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Cassimiro quebra silêncio e diz que não ouviu xingamento


Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

24/12/2011 | 07:50


 Alvo de críticas dos vereadores nas últimas semanas, o secretário de Governo de Mauá, José Luiz Cassimiro (PT), responsável pela articulação do Executivo com a Câmara, quebrou o silêncio a declarou que não ouviu o xingamento proferido a ele por Ivan Gomes, o Batoré (PP), durante a última sessão legislativa do ano, dia 13.

Na ocasião o progressista se irritou com o envio de seis projetos do governo de última hora. Alegando não haver tempo hábil para apreciar as matérias, Batoré dirigiu-se à mesa diretora (onde estava Cassimiro) e xingou o petista.

 "Não ouvi. Não prestei atenção", afirmou o secretário, sobre o palavrão ouvido até por quem estava nas extremidades do plenário. Na semana passada, o presidente da Câmara, Rogério Santana (PT), que estava na mesa, já havia dito que não ouviu as palavras obscenas proferidas por Batoré, barrando, de imediato, qualquer especulação de abertura de processo contra quebra de decoro parlamentar pelo colega.

O xingamento foi o capítulo derradeiro da conturbada relação entre Cassimiro e os vereadores, que acusam o secretário de sempre exercer pressão para que projetos sejam avaliados em regime de urgência, impossibilitando o estudo aprofundado das peças pelos legisladores.

Mas o homem-forte da administração do prefeito Oswaldo Dias (PT) tenta mostrar que não está incomodado com a situação. "Agradeço à Câmara por ter aprovados os projetos importantes para a cidade. Não há problema ter discordância de vez em quando", sustenta, ao descartar pressionar os parlamentares. "Não tem pressão. E não discuto nada pessoal. Nossa relação se dá por questões políticas."

Sobre Rogério Santana, seu companheiro de partido, ter apontado falha na "comunicabilidade" do governo com a Câmara, Cassimiro filosofou. "A comunicação pode sempre melhorar. Nós trabalhamos para aperfeiçoar a relação do homem com o homem. Isso desde a pré-história."

EM PAZ COM O CHEFE

Na semana passada, Oswaldo Dias deu um puxão de orelhas em Cassimiro ao afirmar que é preciso respeitar o tempo da Câmara para as votações dos projetos. Passado o ápice do atrito, o prefeito adota linha mais complacente com o secretário.

Questionado sobre os reclames dos vereadores sobre a pressão exercida por Cassimiro, Oswaldo o defendeu. "Tira o pressionar. Ele não foi pressionar coisa nenhuma. Ele foi apenas articular com a base de sustentação."



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Cassimiro quebra silêncio e diz que não ouviu xingamento

Mark Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

24/12/2011 | 07:50


 Alvo de críticas dos vereadores nas últimas semanas, o secretário de Governo de Mauá, José Luiz Cassimiro (PT), responsável pela articulação do Executivo com a Câmara, quebrou o silêncio a declarou que não ouviu o xingamento proferido a ele por Ivan Gomes, o Batoré (PP), durante a última sessão legislativa do ano, dia 13.

Na ocasião o progressista se irritou com o envio de seis projetos do governo de última hora. Alegando não haver tempo hábil para apreciar as matérias, Batoré dirigiu-se à mesa diretora (onde estava Cassimiro) e xingou o petista.

 "Não ouvi. Não prestei atenção", afirmou o secretário, sobre o palavrão ouvido até por quem estava nas extremidades do plenário. Na semana passada, o presidente da Câmara, Rogério Santana (PT), que estava na mesa, já havia dito que não ouviu as palavras obscenas proferidas por Batoré, barrando, de imediato, qualquer especulação de abertura de processo contra quebra de decoro parlamentar pelo colega.

O xingamento foi o capítulo derradeiro da conturbada relação entre Cassimiro e os vereadores, que acusam o secretário de sempre exercer pressão para que projetos sejam avaliados em regime de urgência, impossibilitando o estudo aprofundado das peças pelos legisladores.

Mas o homem-forte da administração do prefeito Oswaldo Dias (PT) tenta mostrar que não está incomodado com a situação. "Agradeço à Câmara por ter aprovados os projetos importantes para a cidade. Não há problema ter discordância de vez em quando", sustenta, ao descartar pressionar os parlamentares. "Não tem pressão. E não discuto nada pessoal. Nossa relação se dá por questões políticas."

Sobre Rogério Santana, seu companheiro de partido, ter apontado falha na "comunicabilidade" do governo com a Câmara, Cassimiro filosofou. "A comunicação pode sempre melhorar. Nós trabalhamos para aperfeiçoar a relação do homem com o homem. Isso desde a pré-história."

EM PAZ COM O CHEFE

Na semana passada, Oswaldo Dias deu um puxão de orelhas em Cassimiro ao afirmar que é preciso respeitar o tempo da Câmara para as votações dos projetos. Passado o ápice do atrito, o prefeito adota linha mais complacente com o secretário.

Questionado sobre os reclames dos vereadores sobre a pressão exercida por Cassimiro, Oswaldo o defendeu. "Tira o pressionar. Ele não foi pressionar coisa nenhuma. Ele foi apenas articular com a base de sustentação."

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