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Tradição de Ouro: festa popular e crendice na avenida


Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

21/02/2011 | 07:21


"O Carnaval é algo que entra no sangue e não sai mais. Vivo o Carnaval o ano inteiro", afirma o presidente da escola de samba Tradição de Ouro, Luiz Roberto Brito Gomes, 38 anos, o Luizinho.

Com o enredo CF51Festas Populares e Crendices do Brasil, a escola pretende colorir a avenida. "Vamos falar de festas, como o Círio de Nazaré, a Oktoberfest e o Festival de Parintis. Procuramos fazer um Carnaval que as pessoas possam identificar. Ano passado o enredo foi sobre o afro-negro, um assunto mais complexo."

A escola será a segunda a desfilar no dia 6 de março, por volta das 21h35, no Espaço Pirelli (Avenida Giovanni Batista Pirelli, próximo ao Carrefour), e promete surpresas. "A comissão de frente é um dos destaques desse ano, além dos carros alegóricos."

Luizinho explica que parte das fantasias está pronta, apenas os carros é que são deixados para ser montados faltando apenas uma semana para o desfile.

"Como o nosso espaço não tem cobertura, os carros são pré-montados e deixamos para decorá-los faltando pouco tempo para não correr o risco de o sol ou a chuva danificarem", ressalta.

O presidente afirma que neste ano o Carnaval contou com ajuda de patrocinadores. "Recebemos uma verba da Prefeitura e conseguimos mais R$ 20 mil. A apresentação produz gastos, porque exige mão-de-obra e produtos de boa qualidade. Por isso, um bom Carnaval fica em torno de R$ 45 mil."

 

RETORNO

Uma das fundadoras da Tradição e ex-presidente da escola está de volta. A comerciante Maria Socorro Rodrigues, 48, retorna para o barracão após sete anos afastada, e vai trabalhar na harmonia. Ela lembra da dificuldade que é ocupar o maior cargo de direção.

"Exige muita dedicação, correria e responsabilidade, que fazem com que você não durma algumas noites. Cheguei a emagrecer 12 quilos e hoje volto para dar apoio à escola", afirmou. Além de Maria, Luizinho e seu pai, José Luiz Gomes, outras três pessoas fundaram a Tradição de Ouro, em 1997.

 

Serão 380 componentes distribuídos em dez alas e três carros alegóricos. A escola conta com 60 integrantes na bateria e um casal de porta-bandeira e mestre-sala.

A maioria dos componentes é da comunidade, mas neste ano terá duas alas dos alunos da UFABC (Universidade Federal do ABC) e de moradores de Mauá.

Wilson do Arame tem história no Carnaval de São Paulo

O artesão Wilson Medori, 54 anos, mais conhecido como Wilson do Arame, descobriu o dom de fazer armações para fantasias quando morou, há 32 anos, no barracão da escola de samba Rosas de Ouro, da Capital.

"Na época, os arames vinham do Rio de Janeiro e tivemos que recuperá-los, porque chegaram danificados. Depois disso, comecei a fazer os arames e cheguei a produzir de 3.000 a 4.000 armações", explica Medori, que antes de descobrir o dom, era metalúrgico.

O artesão já fez armações para escolas da Capital, como Vai-Vai, a Unidos do Peruche, a Nenê de Vila Matilde e a Imperador do Ipiranga,

Eu e minha mulher criamos a primeira oficina de arame de São Paulo, mas como ela faleceu em 2003, acabei deixando esse trabalho de lado", conta.

Medori recebeu o convite de Luizinho, presidente da Tradição de Ouro, para ser o responsável pelas armações de 380 fantasias. "Ao todo são 930 armações, contando com a cabeça e a roupas dos componentes", afirma.

 

 



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Tradição de Ouro: festa popular e crendice na avenida

Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC

21/02/2011 | 07:21


"O Carnaval é algo que entra no sangue e não sai mais. Vivo o Carnaval o ano inteiro", afirma o presidente da escola de samba Tradição de Ouro, Luiz Roberto Brito Gomes, 38 anos, o Luizinho.

Com o enredo CF51Festas Populares e Crendices do Brasil, a escola pretende colorir a avenida. "Vamos falar de festas, como o Círio de Nazaré, a Oktoberfest e o Festival de Parintis. Procuramos fazer um Carnaval que as pessoas possam identificar. Ano passado o enredo foi sobre o afro-negro, um assunto mais complexo."

A escola será a segunda a desfilar no dia 6 de março, por volta das 21h35, no Espaço Pirelli (Avenida Giovanni Batista Pirelli, próximo ao Carrefour), e promete surpresas. "A comissão de frente é um dos destaques desse ano, além dos carros alegóricos."

Luizinho explica que parte das fantasias está pronta, apenas os carros é que são deixados para ser montados faltando apenas uma semana para o desfile.

"Como o nosso espaço não tem cobertura, os carros são pré-montados e deixamos para decorá-los faltando pouco tempo para não correr o risco de o sol ou a chuva danificarem", ressalta.

O presidente afirma que neste ano o Carnaval contou com ajuda de patrocinadores. "Recebemos uma verba da Prefeitura e conseguimos mais R$ 20 mil. A apresentação produz gastos, porque exige mão-de-obra e produtos de boa qualidade. Por isso, um bom Carnaval fica em torno de R$ 45 mil."

 

RETORNO

Uma das fundadoras da Tradição e ex-presidente da escola está de volta. A comerciante Maria Socorro Rodrigues, 48, retorna para o barracão após sete anos afastada, e vai trabalhar na harmonia. Ela lembra da dificuldade que é ocupar o maior cargo de direção.

"Exige muita dedicação, correria e responsabilidade, que fazem com que você não durma algumas noites. Cheguei a emagrecer 12 quilos e hoje volto para dar apoio à escola", afirmou. Além de Maria, Luizinho e seu pai, José Luiz Gomes, outras três pessoas fundaram a Tradição de Ouro, em 1997.

 

Serão 380 componentes distribuídos em dez alas e três carros alegóricos. A escola conta com 60 integrantes na bateria e um casal de porta-bandeira e mestre-sala.

A maioria dos componentes é da comunidade, mas neste ano terá duas alas dos alunos da UFABC (Universidade Federal do ABC) e de moradores de Mauá.

Wilson do Arame tem história no Carnaval de São Paulo

O artesão Wilson Medori, 54 anos, mais conhecido como Wilson do Arame, descobriu o dom de fazer armações para fantasias quando morou, há 32 anos, no barracão da escola de samba Rosas de Ouro, da Capital.

"Na época, os arames vinham do Rio de Janeiro e tivemos que recuperá-los, porque chegaram danificados. Depois disso, comecei a fazer os arames e cheguei a produzir de 3.000 a 4.000 armações", explica Medori, que antes de descobrir o dom, era metalúrgico.

O artesão já fez armações para escolas da Capital, como Vai-Vai, a Unidos do Peruche, a Nenê de Vila Matilde e a Imperador do Ipiranga,

Eu e minha mulher criamos a primeira oficina de arame de São Paulo, mas como ela faleceu em 2003, acabei deixando esse trabalho de lado", conta.

Medori recebeu o convite de Luizinho, presidente da Tradição de Ouro, para ser o responsável pelas armações de 380 fantasias. "Ao todo são 930 armações, contando com a cabeça e a roupas dos componentes", afirma.

 

 

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