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SBI recomenda suspensão imediata de Hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Informe se baseia na publicação de dois estudos clínicos que atestam a ineficiência da medicação no combate ao novo coronavírus


Aline Melo
Do Diário do Grande Abc

17/07/2020 | 17:29


A SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) publicou hoje (17) um informe em que recomenda que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19. O documento, assinado pelo presidente da instituição, o infectologista Clovis Arns da Cunha e outros nove especialistas, citam dois estudos clínicos publicados na última quinta-feira (16) e que atestam a ineficácia da medicação.


Um dos estudos avaliou pacientes com Covid-19 em 40 estados americanos e três sprovíncias do Canadá. Segundo o informe, o grupo que recebeu hidroxicloroquina, em comparação aos pacientes que receberam placebo (preparação neutra sem efeitos farmacológicos), não teve nenhum benefício clínico: não houve redução na duração dos sintomas, nem de hospitalização, nem impacto na mortalidade. Mais da metade dos pacientes receberam HCQ em um dia do início dos sintomas. Em 43% dos pacientes que receberam HCQ, eventos adversos foram observados, destacando-se efeitos gastrointestinais como dor abdominal, diarreia e vômitos (https://bit.ly/2CGB2mv).


O outro estudo foi conduzido na Espanha e avaliou a eficácia virológica (redução da carga viral na nasofaringe) e clínica (redução da duração dos sintomas e hospitalização). Nenhum benefício virológico, nem clínico foi observado nos pacientes que receberam HCQ, em comparação ao grupo que não recebeu nenhum tratamento farmacológico (grupo placebo). (https://bit.ly/3jbu9Kx)


O informe destaca que como já haviam sido publicados estudos clínicos randomizados com grupo controle demonstrando que a HCQ não traz benefício clínico nem na profilaxia (prevenção), nem em pacientes hospitalizados, esses dois estudos completam a avaliação de eficácia e segurança do seu uso nas três fases da doença: profilaxia, tratamento precoce (primeiros dias de sintomas) e pacientes hospitalizados (que geralmente ocorre próximo ao sétimo dia de sintomas).


Além de recomendar como medida urgente e necessária que a hidroxicloroquina seja abandona no tratamento de qualquer fase da Covid-19, a SBI pede que os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde reavaliem suas orientações de tratamento, “não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais.”


Recomenda, também, que o recurso público seja usado em medicamentos que comprovadamente são eficazes e seguros para pacientes com Covid-19 e que estão em falta, “tais como anestésicos para intubação orotraqueal de pacientes que precisam ser submetidos à ventilação mecânica, bloqueadores neuromusculares para pacientes que estão em ventilação mecânica; em aparelhos que podem permitir o diagnóstico precoce de Covid-19 grave, como oxímetros para o diagnóstico de hipóxia silenciosa; em testes diagnósticos de RT-PCR da nasofaringe para pacientes sintomáticos; leitos de Unidade de Terapia Intensiva, bem como seus recursos humanos (profissionais de saúde) e respiradores.” 



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SBI recomenda suspensão imediata de Hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19

Informe se baseia na publicação de dois estudos clínicos que atestam a ineficiência da medicação no combate ao novo coronavírus

Aline Melo
Do Diário do Grande Abc

17/07/2020 | 17:29


A SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) publicou hoje (17) um informe em que recomenda que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19. O documento, assinado pelo presidente da instituição, o infectologista Clovis Arns da Cunha e outros nove especialistas, citam dois estudos clínicos publicados na última quinta-feira (16) e que atestam a ineficácia da medicação.


Um dos estudos avaliou pacientes com Covid-19 em 40 estados americanos e três sprovíncias do Canadá. Segundo o informe, o grupo que recebeu hidroxicloroquina, em comparação aos pacientes que receberam placebo (preparação neutra sem efeitos farmacológicos), não teve nenhum benefício clínico: não houve redução na duração dos sintomas, nem de hospitalização, nem impacto na mortalidade. Mais da metade dos pacientes receberam HCQ em um dia do início dos sintomas. Em 43% dos pacientes que receberam HCQ, eventos adversos foram observados, destacando-se efeitos gastrointestinais como dor abdominal, diarreia e vômitos (https://bit.ly/2CGB2mv).


O outro estudo foi conduzido na Espanha e avaliou a eficácia virológica (redução da carga viral na nasofaringe) e clínica (redução da duração dos sintomas e hospitalização). Nenhum benefício virológico, nem clínico foi observado nos pacientes que receberam HCQ, em comparação ao grupo que não recebeu nenhum tratamento farmacológico (grupo placebo). (https://bit.ly/3jbu9Kx)


O informe destaca que como já haviam sido publicados estudos clínicos randomizados com grupo controle demonstrando que a HCQ não traz benefício clínico nem na profilaxia (prevenção), nem em pacientes hospitalizados, esses dois estudos completam a avaliação de eficácia e segurança do seu uso nas três fases da doença: profilaxia, tratamento precoce (primeiros dias de sintomas) e pacientes hospitalizados (que geralmente ocorre próximo ao sétimo dia de sintomas).


Além de recomendar como medida urgente e necessária que a hidroxicloroquina seja abandona no tratamento de qualquer fase da Covid-19, a SBI pede que os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde reavaliem suas orientações de tratamento, “não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais.”


Recomenda, também, que o recurso público seja usado em medicamentos que comprovadamente são eficazes e seguros para pacientes com Covid-19 e que estão em falta, “tais como anestésicos para intubação orotraqueal de pacientes que precisam ser submetidos à ventilação mecânica, bloqueadores neuromusculares para pacientes que estão em ventilação mecânica; em aparelhos que podem permitir o diagnóstico precoce de Covid-19 grave, como oxímetros para o diagnóstico de hipóxia silenciosa; em testes diagnósticos de RT-PCR da nasofaringe para pacientes sintomáticos; leitos de Unidade de Terapia Intensiva, bem como seus recursos humanos (profissionais de saúde) e respiradores.” 

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