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Economia brasileira aposta em guerra curta


Da AFP

23/03/2003 | 16:27


A fragilizada economia brasileira, que depois da turbulência de 2002 acaba de entrar em paz com os mercados, aposta que a guerra no Iraque será curta e não vai impedir o novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de realizar a tão esperada recuperação.

O impacto da guerra na maior economia sul-americana, "dependerá de sua duração; se for uma guerra curta, os efeitos podem ser positivos", já que poderiam manter o gradual ritmo de recuperação deste início de ano, disse neste domingo à AFP o analista independente Luiz Carlos Costa Rego.

Em compensação, segundo ele, uma guerra longa "afeta os fluxos de capitais, o comércio mundial, os preços do petróleo, e teria nefastas conseqüências para o Brasil, pois quando há tensão, aumenta a aversão ao risco e países emergentes, que dependem do capital externo para equilibrar suas contas, pagam as conseqüências".

"A saúde do setor produtivo nacional depende de um fim rápido da guerra", alertou esta semana o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva. E isso porque, segundo ele, a guerra "impede qualquer perspectiva de recuperação mais vigorosa do crescimento".

As maiores preocupações estão associadas aos efeitos da guerra sobre o preço do petróleo, o fluxo de capitais e o comércio internacional, adverte o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro.

Hoje o Brasil importa cerca de 10% do petróleo consumido no país, e a Petrobras assegurou que o abastecimento está garantido. Ainda assim, o preço do combustível é determinado pelos preços internacionais, e isso, com a fragilidade do real em tempos de crise, favorece a volta da inflação, o mais imediato problema econômico do novo governo: só em 2002, depois da desvalorização de 35% do real, a inflação foi maior do que o dobro da meta de 5,5%.

"Se a guerra for rápida, será um alívio para o Brasil. A pressão sobre a inflação diminuirá, permitindo um alívio da política monetária", afirmou ao jornal O Globo de domingo o economista Hamilton Kai, professor da escola de negócios Ibmec.



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Economia brasileira aposta em guerra curta

Da AFP

23/03/2003 | 16:27


A fragilizada economia brasileira, que depois da turbulência de 2002 acaba de entrar em paz com os mercados, aposta que a guerra no Iraque será curta e não vai impedir o novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de realizar a tão esperada recuperação.

O impacto da guerra na maior economia sul-americana, "dependerá de sua duração; se for uma guerra curta, os efeitos podem ser positivos", já que poderiam manter o gradual ritmo de recuperação deste início de ano, disse neste domingo à AFP o analista independente Luiz Carlos Costa Rego.

Em compensação, segundo ele, uma guerra longa "afeta os fluxos de capitais, o comércio mundial, os preços do petróleo, e teria nefastas conseqüências para o Brasil, pois quando há tensão, aumenta a aversão ao risco e países emergentes, que dependem do capital externo para equilibrar suas contas, pagam as conseqüências".

"A saúde do setor produtivo nacional depende de um fim rápido da guerra", alertou esta semana o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva. E isso porque, segundo ele, a guerra "impede qualquer perspectiva de recuperação mais vigorosa do crescimento".

As maiores preocupações estão associadas aos efeitos da guerra sobre o preço do petróleo, o fluxo de capitais e o comércio internacional, adverte o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro.

Hoje o Brasil importa cerca de 10% do petróleo consumido no país, e a Petrobras assegurou que o abastecimento está garantido. Ainda assim, o preço do combustível é determinado pelos preços internacionais, e isso, com a fragilidade do real em tempos de crise, favorece a volta da inflação, o mais imediato problema econômico do novo governo: só em 2002, depois da desvalorização de 35% do real, a inflação foi maior do que o dobro da meta de 5,5%.

"Se a guerra for rápida, será um alívio para o Brasil. A pressão sobre a inflação diminuirá, permitindo um alívio da política monetária", afirmou ao jornal O Globo de domingo o economista Hamilton Kai, professor da escola de negócios Ibmec.

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