer aos vizinhos. “A gente precisa mendigar porque uma vez a vizinhança cede com prazer, agora, insistir nisso faz a paciência ir embora.”

A moradora Genilda Pereira, 40, afirmou que a frequência do abastecimento é muito baixa. “Cada gota de água na torneira é um milagre.”

Segundo Genilda, a população registrou diversas reclamações na Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), mas não obteve resultado. “A gente foi solicitar o ajuste do fornecimento, mas não resolveram.”

A desempregada Edilaine Silva do Nascimento, 33, citou que, por causa do serviço limitado, foi obrigada a mudar a rotina: “Temos que aproveitar o período da madrugada. Para isso, nosso dia a dia deve ser igual ao de uma coruja, ficar acordada à noite e dormir de manhã.”

Outra que também se vira como pode é a dona de casa Auriane da Costa Silva, 18. Com dois filhos, um deles de apenas 1 mês e em fase de amamentação, foi obrigada a ingerir alimentos com baixo valor nutricional por não conseguir prepará-los. “Comi bolacha e tudo o que não precisa de água para cozinhar.”

O encanador Fábio Rodrigues, 37, reclamou do atendimento da Sama. “Se a gente vai sozinho, nos tratam muito mal, com desdém. Chegaram a me perguntar: ‘Será que só tem você na rua que reclama da falta de água?’ Fiquei com muita raiva disso.”

Procurada, a Sama informou que vai ser instalado booster (equipamento controlador de pressão) na Estrada Adutora Rio Claro para melhorar o abastecimento da região.

População local ainda enfrenta falta de rede de esgoto e asfalto

Além do problema do abastecimento, parte das casas da Rua Silvio Namen não tem coleta de esgoto. Maria Leonice dos Santos reclamou do problema. “O esgoto vai para o mato na Rua Pôr do Sol, travessa da Silvio Namen, mas a taxa é cobrada da gente.”

O asfalto é outra reclamação dos moradores, que, diante da falta dele, uniram-se para concretar a via. Atualmente os buracos tomam conta. “O pior de tudo é que no registro da Prefeitura, a rua consta como asfaltada, sendo que fomos nós que improvisamos”, disse Fábio Rodrigues.

A Odebrecht Ambiental afirmou que só parte das casas é atendida pela rede de esgoto e, portanto, cobrada pelo serviço. A empresa disse ainda que depende de obras de urbanização para garantir a ligação ao sistema. A Prefeitura informou que a área integra projeto do Chafic/Macuco, com verba do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e que aguarda autorização da Caixa Econômica Federal para lançar licitação da primeira etapa.  

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