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Voto nas legislativas medirá peso hispânico nos EUA


Da AFP

03/11/2006 | 17:49


Quase seis milhões de hispânicos nos Estados Unidos podem votar nesta terça-feira nas eleições legislativas que tiveram um registro de eleitores recorde e que demonstrarão se o "gigante adormecido" despertou para impor seu peso como a primeira minoria do país, votando e participando do Congresso.

O voto da comunidade de cerca de 42,7 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, que inclui 12 milhões de trabalhadores sem documentos, representa apenas 4% da votação em nível nacional, mas sua participação é chave em pontos do país onde o tema migratório foi uma das bandeiras da campanha política entre democratas e republicanos.

"A comunidade hispânica não é uma força homogênea como a população afro-americana dos Estados Unidos: tem histórias sócio-culturais distintas e isso se traduz no fato de que não se inclinam em massa por um único partido", explicou à AFP Miguel Tinker Salas, especialista em história da comunidade hispano-americana da Universidade de Pomona (Califórnia).

"Não é a mesma coisa o voto dos cubanos em Miami (maioria republicana), o dos dominicanos ou porto-riquenhos em Nova York (democrata), o dos mexicanos americanos do Arizona e Novo México (dividido) e o dos centro-americanos na Califórnia (maioria democrata)", acrescentou o especialista.

No entanto, essa divisão dentro das 'colônias' que integram a grande comunidade hispânica americana desempenhará um papel importante nesta terça-feira em distritos chaves, como no sul do Arizona e no Novo México.

Em ambos os estados, fronteiriços com o México, o tema do muro e das políticas migratórias dominaram a campanha pelos governos dos Estados e pelos postos legislativos.

Por exemplo, nestes dois bastiões republicanos do sudoeste dos Estados Unidos, duas candidatas democratas, Gabrielle Giffords (distrito 8 de Tucson, Arizona) e Patricia Madrid (Distrito 1, Novo México), "ganharão seguramente seu assento na Câmara de Reprentantes", explicou à AFP Marc Cooper, diretor da escola de Justiça e Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia.

"A votação dos hispânicos, no entanto, não é tão significativa em porcentagem no nível nacional, entre outros fatores porque há muitos imigrantes sem documentos e sem a legalização não se vota. Mas eles têm mais influência do que antes, um poder crescente e um papel chave para executar mudanças em vários distritos do país", explicou Cooper.



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Voto nas legislativas medirá peso hispânico nos EUA

Da AFP

03/11/2006 | 17:49


Quase seis milhões de hispânicos nos Estados Unidos podem votar nesta terça-feira nas eleições legislativas que tiveram um registro de eleitores recorde e que demonstrarão se o "gigante adormecido" despertou para impor seu peso como a primeira minoria do país, votando e participando do Congresso.

O voto da comunidade de cerca de 42,7 milhões de hispânicos nos Estados Unidos, que inclui 12 milhões de trabalhadores sem documentos, representa apenas 4% da votação em nível nacional, mas sua participação é chave em pontos do país onde o tema migratório foi uma das bandeiras da campanha política entre democratas e republicanos.

"A comunidade hispânica não é uma força homogênea como a população afro-americana dos Estados Unidos: tem histórias sócio-culturais distintas e isso se traduz no fato de que não se inclinam em massa por um único partido", explicou à AFP Miguel Tinker Salas, especialista em história da comunidade hispano-americana da Universidade de Pomona (Califórnia).

"Não é a mesma coisa o voto dos cubanos em Miami (maioria republicana), o dos dominicanos ou porto-riquenhos em Nova York (democrata), o dos mexicanos americanos do Arizona e Novo México (dividido) e o dos centro-americanos na Califórnia (maioria democrata)", acrescentou o especialista.

No entanto, essa divisão dentro das 'colônias' que integram a grande comunidade hispânica americana desempenhará um papel importante nesta terça-feira em distritos chaves, como no sul do Arizona e no Novo México.

Em ambos os estados, fronteiriços com o México, o tema do muro e das políticas migratórias dominaram a campanha pelos governos dos Estados e pelos postos legislativos.

Por exemplo, nestes dois bastiões republicanos do sudoeste dos Estados Unidos, duas candidatas democratas, Gabrielle Giffords (distrito 8 de Tucson, Arizona) e Patricia Madrid (Distrito 1, Novo México), "ganharão seguramente seu assento na Câmara de Reprentantes", explicou à AFP Marc Cooper, diretor da escola de Justiça e Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia.

"A votação dos hispânicos, no entanto, não é tão significativa em porcentagem no nível nacional, entre outros fatores porque há muitos imigrantes sem documentos e sem a legalização não se vota. Mas eles têm mais influência do que antes, um poder crescente e um papel chave para executar mudanças em vários distritos do país", explicou Cooper.

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