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Entidade regional descarta reajuste no preço com a mudança da gasolina

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Postos têm até 90 dias para iniciar venda do produto diferenciado


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

06/08/2020 | 00:25


A chamada ‘nova’ gasolina ainda não chegou ao Grande ABC e também não tende a deixar o preço do litro do combustível mais caro, segundo estimativa do presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMRR), Wagner de Souza. “A Petrobras não sinalizou aumento, até porque, não se agrega valor adicional. É apenas uma forma diferente de refino. A matéria-prima é a mesma e não há motivos para isso. Se o valor subir será reflexo do mercado internacional, preço do barril de petróleo, que sempre influenciou”, comenta. Há indicativos, porém, de alta de R$ 0,06, em média, nas bombas, devido a aumento de 1,5% no valor do litro.

Desde segunda-feira, toda a gasolina produzida no País e importada deverá atender às novas especificações estabelecidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis). As distribuidoras têm até 60 dias para se adequarem, e os revendedores (postos de abastecimento), 90 dias. “Não há como precisar quando o novo combustível chega à região. De acordo com as distribuidoras, essa reposição vai acontecendo gradativamente, até porque, é um setor que trabalha com estoque e não se joga no lixo. Bem provável que todos utilizem os prazos determinados pela ANP”, explica o dirigente do Regran.

O item automotivo está sendo processado de forma a melhorar a eficiência energética, autonomia dos veículos pela diminuição de consumo e viabilidade da introdução de tecnologias de motores mais eficientes, com menores níveis de consumo e emissões atmosféricas (poluição).

“Espera-se que a performance do carro melhore entre 4% e 5%. Ou seja, se o veículo fazia antes 10 quilômetros por litro, passará a fazer 10,5. No entanto, isso depende muito da forma de dirigir do condutor e, no caso de carro flex, se utiliza muito álcool, por exemplo”, explica o dirigente do Regran.

Segundo o último levantamento da ANP na região (até dia 1º), o litro da gasolina custa, em média, R$ 3,989, com valores mínimo de R$ 3,599 e máximo de R$ 4,999 (ambos em postos de Santo André).

Ainda de acordo com a agência reguladora, a revisão da especificação da gasolina automotiva contempla, principalmente, três pontos. O primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica, o que significa mais energia e menos consumo. O segundo é valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% para a gasolina, de 77º C. Os parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.

E o terceiro ponto é a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação desse parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo. “Essas normas têm força para combater a adulteração de combustível, com preços abaixo do normal e que danificam o veículo, além de não trazer o mesmo desempenho”, analisa o presidente do Regran.  



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Entidade regional descarta reajuste no preço com a mudança da gasolina

Postos têm até 90 dias para iniciar venda do produto diferenciado

Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

06/08/2020 | 00:25


A chamada ‘nova’ gasolina ainda não chegou ao Grande ABC e também não tende a deixar o preço do litro do combustível mais caro, segundo estimativa do presidente do Regran (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do ABCDMRR), Wagner de Souza. “A Petrobras não sinalizou aumento, até porque, não se agrega valor adicional. É apenas uma forma diferente de refino. A matéria-prima é a mesma e não há motivos para isso. Se o valor subir será reflexo do mercado internacional, preço do barril de petróleo, que sempre influenciou”, comenta. Há indicativos, porém, de alta de R$ 0,06, em média, nas bombas, devido a aumento de 1,5% no valor do litro.

Desde segunda-feira, toda a gasolina produzida no País e importada deverá atender às novas especificações estabelecidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis). As distribuidoras têm até 60 dias para se adequarem, e os revendedores (postos de abastecimento), 90 dias. “Não há como precisar quando o novo combustível chega à região. De acordo com as distribuidoras, essa reposição vai acontecendo gradativamente, até porque, é um setor que trabalha com estoque e não se joga no lixo. Bem provável que todos utilizem os prazos determinados pela ANP”, explica o dirigente do Regran.

O item automotivo está sendo processado de forma a melhorar a eficiência energética, autonomia dos veículos pela diminuição de consumo e viabilidade da introdução de tecnologias de motores mais eficientes, com menores níveis de consumo e emissões atmosféricas (poluição).

“Espera-se que a performance do carro melhore entre 4% e 5%. Ou seja, se o veículo fazia antes 10 quilômetros por litro, passará a fazer 10,5. No entanto, isso depende muito da forma de dirigir do condutor e, no caso de carro flex, se utiliza muito álcool, por exemplo”, explica o dirigente do Regran.

Segundo o último levantamento da ANP na região (até dia 1º), o litro da gasolina custa, em média, R$ 3,989, com valores mínimo de R$ 3,599 e máximo de R$ 4,999 (ambos em postos de Santo André).

Ainda de acordo com a agência reguladora, a revisão da especificação da gasolina automotiva contempla, principalmente, três pontos. O primeiro é o estabelecimento de valor mínimo de massa específica, o que significa mais energia e menos consumo. O segundo é valor mínimo para a temperatura de destilação em 50% para a gasolina, de 77º C. Os parâmetros de destilação afetam questões como desempenho do motor, dirigibilidade e aquecimento do motor.

E o terceiro ponto é a fixação de limites para a octanagem RON (Research Octane Number), já presente nas especificações da gasolina de outros países. A fixação desse parâmetro mostra-se necessária devido às novas tecnologias de motores e resultará em uma gasolina com maior desempenho para o veículo. “Essas normas têm força para combater a adulteração de combustível, com preços abaixo do normal e que danificam o veículo, além de não trazer o mesmo desempenho”, analisa o presidente do Regran.  

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