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Casal que ficou refém volta à rotina


Aline Mazzo
Do Diário do Grande ABC

04/11/2006 | 19:57


Após passar três horas em poder de assaltantes na noite de sexta-feira, o casal de comerciantes chineses Wang Chin Fa, 56 anos, e seu marido, Yang Mei Chin Wang, 55, trabalhou normalmente no comércio da família, estabelecido no bairro Fundação, em São Caetano, durante o sábado.

O filho dos dois, o advogado Alexandre Wang, 26 anos, disse que os pais ainda estão assustados, mas isso não é motivo para deixarem de trabalhar. “A vida continua”, falou. Alexandre também comentou que a família pretende mudar de casa, para se sentir mais segura.

Os pais do advogado foram abordados sexta-feira à noite por três ladrões na porta de casa, no bairro Santa Maria, e não na loja da família, como informado pela polícia ainda na sexta. O crime no bairro de classe média disseminou a sensação de insegurança.

Nem a ronda feita por duas motos da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano deixou a vizinhança da alameda Araguaia mais sossegada. Era visível que os moradores estavam inconformados com o ocorrido.

Segundo Alexandre, no momento em que os ladrões ameaçaram seus pais, ele estava dentro de casa e notou uma movimentação estranha. “Liguei para a polícia na hora”. Quando Alexandre resolveu sair de casa, os policiais chegaram e os ladrões tentaram arrastá-lo para dentro da casa. “Não pensei muito e acabei indo para cima deles. Empurrei um e escapei fugindo pela varanda”, relata.

Mais de 30 policiais participaram da ação, sendo que o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e a Rota (Rondas Onstensivas Tobias Aguiar) foram acionados para a negociação. Após três horas, os ladrões entregaram as armas. Logo em seguida, liberaram os reféns e só se renderam mediante a presença da imprensa.

Neste sábado, a reportagem teve pedido de entrevista sobre o processo de negociação negado pelo Gate. A Polícia Militar afirma que os dados sobre negociação são estratégicos e “pessoas mal intencionadas poderiam se utilizar deles para fins indevidos”.

Na operação, foram detidos o mecânico Francisco da Chaga Ribeiro da Silva, 24 anos, o ajudante Leandro Felix da Silva, 25 e o desempregado Fabio Santos Cardoso, 24 anos. Leandro possui passagem por roubo e Fábio estava foragido, pois cumpria pena por tráfico de entorpecentes. Os três são acusados de roubo e porte ilegal de arma e estão detidos na Cadeia de São Caetano.

A prisão não tranqüiliza os moradores do bairro Santa Maria. Vizinha do casal de comerciantes, a auxiliar administrativa Ivonete Maria de Carvalho Santiago, 47 anos, questionava o padrão de segurança do município. “Dizem que aqui é cidade de primeiro mundo, mas duvido que em cidades evoluídas isso aconteça”, dispara. Ivonete ainda comenta que há uma mês, alguns assaltos têm acontecido na rua. “Há duas semanas minha vizinha teve o carro roubado aqui na porta de casa”, conta.

O crime de sexta-feira deixou a aposentada Maria Luiza Betini, 78 anos, atordoada. “Moro aqui há 40 anos e nunca vi algo assim. Nem consegui dormir de tanto medo”, fala. Ela comenta que mora com a filha e uma neta e só pode recorrer ao seu cachorro, um pastor alemão, para se sentir mais segura.


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Casal que ficou refém volta à rotina

Aline Mazzo
Do Diário do Grande ABC

04/11/2006 | 19:57


Após passar três horas em poder de assaltantes na noite de sexta-feira, o casal de comerciantes chineses Wang Chin Fa, 56 anos, e seu marido, Yang Mei Chin Wang, 55, trabalhou normalmente no comércio da família, estabelecido no bairro Fundação, em São Caetano, durante o sábado.

O filho dos dois, o advogado Alexandre Wang, 26 anos, disse que os pais ainda estão assustados, mas isso não é motivo para deixarem de trabalhar. “A vida continua”, falou. Alexandre também comentou que a família pretende mudar de casa, para se sentir mais segura.

Os pais do advogado foram abordados sexta-feira à noite por três ladrões na porta de casa, no bairro Santa Maria, e não na loja da família, como informado pela polícia ainda na sexta. O crime no bairro de classe média disseminou a sensação de insegurança.

Nem a ronda feita por duas motos da GCM (Guarda Civil Municipal) de São Caetano deixou a vizinhança da alameda Araguaia mais sossegada. Era visível que os moradores estavam inconformados com o ocorrido.

Segundo Alexandre, no momento em que os ladrões ameaçaram seus pais, ele estava dentro de casa e notou uma movimentação estranha. “Liguei para a polícia na hora”. Quando Alexandre resolveu sair de casa, os policiais chegaram e os ladrões tentaram arrastá-lo para dentro da casa. “Não pensei muito e acabei indo para cima deles. Empurrei um e escapei fugindo pela varanda”, relata.

Mais de 30 policiais participaram da ação, sendo que o Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) e a Rota (Rondas Onstensivas Tobias Aguiar) foram acionados para a negociação. Após três horas, os ladrões entregaram as armas. Logo em seguida, liberaram os reféns e só se renderam mediante a presença da imprensa.

Neste sábado, a reportagem teve pedido de entrevista sobre o processo de negociação negado pelo Gate. A Polícia Militar afirma que os dados sobre negociação são estratégicos e “pessoas mal intencionadas poderiam se utilizar deles para fins indevidos”.

Na operação, foram detidos o mecânico Francisco da Chaga Ribeiro da Silva, 24 anos, o ajudante Leandro Felix da Silva, 25 e o desempregado Fabio Santos Cardoso, 24 anos. Leandro possui passagem por roubo e Fábio estava foragido, pois cumpria pena por tráfico de entorpecentes. Os três são acusados de roubo e porte ilegal de arma e estão detidos na Cadeia de São Caetano.

A prisão não tranqüiliza os moradores do bairro Santa Maria. Vizinha do casal de comerciantes, a auxiliar administrativa Ivonete Maria de Carvalho Santiago, 47 anos, questionava o padrão de segurança do município. “Dizem que aqui é cidade de primeiro mundo, mas duvido que em cidades evoluídas isso aconteça”, dispara. Ivonete ainda comenta que há uma mês, alguns assaltos têm acontecido na rua. “Há duas semanas minha vizinha teve o carro roubado aqui na porta de casa”, conta.

O crime de sexta-feira deixou a aposentada Maria Luiza Betini, 78 anos, atordoada. “Moro aqui há 40 anos e nunca vi algo assim. Nem consegui dormir de tanto medo”, fala. Ela comenta que mora com a filha e uma neta e só pode recorrer ao seu cachorro, um pastor alemão, para se sentir mais segura.

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