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Planejar é vital para ir às compras de Natal sem comprometer orçamento

Consumidor deve definir quanto tem para gastar e lembrar das despesas de início de ano


Leone Farias
do Diário do Grande ABC

09/12/2013 | 07:07


Quando chega dezembro, é tradição ir às compras para presentear parentes e amigos. Nessa hora, é grande a chance de perder o controle do orçamento, já que muita gente resolve pagar parcelado e esquece que a prestação que cabe no bolso hoje pode desequilibrar as finanças domésticas quando vierem os gastos habituais de início de ano, como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), material escolar e matrícula dos filhos na escola.

Diante dessa percepção, a palavra de ordem é planejamento, afirmam especialistas em consultoria financeira. Pôr no papel quantos são os ganhos extras (como o 13º salário e abonos) do período, e quais as despesas adicionais do primeiro trimestre de 2014 é boa forma de saber o que vai sobrar de dinheiro para gastar com os presentes.

É importante, no entanto, levar em conta a situação em que a pessoa já se encontra: se ela está endividada, equilibrada financeiramente ou se é investidor, assinala o consultor Reinaldo Domingos, da DSOP de Educação Financeira. A partir dessa constatação, segundo ele, é mais fácil fazer diagnóstico de como orientar suas contas.

O último perfil é o mais aconselhável: é a pessoa que já costuma poupar mensalmente, ao longo do ano, recursos para fazer frente à despesas como IPVA e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e matrícula escolar. “Mas quase 95% da população não tem dinheiro em reserva”, assinala. Já no outro extremo, o descontrolado financeiramente pode, agora, usar parte do dinheiro extra para quitar dívidas atrasadas, cita Domingos.

Pesquisa recente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) aponta que 62% dos brasileiros vão usar os recusos do 13º salário neste ano com esse objetivo, enquanto 14% vão destinar parte dos recursos para a compra de presentes e apenas 12% citam que vão guardar dinheiro para as despesas de início de ano e outros se dividem entre poupar, reformar a residência e outras destinações.

Quitar atrasados pode ser salutar, mas Domingos cita que só isso é insuficiente para resolver a vida financeira e que, dessa forma, a pessoa está atacando só os efeitos e não a causa dos problemas. Nesse momento de entrada de recursos extras, fazer reunião com a família para estabelecer prioridades de gastos e estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazos é vital para mudar a maneira de lidar com o orçamento, avalia.

LISTA - De forma geral, os especialistas aconselham que o consumidor faça uma lista das pessoas que se pretende presentear e defina quanto de recurso tem a intenção de dispender com cada mimo. O consultor Mauro Calil cita ainda que fazer um amigo-secreto com a família, estabelecendo valor máximo para cada participante, é uma forma econômica de presentear, em que se preserva a tradição natalina.

Além disso, fugir das compras com crediário e separar dinheiro para pagar à vista nesse período também é uma maneira de não perder o controle das finanças, a fim de não começar 2014 inadimplente. Se parcelar for inevitável, uma ideia é reduzir o limite do cartão de crédito, para não se gastar mais do que se planeja.

Fora todas essas despesas, passado o Natal, vêm as férias escolares dos filhos. Nessa hora, também é fundamental se planejar, para que o sonho de um pacote de viagem não vire pesadelo depois, quando chegarem as prestações do passeio.
 



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Planejar é vital para ir às compras de Natal sem comprometer orçamento

Consumidor deve definir quanto tem para gastar e lembrar das despesas de início de ano

Leone Farias
do Diário do Grande ABC

09/12/2013 | 07:07


Quando chega dezembro, é tradição ir às compras para presentear parentes e amigos. Nessa hora, é grande a chance de perder o controle do orçamento, já que muita gente resolve pagar parcelado e esquece que a prestação que cabe no bolso hoje pode desequilibrar as finanças domésticas quando vierem os gastos habituais de início de ano, como IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores), material escolar e matrícula dos filhos na escola.

Diante dessa percepção, a palavra de ordem é planejamento, afirmam especialistas em consultoria financeira. Pôr no papel quantos são os ganhos extras (como o 13º salário e abonos) do período, e quais as despesas adicionais do primeiro trimestre de 2014 é boa forma de saber o que vai sobrar de dinheiro para gastar com os presentes.

É importante, no entanto, levar em conta a situação em que a pessoa já se encontra: se ela está endividada, equilibrada financeiramente ou se é investidor, assinala o consultor Reinaldo Domingos, da DSOP de Educação Financeira. A partir dessa constatação, segundo ele, é mais fácil fazer diagnóstico de como orientar suas contas.

O último perfil é o mais aconselhável: é a pessoa que já costuma poupar mensalmente, ao longo do ano, recursos para fazer frente à despesas como IPVA e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e matrícula escolar. “Mas quase 95% da população não tem dinheiro em reserva”, assinala. Já no outro extremo, o descontrolado financeiramente pode, agora, usar parte do dinheiro extra para quitar dívidas atrasadas, cita Domingos.

Pesquisa recente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) aponta que 62% dos brasileiros vão usar os recusos do 13º salário neste ano com esse objetivo, enquanto 14% vão destinar parte dos recursos para a compra de presentes e apenas 12% citam que vão guardar dinheiro para as despesas de início de ano e outros se dividem entre poupar, reformar a residência e outras destinações.

Quitar atrasados pode ser salutar, mas Domingos cita que só isso é insuficiente para resolver a vida financeira e que, dessa forma, a pessoa está atacando só os efeitos e não a causa dos problemas. Nesse momento de entrada de recursos extras, fazer reunião com a família para estabelecer prioridades de gastos e estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazos é vital para mudar a maneira de lidar com o orçamento, avalia.

LISTA - De forma geral, os especialistas aconselham que o consumidor faça uma lista das pessoas que se pretende presentear e defina quanto de recurso tem a intenção de dispender com cada mimo. O consultor Mauro Calil cita ainda que fazer um amigo-secreto com a família, estabelecendo valor máximo para cada participante, é uma forma econômica de presentear, em que se preserva a tradição natalina.

Além disso, fugir das compras com crediário e separar dinheiro para pagar à vista nesse período também é uma maneira de não perder o controle das finanças, a fim de não começar 2014 inadimplente. Se parcelar for inevitável, uma ideia é reduzir o limite do cartão de crédito, para não se gastar mais do que se planeja.

Fora todas essas despesas, passado o Natal, vêm as férias escolares dos filhos. Nessa hora, também é fundamental se planejar, para que o sonho de um pacote de viagem não vire pesadelo depois, quando chegarem as prestações do passeio.
 

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