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Inadimplência entre mutuários é de 40% no Grande ABC


Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

15/01/2005 | 14:25


O Grande ABC é a terceira região do Estado com o maior índice de mutuários inadimplentes em financiamentos de habitação, segundo pesquisa da Ammesp (Associação dos Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo). De acordo com os dados, dos 480 mil mutuários, 40% têm pelo menos uma prestação atrasada.

O presidente da Ammesp, Marcelo Donizete, explica que nos últimos cinco anos a taxa de inadimplência aumentou 30% entre os mutuários do Grande ABC. Atualmente, dos 192 mil devedores da região, 40% estão concentrados em São Bernardo, 30% em Santo André, 20% em São Caetano e os 10% restantes divididos entre Mauá, Diadema, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. O Grande ABC só perde para a capital, que tem 68% de inadimplentes, e para a Grande Campinas, que tem 42% de devedores entre seus mutuários. A Baixada Santista aparece em último na estatística do Estado, com 70 mil devedores.

Donizete explica que a intenção da Ammesp é orientar os inadimplentes e conseguir uma revisão justa da dívida. "Algumas pessoas tentam fazer acordo com o banco ou construtora, mas na maioria das vezes não adianta. Por meio da medida judicial, o devedor consegue reduzir quase 50% do valor cobrado, ou, na pior das hipóteses, amenizar sua situação", diz.

Segundo o presidente, os principais motivos da inadimplência são as altas taxas de juros e a correção indevida do valor das prestações. "Vale a pena recorrer ao Judiciário, porque é analisada a situação social do devedor" avalia.

O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Macul, morador de Santo André, é um dos mutuários que integram as estatísticas da Ammesp. Macul financiou um imóvel de R$ 180 mil em 120 meses, porém, ao quitar 84 prestações, descobriu que ainda devia R$ 75 mil ao banco Bradesco. "Os juros cobrados não condizem com o valor do mercado. Parei de pagar, entrei com um processo contra o banco e aguardo pela primeira audiência", afirma.

A Caixa Econômica Federal (CEF), que realiza atualmente cerca de 90% dos financiamentos imobiliários em todo o país, respondeu por meio de sua assessoria de imprensa que o maior número de inadimplentes está nos contratos firmados até 1996, que foram repassados para a Emgea (Empresa Gestora de Ativos).



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Inadimplência entre mutuários é de 40% no Grande ABC

Mariana Oliveira
Do Diário do Grande ABC

15/01/2005 | 14:25


O Grande ABC é a terceira região do Estado com o maior índice de mutuários inadimplentes em financiamentos de habitação, segundo pesquisa da Ammesp (Associação dos Mutuários e Moradores do Estado de São Paulo). De acordo com os dados, dos 480 mil mutuários, 40% têm pelo menos uma prestação atrasada.

O presidente da Ammesp, Marcelo Donizete, explica que nos últimos cinco anos a taxa de inadimplência aumentou 30% entre os mutuários do Grande ABC. Atualmente, dos 192 mil devedores da região, 40% estão concentrados em São Bernardo, 30% em Santo André, 20% em São Caetano e os 10% restantes divididos entre Mauá, Diadema, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires. O Grande ABC só perde para a capital, que tem 68% de inadimplentes, e para a Grande Campinas, que tem 42% de devedores entre seus mutuários. A Baixada Santista aparece em último na estatística do Estado, com 70 mil devedores.

Donizete explica que a intenção da Ammesp é orientar os inadimplentes e conseguir uma revisão justa da dívida. "Algumas pessoas tentam fazer acordo com o banco ou construtora, mas na maioria das vezes não adianta. Por meio da medida judicial, o devedor consegue reduzir quase 50% do valor cobrado, ou, na pior das hipóteses, amenizar sua situação", diz.

Segundo o presidente, os principais motivos da inadimplência são as altas taxas de juros e a correção indevida do valor das prestações. "Vale a pena recorrer ao Judiciário, porque é analisada a situação social do devedor" avalia.

O engenheiro agrônomo Luiz Fernando Macul, morador de Santo André, é um dos mutuários que integram as estatísticas da Ammesp. Macul financiou um imóvel de R$ 180 mil em 120 meses, porém, ao quitar 84 prestações, descobriu que ainda devia R$ 75 mil ao banco Bradesco. "Os juros cobrados não condizem com o valor do mercado. Parei de pagar, entrei com um processo contra o banco e aguardo pela primeira audiência", afirma.

A Caixa Econômica Federal (CEF), que realiza atualmente cerca de 90% dos financiamentos imobiliários em todo o país, respondeu por meio de sua assessoria de imprensa que o maior número de inadimplentes está nos contratos firmados até 1996, que foram repassados para a Emgea (Empresa Gestora de Ativos).

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