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Kit de entubação só dura até
amanhã em Ribeirão Pires

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Município espera auxílio dos governos estadual e federal para sanar deficit de medicamentos; outros municípios garantem fármacos de dez a 25 dias


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

28/04/2021 | 00:01


O estoque do kit de entubação – relação de remédios usados em pacientes em estado grave que estão internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) – de Ribeirão Pires só consegue atender à demanda até amanhã, sendo que dois medicamentos, um sedativo e um analgésico, já estão em falta. Ontem, a Prefeitura informou, por meio de nota, que já foi preciso utilizar métodos alternativos para realizar o procedimento nos casos mais severos da Covid-19.

No estoque já faltam midazolam (sedativo) e fentanil (analgésico), utilizados nos pacientes que necessitam de auxílio de ventilação mecânica como parte do tratamento. Para suprir as drogas, os médicos estão substituindo os fármacos por outros com efeitos semelhantes como propofol, rocurônio e cetamina, cuja utilização por longo prazo, segundo o diretor do hospital de campanha, Malek Imad, pode causar problemas no fígado, sobretudo o propofol.

O médico reforçou que, embora sejam alternativas emergenciais, o uso de medicamentos distintos pode trazer consequência no tratamento. “Estamos aproveitando outros sedativos e analgésicos para substituir os que estão em falta, apesar de não terem a mesma efetividade. E temos mais dificuldade de entubar o paciente”, frisou Malek.

O diretor do hospital reforçou que a dosagem aplicada dos medicamentos varia de acordo com a particularidade de cada paciente, mas que não há medicação ministrada em menor quantidade e, por isso, diferentemente do que outros hospitais do Estado já têm feito, como amarrar os pacientes cuja dosagem de sedativo é menor, em Ribeirão Pires o método ainda não é utilizado.

“Não estamos utilizando da técnica de amarrar ou da diminuição da dosagem porque acreditarmos que o direito do paciente de ter o tratamento pleno é o correto”, explicou. “O processo de extubação do paciente é restrito, porque ele está acordando de longo período de sedação e agitado, então, para não arrancar os outros dispositivos, há a restrição no eito”, pontuou Malek.

A Prefeitura de Ribeirão Pires afirma que está alertando os órgãos responsáveis sobre a falta de medicamentos e que aguarda que os governos estadual e federal mandem novos lotes. Em nota, a administração garantiu que “tem feito todos os esforços para contornar essa situação, porém, depende exclusivamente dos governos estadual e federal que, até o momento, não deram previsão para o envio de novos medicamentos”, acrescentou.

Questionados, os demais municípios da região informaram que a situação está mais confortável. Santo André e Rio Grande da Serra, por exemplo, garantiram que não faltam insumos. São Bernardo afirmou que o kit entubação tem capacidade para mais 25 dias, seguido de São Caetano, com dez dias, porém, na garantia de que não há risco de desabastecimento, pois o estoque “é renovado periodicamente”.

Diadema disse que os kits atuais têm condições de atender entre sete e dez dias, a depender do item e do consumo. No entanto, a Prefeitura afirma que já está esperando por novos itens. Mauá garante dez dias de estoque, mas afirma que o uso de medicamentos alternativos, como midazolan e proprofol, pode aumentar o tempo.

(colaborou Vanessa Soares)

 

 



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