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Uma dose de esperança


Do Diário do Grande ABC

24/09/2020 | 12:39


Poucas notícias foram mais animadoras nos últimos tempos que a dada ontem pelo governador de São Paulo, João Doria.

Segundo ele, em dezembro vai ter início a vacinação contra o coronavírus e até 28 de fevereiro toda a população do Estado estará imunizada. A afirmação tem como base o êxito alcançado pela Coronavac, medicação desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, com quem o paulista Instituto Butantan tem parceria.

O medicamento, testado em 50.027 pessoas em solo chinês, apresentou efeitos colaterais em apenas 5,36% dos voluntários. E os problemas podem ser considerados irrelevantes quando comparados aos males causados pela Covid-19, que no Brasil já ceifou quase 140 mil vidas. A maior reclamação dos que receberam a dose foi dor no local da aplicação, sentida por 3,08%; fadiga, relatada por 1,53%; e febre (0,21%). Somente 0,03% apresentaram efeitos mais graves, como perda de apetite, dor de cabeça e febre acima de 38,5 graus.

O primeiro lote, com 5 milhões de doses do medicamento, chega ao Brasil no próximo mês, vindo da China, e será destinado a médicos e paramédicos. Depois disso, mais 46 milhões serão produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e começarão a ser oferecidas para toda a população. É sempre importante lembrar que a imunização vai depender da liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Desde os primeiros relatos do surgimento do vírus, nunca se esteve tão perto da obtenção de um imunizante capaz de deter o avanço da doença. Ter o Estado como parceiro desta empreitada mostra o quanto é importante o incentivo à ciência.

Tomara que os bons resultados continuem a se revelar e também que o medicamento não se transforme em mais uma disputa política, como as muitas travadas até agora. Ter um antídoto salvará vidas humanas e será enorme passo para que as coisas voltem ao normal. Que seja o mais breve possível.  



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Uma dose de esperança

Do Diário do Grande ABC

24/09/2020 | 12:39


Poucas notícias foram mais animadoras nos últimos tempos que a dada ontem pelo governador de São Paulo, João Doria.

Segundo ele, em dezembro vai ter início a vacinação contra o coronavírus e até 28 de fevereiro toda a população do Estado estará imunizada. A afirmação tem como base o êxito alcançado pela Coronavac, medicação desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, com quem o paulista Instituto Butantan tem parceria.

O medicamento, testado em 50.027 pessoas em solo chinês, apresentou efeitos colaterais em apenas 5,36% dos voluntários. E os problemas podem ser considerados irrelevantes quando comparados aos males causados pela Covid-19, que no Brasil já ceifou quase 140 mil vidas. A maior reclamação dos que receberam a dose foi dor no local da aplicação, sentida por 3,08%; fadiga, relatada por 1,53%; e febre (0,21%). Somente 0,03% apresentaram efeitos mais graves, como perda de apetite, dor de cabeça e febre acima de 38,5 graus.

O primeiro lote, com 5 milhões de doses do medicamento, chega ao Brasil no próximo mês, vindo da China, e será destinado a médicos e paramédicos. Depois disso, mais 46 milhões serão produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, e começarão a ser oferecidas para toda a população. É sempre importante lembrar que a imunização vai depender da liberação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Desde os primeiros relatos do surgimento do vírus, nunca se esteve tão perto da obtenção de um imunizante capaz de deter o avanço da doença. Ter o Estado como parceiro desta empreitada mostra o quanto é importante o incentivo à ciência.

Tomara que os bons resultados continuem a se revelar e também que o medicamento não se transforme em mais uma disputa política, como as muitas travadas até agora. Ter um antídoto salvará vidas humanas e será enorme passo para que as coisas voltem ao normal. Que seja o mais breve possível.  

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