Fechar
Publicidade

Terça-Feira, 25 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Pastoral lista irregularidades do CDP-Mauá e cobra três poderes


Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

17/11/2004 | 09:14


A Pastoral Carcerária promete encaminhar nesta quinta-feira um relatório sobre as irregularidades constatadas pela comissão que visitou o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na semana passada, às autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, incluindo o secretário estadual de Assuntos Penitenciários, Nagashi Furukawa, e os juízes-corregedores, que acompanham a situação carcerária do Estado.

O grupo, encabeçado pelo padre Valdir João Silveira, entrou na unidade para investigar supostas agressões a presos, denunciadas pelos familiares dos detentos. Dentro do CDP, a comissão constatou algumas deficiências, como falta de médico para atender os detentos e de medicamentos (como anestésicos e remédios para estômago e fígado) na farmácia da unidade. A comissão também afirmou que as funções de assistente social estão a cargo de uma psicóloga. No entanto, a comissão não confirmou a acusação de que alguns presos teriam sido espancados pelos funcionários do CDP.

Inaugurada no dia 28 de setembro, a unidade tem capacidade para 576 presos. No fim da semana passada, 551 homens já ocupavam as celas da unidade e apenas 30 profissionais trabalhavam naquele dia, quando o ideal, estabelecido por lei, é que haja um carcereiro para cada três presos. Nesta terça, a Secretaria Estadual de Assuntos Penitenciários não informou o número atual de presos e tampouco o quadro total de funcionários que trabalham na unidade.

Apontamentos - A comissão espera que o Poder Judiciário estabeleça prazos para que o governo do Estado regularize a situação do recém-inaugurado CDP. A falta de estrutura da unidade motivou o primeiro motim de presos na segunda-feira passada. As companheiras dos detentos foram para o CDP e fizeram manifestação na frente do prédio, enquanto os presos estenderam lençóis nas janelas, como forma de protesto.

Entre as reclamações, diziam que falta cobertores nas celas, o banho dos presos é frio e não há quantidade suficiente de comida na marmitex servida. Todas as reivindicações foram rebatidas pela secretaria estadual que disse que cada refeição pesa 500 g.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Pastoral lista irregularidades do CDP-Mauá e cobra três poderes

Luciana Sereno
Do Diário do Grande ABC

17/11/2004 | 09:14


A Pastoral Carcerária promete encaminhar nesta quinta-feira um relatório sobre as irregularidades constatadas pela comissão que visitou o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, na semana passada, às autoridades dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, incluindo o secretário estadual de Assuntos Penitenciários, Nagashi Furukawa, e os juízes-corregedores, que acompanham a situação carcerária do Estado.

O grupo, encabeçado pelo padre Valdir João Silveira, entrou na unidade para investigar supostas agressões a presos, denunciadas pelos familiares dos detentos. Dentro do CDP, a comissão constatou algumas deficiências, como falta de médico para atender os detentos e de medicamentos (como anestésicos e remédios para estômago e fígado) na farmácia da unidade. A comissão também afirmou que as funções de assistente social estão a cargo de uma psicóloga. No entanto, a comissão não confirmou a acusação de que alguns presos teriam sido espancados pelos funcionários do CDP.

Inaugurada no dia 28 de setembro, a unidade tem capacidade para 576 presos. No fim da semana passada, 551 homens já ocupavam as celas da unidade e apenas 30 profissionais trabalhavam naquele dia, quando o ideal, estabelecido por lei, é que haja um carcereiro para cada três presos. Nesta terça, a Secretaria Estadual de Assuntos Penitenciários não informou o número atual de presos e tampouco o quadro total de funcionários que trabalham na unidade.

Apontamentos - A comissão espera que o Poder Judiciário estabeleça prazos para que o governo do Estado regularize a situação do recém-inaugurado CDP. A falta de estrutura da unidade motivou o primeiro motim de presos na segunda-feira passada. As companheiras dos detentos foram para o CDP e fizeram manifestação na frente do prédio, enquanto os presos estenderam lençóis nas janelas, como forma de protesto.

Entre as reclamações, diziam que falta cobertores nas celas, o banho dos presos é frio e não há quantidade suficiente de comida na marmitex servida. Todas as reivindicações foram rebatidas pela secretaria estadual que disse que cada refeição pesa 500 g.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;