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Mas a festa continua

Todo mundo pensava que o Carnaval já tinha acabado. Mas...


Carlos Brickmann

21/03/2010 | 00:00


Todo mundo pensava que o Carnaval já tinha acabado. Mas:

1 - O governador paulista José Serra demorou meses para admitir sua candidatura à Presidência. Enfim, no dia de seu aniversário, anunciou apoteoticamente aquilo que todos já sabiam. E onde fez o anúncio: no Jornal Nacional, da Rede Globo? No Jornal da Bandeirantes Gente, da Rádio Bandeirantes? Na capa da Veja? Em rede nacional de TV, aproveitando algum horário de seu partido, o PSDB? Não, nada disso: fez o anúncio num programa de TV da hora do almoço, com audiência inferior a três pontos. E ainda disse que não fez o anúncio.

2 - Um grupo de prefeitos mineiros, que em 2006 apoiou a reeleição do tucano Aécio Neves para o governo e de Lula para a Presidência (‘Lulécio'), estuda apoiar o candidato de Aécio ao governo, Antonio Anastasia, e a candidata de Lula à Presidência, Dilma Rousseff. Título divulgado por eles para a combinação de candidatos: Dilmasia. Só falta ser com ‘z'. Eta nome mais apropriado!

3 - O candidato tucano ao governo de Goiás, Marconi Perillo, comemorou seu aniversário, no dia 5, com uma festa no Atlanta Hall, em Goiânia. O momento culminante ocorreu com a exibição de um vídeo de sua filha que estuda na Tasis em Lugano, na Suíça. É uma escola norte-americana de excelente qualidade que opera em quatro países. Só a matrícula sai por 1.500 francos suíços, ou pouco menos de R$ 3.000. Imagine-se a emoção do pai, que ganha R$ 16 mil como senador e faz tanto sacrifício para garantir à filha uma educação de nível!

DEM NO FIM
Esta informação vai cansar de ser desmentida, mas é verdadeira: o DEM, herdeiro do PFL, deve acabar no início do ano que vem. Sem seus líderes históricos, o partido está nas cordas. Imagine a situação do prefeito Gilberto Kassab: se fica no enfraquecido DEM, sua carreira sofre; se sai, pode perder o mandato por mudar de partido. Se Serra for eleito, o PSDB pode ser o destino de boa parte do DEM.

DESMENTIDO Nº 1
César Maia, chefe supremo do DEM no Rio e respeitado analista político, confirmou e desmentiu a notícia. Disse que, se antes nem se falava no DEM sobre isso, hoje há setores que gostariam de uni-lo ao PSDB. Mas acrescentou: "É um equívoco e uma vontade ao mesmo tempo. A mídia e a elite querem impor um sistema binário no Brasil com PT e PSDB."

DE GRAÇA, MAS PAGANDO
A Anatel acaba de resolver definitivamente a questão da cobrança dos pontos adicionais de TV a cabo: as operadoras não podem cobrar por eles. Mas podem cobrar aluguel pelo decodificador, que hoje é cedido sem pagamento. O caro leitor vai continuar pagando (talvez até mais), mas com outro nome.

MARINHO AÉREO
Demorou, mas aconteceu: o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, do PT, que viajou à Suécia a convite da Saab, fabricante dos supersônicos Gripen, já escolheu seu favorito na concorrência internacional para reequipamento da FAB: por pura coincidência é o Gripen. O Rafale, francês, é o favorito de seu líder político, o presidente Lula, mas Marinho não resistiu à emoção de voar num Gripen e conhecer sua fábrica: "Acredito tratar-se de uma oportunidade única para uma real transferência de tecnologia para o Brasil e de ampla geração de empregos voltados à alta tecnologia." Marinho sabe que, se houver transferência de tecnologia, a cidade beneficiada será São José dos Campos ou Gavião Peixoto, onde há fábricas da Embraer, e não São Bernardo. Mas não se importa. É um patriota!

ESCORREGANDO NO ÓLEO
O deputado Ibsen Pinheiro, do PMDB gaúcho, é um homem correto, bem preparado, mas nem sempre está certo. Neste caso da redivisão dos royalties do petróleo, está errado: primeiro, porque os Estados produtores têm custos (de infraestrutura, de recomposição do meio ambiente, de rápido crescimento populacional) e merecem uma indenização por eles; segundo, porque não se arranca de um Estado uma quantia tão volumosa sem criar problemas - no caso do Rio, são R$ 5 bilhões por ano. Mas o fato é que o projeto de Ibsen não teria passado se o governo, amplamente majoritário na Câmara, não quisesse aprová-lo. E é sempre bom lembrar que Ibsen é do PMDB, sócio do PT na base do governo Lula, mesmo partido do governador Sérgio Cabral, que chora mas afaga o presidente.

PONTO FUTURO
Outro tema interessante que mobiliza os políticos é o destino dos lucros do pré-sal. Tudo bem - tirando alguns probleminhas, claro, como o fato de que o petróleo situado na região do pré-sal ainda demora para ser extraído, exige montanhas de investimentos, apresenta dificuldades técnicas que é preciso resolver e só se viabiliza com o barril custando caro, pelo menos tão caro quanto hoje, para que extraí-lo não dê prejuízo, em vez de lucro. Como não se diz no Interior (já que a frase lá é bem mais direta) estão contando com o ovo dentro da galinha.



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