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Delegado é morto por investigador do Dird


Christiano Carvalho
e Glauco Araújo
Da Redação

13/03/2001 | 00:03


O ex-delegado seccional de São Bernardo, José Alves dos Reis, 65 anos, que exercia atualmente o cargo de delegado assistente do Dird (Departamento de Identificação e Registros Diversos), no Butantã, em São Paulo, foi morto segunda à tarde com três tiros no peito pelo agente policial Jair Fiori Lorenzetti dos Santos, 35, também funcionário do órgão. O crime aconteceu no próprio gabinete de trabalho da vítima, situado no 4º andar do prédio da Polícia Civil, na rua Moncorvo Filho, e teria sido motivado pela recusa de Reis em conseguir a renovação da licença médica de Jair, que foi preso em flagrante por outros policiais. Segundo sua advogada, Vilma Gil Gomes, ele sofre de síndrome de pânico, está sendo submetido a tratamento psiquiátrico por dois anos e toma sete doses por dia de medicamentos anti-depressivos.

O agente, que era separado, chegou ao local em seu Golf ano 1997 por volta das 16h30 juntamente com a companheira, Andréa Costa da Silva, e, primeiramente procurou, sem sucesso, o diretor do Dird, Jorge Miguel. Em seguida foi ao gabinete de Reis, de quem era amigo – os dois já haviam trabalhado juntos na Delegacia Seccional de São Bernardo entre os anos de 1994 e 1995 –, para pedir “uma ajuda” em relação a um pedido de licença médica feito em 14 de fevereiro e negado pelo Departamento Médico do Estado cinco dias depois. Por isso sua ausência no trabalho estava contando como falta. Segundo a advogada, Jair estava afastado há dois anos em razão das sucessivas licenças.

Após pouco tempo de conversa Jair efetuou os disparos. Não houve luta corporal nem discussão. “Ele (Reis) não teve tempo de esboçar nenhuma reação. E sua arma estava dentro da pasta, longe do seu alcance”, disse o delegado Carlos Eduardo Benito Jorge, da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil. “O Jair disse que teve a impressão de que o delegado iria sacar uma arma. Seu estado emocional se alterou. Ele ainda não sabe porque fez isso”, explicou a advogada Vilma Gil Gomes. A vítima teve morte instantânea. Andréa foi quem tirou a arma da mãe do companheiro, que tinha restrição apenas verbal de seu psiquiatra em andar armado. Ele praticou o crime com seu revólver calibre 38 particular, registrado em 1988.

Benito Jorge afirmou que todos os detalhes do crime serão devidamente apurados em inquérito policial instaurado a partir do auto de prisão em flagrante, e que o comando da Polícia Civil pode vir a tomar providências para coibir fatos como esse. Jair ingressou na polícia em 1994 e antes de entrar no Dird trabalhou no Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de São Bernardo.



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Delegado é morto por investigador do Dird

Christiano Carvalho
e Glauco Araújo
Da Redação

13/03/2001 | 00:03


O ex-delegado seccional de São Bernardo, José Alves dos Reis, 65 anos, que exercia atualmente o cargo de delegado assistente do Dird (Departamento de Identificação e Registros Diversos), no Butantã, em São Paulo, foi morto segunda à tarde com três tiros no peito pelo agente policial Jair Fiori Lorenzetti dos Santos, 35, também funcionário do órgão. O crime aconteceu no próprio gabinete de trabalho da vítima, situado no 4º andar do prédio da Polícia Civil, na rua Moncorvo Filho, e teria sido motivado pela recusa de Reis em conseguir a renovação da licença médica de Jair, que foi preso em flagrante por outros policiais. Segundo sua advogada, Vilma Gil Gomes, ele sofre de síndrome de pânico, está sendo submetido a tratamento psiquiátrico por dois anos e toma sete doses por dia de medicamentos anti-depressivos.

O agente, que era separado, chegou ao local em seu Golf ano 1997 por volta das 16h30 juntamente com a companheira, Andréa Costa da Silva, e, primeiramente procurou, sem sucesso, o diretor do Dird, Jorge Miguel. Em seguida foi ao gabinete de Reis, de quem era amigo – os dois já haviam trabalhado juntos na Delegacia Seccional de São Bernardo entre os anos de 1994 e 1995 –, para pedir “uma ajuda” em relação a um pedido de licença médica feito em 14 de fevereiro e negado pelo Departamento Médico do Estado cinco dias depois. Por isso sua ausência no trabalho estava contando como falta. Segundo a advogada, Jair estava afastado há dois anos em razão das sucessivas licenças.

Após pouco tempo de conversa Jair efetuou os disparos. Não houve luta corporal nem discussão. “Ele (Reis) não teve tempo de esboçar nenhuma reação. E sua arma estava dentro da pasta, longe do seu alcance”, disse o delegado Carlos Eduardo Benito Jorge, da Divisão de Crimes Funcionais da Corregedoria da Polícia Civil. “O Jair disse que teve a impressão de que o delegado iria sacar uma arma. Seu estado emocional se alterou. Ele ainda não sabe porque fez isso”, explicou a advogada Vilma Gil Gomes. A vítima teve morte instantânea. Andréa foi quem tirou a arma da mãe do companheiro, que tinha restrição apenas verbal de seu psiquiatra em andar armado. Ele praticou o crime com seu revólver calibre 38 particular, registrado em 1988.

Benito Jorge afirmou que todos os detalhes do crime serão devidamente apurados em inquérito policial instaurado a partir do auto de prisão em flagrante, e que o comando da Polícia Civil pode vir a tomar providências para coibir fatos como esse. Jair ingressou na polícia em 1994 e antes de entrar no Dird trabalhou no Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos) de São Bernardo.

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