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Cinco meses de espera para conseguir exame do coração


Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

27/03/2006 | 08:03


Cinco meses. Esse é o tempo que a dona-de-casa Ormiza Pereira dos Santos diz que o filho Mauro Toshihide Sonoda Júnior, 9 anos, aguarda para passar por um cardiologista na rede pública de Santo André. O filho, conta, às vezes tem o batimento cardíaco acelerado (taquicardia), mesmo estando em repouso. Em outubro do ano passado, o menino passou por atendimento pediátrico na US (Unidade de Saúde) Central do município, ocasião em que ocorreu a indicação para a consulta com um cardiologista. Somente após essa consulta é que será apontado o tipo de exame necessário.

A moradora do bairro Casa Branca afirma ter sido informada na US Central que a rede municipal dispõe de apenas 18 vagas mensais para exames cardiológicos, distribuídas nas 30 unidades de saúde da cidade. “Disseram que cada unidade atende apenas uma pessoa a cada três meses. Com muita sorte, talvez meu filho consiga fazer o exame no final deste ano.”

A Prefeitura informou que o menino ainda não foi atendido porque o caso dele não é considerado urgente e que cerca de 300 crianças estão em uma lista de espera para passar por cardiologista especializado na área infantil.

A demora no procedimento ocorre porque, conforme a própria Prefeitura admitiu, a rede municipal não conta com tal profissional. Portanto, quem está na fila tem de aguardar a chance de ser atendido no Hospital Estadual Mário Covas, referência na região para esse tipo de atendimento. Segundo a administração municipal, o garoto já está na lista, mas é dada prioridade a casos com pedido de urgência.

A Prefeitura informou que o hospital disponibiliza somente de 25 a 30 vagas por mês para esse atendimento e que para minimizar o problema deve contratar até o início de abril um cardiologista especializado na área infantil.

A Secretaria de Saúde do Estado rebateu dizendo que disponibiliza ao município 180 vagas/mês (entre consultas e retornos) e que o número foi estabelecido como ideal pelo próprio município em reuniões do Consórcio Intermunicipal.

Exames comuns – Segundo o cardiologista da Faculdade de Medicina do ABC, José Luís Aziz, o ecocardiograma e o eletrocardiograma são os exames mais comuns para se detectar eventuais problemas cardiovasculares. “Se, por exemplo, a taquicardia vem acompanhada de sintomas, como desmaios, pode ser algo grave. No entanto, é preciso fazer esses exames para dirimir qualquer dúvida”, avaliou.


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Cinco meses de espera para conseguir exame do coração

Marco Borba
Do Diário do Grande ABC

27/03/2006 | 08:03


Cinco meses. Esse é o tempo que a dona-de-casa Ormiza Pereira dos Santos diz que o filho Mauro Toshihide Sonoda Júnior, 9 anos, aguarda para passar por um cardiologista na rede pública de Santo André. O filho, conta, às vezes tem o batimento cardíaco acelerado (taquicardia), mesmo estando em repouso. Em outubro do ano passado, o menino passou por atendimento pediátrico na US (Unidade de Saúde) Central do município, ocasião em que ocorreu a indicação para a consulta com um cardiologista. Somente após essa consulta é que será apontado o tipo de exame necessário.

A moradora do bairro Casa Branca afirma ter sido informada na US Central que a rede municipal dispõe de apenas 18 vagas mensais para exames cardiológicos, distribuídas nas 30 unidades de saúde da cidade. “Disseram que cada unidade atende apenas uma pessoa a cada três meses. Com muita sorte, talvez meu filho consiga fazer o exame no final deste ano.”

A Prefeitura informou que o menino ainda não foi atendido porque o caso dele não é considerado urgente e que cerca de 300 crianças estão em uma lista de espera para passar por cardiologista especializado na área infantil.

A demora no procedimento ocorre porque, conforme a própria Prefeitura admitiu, a rede municipal não conta com tal profissional. Portanto, quem está na fila tem de aguardar a chance de ser atendido no Hospital Estadual Mário Covas, referência na região para esse tipo de atendimento. Segundo a administração municipal, o garoto já está na lista, mas é dada prioridade a casos com pedido de urgência.

A Prefeitura informou que o hospital disponibiliza somente de 25 a 30 vagas por mês para esse atendimento e que para minimizar o problema deve contratar até o início de abril um cardiologista especializado na área infantil.

A Secretaria de Saúde do Estado rebateu dizendo que disponibiliza ao município 180 vagas/mês (entre consultas e retornos) e que o número foi estabelecido como ideal pelo próprio município em reuniões do Consórcio Intermunicipal.

Exames comuns – Segundo o cardiologista da Faculdade de Medicina do ABC, José Luís Aziz, o ecocardiograma e o eletrocardiograma são os exames mais comuns para se detectar eventuais problemas cardiovasculares. “Se, por exemplo, a taquicardia vem acompanhada de sintomas, como desmaios, pode ser algo grave. No entanto, é preciso fazer esses exames para dirimir qualquer dúvida”, avaliou.

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