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Tripoli defende revisão da volta de impostos a S.Paulo


Raphael Rocha

04/09/2018 | 07:01


Candidato ao Senado pela primeira vez, o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB) defendeu que haja revisão da redistribuição dos impostos e do número de senadores por Estado. Em visita ao Diário, acompanhado do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), Tripoli pontuou que São Paulo sofre com uma devolução injusta, segundo ele, de verbas federais oriundas de arrecadação de tributos nos Estados.

“Em 2017, São Paulo arrecadou R$ 550 bilhões (em impostos). Voltaram R$ 31 bilhões. É menos de 7%. É injusto. São Paulo representa um quarto da arrecadação nacional e recebe gente de todos os cantos do País e do mundo. O justo seria que pelo menos 25% da riqueza produzida aqui (em território paulista) retornem para São Paulo”, disse o tucano.

Tripoli argumentou que o Estado hoje está “sub-representado” no Senado – são três senadores: Marta Suplicy (ex-MDB), José Serra (PSDB) e Airton Sandoval (MDB), que está na vaga no lugar de Aloysio Nunes (PSDB), hoje ministro de Relações Exteriores.

“São três senadores para um território responsável por um quarto da arrecadação do País. É uma questão que precisa ser revista. Precisamos discutir isso de forma aberta, sem preconceito com outros Estados. Queremos justiça. Se São Paulo não tivesse volume de pessoas que viesse para cá... Não queremos deixar de atender essas pessoas, vamos continuar, mas uma proporção de recursos precisa voltar”, discorreu o parlamentar, sem detalhar números. “Precisaríamos fazer contas. Talvez proporcional pelo volume de pessoas.”

Na vida pública desde 1982, quando se elegeu vereador por São Paulo, Tripoli se destacou pelo trabalho nas causas animal e ambiental. Porém, ele assegura que sua missão no Senado não será monotemática. “Fui secretário da prefeitura, do Estado, indicado pelo saudoso Mário Covas (ex-governador, morto em 2001). Fui líder de bancada do PSDB (na Câmara Federal), presidente da Assembleia Legislativa. Embora sejam temas grandes, não atuei somente na causa animal e em questões ambientais”, comentou o tucano, cuja família está quase em sua totalidade na política – com os irmãos Roberto, Reginaldo, Rubens e, agora, com sua filha, Giovanna.

Sobre o fato de ter iniciado a campanha eleitoral ainda com pouco índice de intenções de voto – segundo Datafolha, com 5% das citações –, Tripoli aposta no tempo de TV para crescer. Ele também evitou embate direto com Mário Covas Neto, o Zuzinha (Podemos), postulante ao Senado. “São duas vagas, não há briga.”

Tripoli defendeu o ex-prefeito da Capital João Doria (PSDB), candidato ao governo do Estado, ao dizer que a renúncia é explorada pela oposição “por medo”. “O Paulo Skaf (MDB) largou a Fiesp. O (Eduardo) Suplicy (PT) está largando a Câmara de São Paulo para ser candidato ao Senado. “Se a população entende que ele (Doria) fez boa gestão no município e pode fazer no Estado, qual o problema? ” 



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Tripoli defende revisão da volta de impostos a S.Paulo

Raphael Rocha

04/09/2018 | 07:01


Candidato ao Senado pela primeira vez, o deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB) defendeu que haja revisão da redistribuição dos impostos e do número de senadores por Estado. Em visita ao Diário, acompanhado do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), Tripoli pontuou que São Paulo sofre com uma devolução injusta, segundo ele, de verbas federais oriundas de arrecadação de tributos nos Estados.

“Em 2017, São Paulo arrecadou R$ 550 bilhões (em impostos). Voltaram R$ 31 bilhões. É menos de 7%. É injusto. São Paulo representa um quarto da arrecadação nacional e recebe gente de todos os cantos do País e do mundo. O justo seria que pelo menos 25% da riqueza produzida aqui (em território paulista) retornem para São Paulo”, disse o tucano.

Tripoli argumentou que o Estado hoje está “sub-representado” no Senado – são três senadores: Marta Suplicy (ex-MDB), José Serra (PSDB) e Airton Sandoval (MDB), que está na vaga no lugar de Aloysio Nunes (PSDB), hoje ministro de Relações Exteriores.

“São três senadores para um território responsável por um quarto da arrecadação do País. É uma questão que precisa ser revista. Precisamos discutir isso de forma aberta, sem preconceito com outros Estados. Queremos justiça. Se São Paulo não tivesse volume de pessoas que viesse para cá... Não queremos deixar de atender essas pessoas, vamos continuar, mas uma proporção de recursos precisa voltar”, discorreu o parlamentar, sem detalhar números. “Precisaríamos fazer contas. Talvez proporcional pelo volume de pessoas.”

Na vida pública desde 1982, quando se elegeu vereador por São Paulo, Tripoli se destacou pelo trabalho nas causas animal e ambiental. Porém, ele assegura que sua missão no Senado não será monotemática. “Fui secretário da prefeitura, do Estado, indicado pelo saudoso Mário Covas (ex-governador, morto em 2001). Fui líder de bancada do PSDB (na Câmara Federal), presidente da Assembleia Legislativa. Embora sejam temas grandes, não atuei somente na causa animal e em questões ambientais”, comentou o tucano, cuja família está quase em sua totalidade na política – com os irmãos Roberto, Reginaldo, Rubens e, agora, com sua filha, Giovanna.

Sobre o fato de ter iniciado a campanha eleitoral ainda com pouco índice de intenções de voto – segundo Datafolha, com 5% das citações –, Tripoli aposta no tempo de TV para crescer. Ele também evitou embate direto com Mário Covas Neto, o Zuzinha (Podemos), postulante ao Senado. “São duas vagas, não há briga.”

Tripoli defendeu o ex-prefeito da Capital João Doria (PSDB), candidato ao governo do Estado, ao dizer que a renúncia é explorada pela oposição “por medo”. “O Paulo Skaf (MDB) largou a Fiesp. O (Eduardo) Suplicy (PT) está largando a Câmara de São Paulo para ser candidato ao Senado. “Se a população entende que ele (Doria) fez boa gestão no município e pode fazer no Estado, qual o problema? ” 

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