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Bombardeios russos matam 50 em Gronzy


Do Diário do Grande ABC

27/09/1999 | 10:58


A aviaçao russa prosseguiu nesta segunda-feira, pelo quinto dia consecutivo, seus bombardeios contra Grozny, aumentando conseqüentemente o êxodo da populaçao da República independentista russa da Chechênia em direçao à vizinha Inguchia.

De acordo com a presidência chechena, os bombardeios de Grozny já causaram 50 mortos, no leste do país 26 e na fronteira daqusestanesa 24.

Os caça-bombardeiros russos destruíram parcialmente em Grozny uma refinaria de petróleo, provocando um grande incêndio. Várias casas também foram destruídas na localidade de Kataima, vizinha da capital.

A presidência chechena nao pôde divulgar de forma imediata um balanço de vítimas civis destes bombardeios.

De acordo com a presidência chechena, atualmente existem cerca de 15.000 desabrigados em Grozny, após terem fugido das regioes de Chelkovskaia, Vedeno e Serjen-Iurt, na fronteira com a república russa do Daguestao,

A causa da fuga por parte destes desabrigados, foram os bombardeios aéreos realizados nestes últimos dias.

A presidência chechena ainda acrescenta que outros 17.000 chechenos já chegaram à Inguchia e que estes estao autorizados a atravessar apenas a pé a fronteira.

As autoridades da Inguchia falam de uma ``catástrofe humanitária'' e ainda acrescentam que nao possuem reservas suficientes para alimentá-los.

Os meios de comunicaçao russos haviam anunciado o fechamento da fronteira que separa as repúblicas da Inguchia e Chechênia, com o objetivo de deter o fluxo de refugiados chechenos à Inguchia, também membro da federaçao russa.

Na quinta-feira (23), a Rússia bombardeou Grozny pela primeira vez desde o fim da guerra da Chechênia (dezembro de 1994-agosto de 1996).

Com um aumento nos preços doa alimentos, gás e eletricidade o cotidiano em Grozny tem sido cada vez mais difícil pois em alguns casos, como a água, o produto está disponível apenas 1 hora por dia.

Desde 5 de setembro, Moscou afirma bombardear a república independentista para destruir as bases de terroristas islâmicos que, segundo a Rússia, tem instigado a onda de atentados que matou 293 pessoas em várias cidades russas desde 31 de agosto.

Segundo o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, seu país é ``vítima de uma agressao do terrorismo internacional''.

Putin afirma que os ``bandidos'' pretendem ``roubar (da Rússia) um território que vai desde o Mar Negro até o Cáspio''.



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