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CD duplo ignora o melhor da banda Fleetwood Mac


Mauro Fernando
Do Diário do Grande ABC

23/03/2003 | 17:25


Explosão do blues britânico, anos 60. Bandas como Yardbirds (pela qual passaram Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page) e John Mayall‘s Bluesbreakers (que abrigou os baixistas Jack Bruce e John McVie, o baterista Mick Fleetwood e os guitarristas Mick Taylor e Peter Green, além de Clapton). A origem do grupo Fleetwood Mac está nesse contexto.

A Warner lança agora o CD duplo The Very Best of Fleetwood Mac. Mas a coletânea não faz jus ao nome. O melhor da banda, formada em 1967, se concentra na virada dos anos 1960 para os 1970. A gravadora selecionou o que o Fleetwood Mac produziu a partir de 1975, quando o grupo já tinha abandonado o blues e caminhava do rock em direção ao pop. A Warner, assim, ignora da história da banda sua fase mais interessante.

A formação original contava com Fleetwood, McVie – o nome do grupo saiu daí –, Green e o guitarrista Jeremy Spencer. Fleetwood Mac era uma banda de blues tradicional. Green, um dos grandes heróis da guitarra, procurava gente como Elmore James e B.B. King em seu espelho. O grupo chegou a pisar no templo do blues – os estúdios da Chess, em Chicago –, onde tocou com os lendários Willie Dixon (baixista, compositor e produtor) e Otis Spann (pianista).

Em sua trajetória, o Fleetwood Mac mudou sua formação várias vezes. Essa rotatividade acarretou em estilos diferentes. O primeiro LP, Fleetwood Mac, foi lançado em 1968, ano em que surgiu também o segundo, Mr. Wonderful. Em 1969 o guitarrista Danny Kirwan foi incorporado à banda, o que acrescentou um molho roqueiro ao blues ortodoxo que constituía a sonoridade primeira do grupo. O álbum Then Play On é reflexo disso.

Apesar do sucesso, Green retirou-se da banda e da música, provocando autêntico luto – voltou em meados da década passada, tocando blues. Spencer largou o grupo em 1970, durante excursão aos Estados Unidos. Kirwan foi expulso em 1973. Guitarristas entravam e saíam, até que em 1975 a banda se encontrou na seguinte formação: Fleetwood, McVie, Christine McVie, Stivie Nicks e Lindsey Buckinham, que acabou tomando a proa do grupo.

Destacam-se na coletânea os hits Dreams, You Make Loving Fun, Don‘t Stop e Hold Me. Ainda merecem menção Monday Morning, Say You Love Me, The Chain, Gypsy e Think About Me – é um pop suave, que não chega a ser asséptico, mas também não entusiasma. Ao relevar Green, The Very Best of Fleetwood Mac presta um desserviço aos fãs da banda.



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CD duplo ignora o melhor da banda Fleetwood Mac

Mauro Fernando
Do Diário do Grande ABC

23/03/2003 | 17:25


Explosão do blues britânico, anos 60. Bandas como Yardbirds (pela qual passaram Eric Clapton, Jeff Beck e Jimmy Page) e John Mayall‘s Bluesbreakers (que abrigou os baixistas Jack Bruce e John McVie, o baterista Mick Fleetwood e os guitarristas Mick Taylor e Peter Green, além de Clapton). A origem do grupo Fleetwood Mac está nesse contexto.

A Warner lança agora o CD duplo The Very Best of Fleetwood Mac. Mas a coletânea não faz jus ao nome. O melhor da banda, formada em 1967, se concentra na virada dos anos 1960 para os 1970. A gravadora selecionou o que o Fleetwood Mac produziu a partir de 1975, quando o grupo já tinha abandonado o blues e caminhava do rock em direção ao pop. A Warner, assim, ignora da história da banda sua fase mais interessante.

A formação original contava com Fleetwood, McVie – o nome do grupo saiu daí –, Green e o guitarrista Jeremy Spencer. Fleetwood Mac era uma banda de blues tradicional. Green, um dos grandes heróis da guitarra, procurava gente como Elmore James e B.B. King em seu espelho. O grupo chegou a pisar no templo do blues – os estúdios da Chess, em Chicago –, onde tocou com os lendários Willie Dixon (baixista, compositor e produtor) e Otis Spann (pianista).

Em sua trajetória, o Fleetwood Mac mudou sua formação várias vezes. Essa rotatividade acarretou em estilos diferentes. O primeiro LP, Fleetwood Mac, foi lançado em 1968, ano em que surgiu também o segundo, Mr. Wonderful. Em 1969 o guitarrista Danny Kirwan foi incorporado à banda, o que acrescentou um molho roqueiro ao blues ortodoxo que constituía a sonoridade primeira do grupo. O álbum Then Play On é reflexo disso.

Apesar do sucesso, Green retirou-se da banda e da música, provocando autêntico luto – voltou em meados da década passada, tocando blues. Spencer largou o grupo em 1970, durante excursão aos Estados Unidos. Kirwan foi expulso em 1973. Guitarristas entravam e saíam, até que em 1975 a banda se encontrou na seguinte formação: Fleetwood, McVie, Christine McVie, Stivie Nicks e Lindsey Buckinham, que acabou tomando a proa do grupo.

Destacam-se na coletânea os hits Dreams, You Make Loving Fun, Don‘t Stop e Hold Me. Ainda merecem menção Monday Morning, Say You Love Me, The Chain, Gypsy e Think About Me – é um pop suave, que não chega a ser asséptico, mas também não entusiasma. Ao relevar Green, The Very Best of Fleetwood Mac presta um desserviço aos fãs da banda.

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