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Pressionado, Dib remove 142 famílias


Fabiana Chiachiri e Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

15/01/2005 | 14:28


Cerca de 200 moradores do Jardim Silvina, em São Bernardo, aproveitaram a presença do prefeito William Dib no Consórcio Intermunicipal para cobrar providências com relação aos desabrigados da tragédia do início da semana. Amparados por movimentos populares, os manifestantes lotaram três ônibus fretados para chegar a Santo André. Pressionado, Dib anunciou, na presença do governador Geraldo Alckmin, a remoção de 142 famílias para um abrigo provisório no mesmo bairro onde houve o desabamento e as oito mortes na quarta-feira.

Sem casa, comida, roupas e dinheiro, os manifestantes fizeram barulho na porta do prédio onde o prefeito era empossado presidente do Consórcio. Tanto fizeram que quase derrubaram a porta da sede da entidade, por volta das 10h. Foi quando dois assessores do governo do Estado saíram da cerimônia e chamaram os moradores para conversar. Foi formada uma comissão com dez manifestantes que entraram e foram atendidos por Dib e pelo governador.

"As 142 famílias que estão com as casas interditadas pela Defesa Civil e pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) serão colocadas em um alojamento no próprio Jardim Silvina. Em seguida, serão transferidas para os apartamentos do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Enquanto isso, vamos dar apoio a todos", disse Dib.

Os desabrigados ficarão em alojamento hoje habitado por 132 famílias que também foram retiradas de área de risco em outro momento. Essas, por sua vez, irão "nos próximos dias" para um conjunto habitacional que está quase concluído. O secretário de Habitação da cidade, Osmar Mendonça, disse que, em maio, uma nova etapa habitacional será finalizada e as 142 famílias do Silvina ocuparão os apartamentos. "As moradias são concessões e os moradores só pagarão água e luz. Caso alguma família saia do apartamento, devolve as chaves à Prefeitura."

"Vamos dar prioridade para as famílias que estão desabrigadas. Além disso, estamos estudando uma solução emergencial até que os prédios do CDHU fiquem prontos", garantiu o governador ao sair da solenidade no Consórcio.

Fiscalização – A promotora da Infância e Juventude da cidade Vera Lúcia Acayaba de Toledo iniciou na quinta-feira apuração para saber se os deslizamentos no Jardim Silvina e na Vila Esperança foram acidentes provocados pela chuva forte ou se houve omissão da Prefeitura. "Isso pode ter ocorrido em caso de o poder público conhecer o risco de deslizamentos antes das mortes. Nesse caso, teria de retirar essas pessoas antes da época de chuvas", afirma.

Ela se reuniu na sexta-feira com representantes da Prefeitura, entre eles o secretário de Habitação, Osmar Mendonça, e confirmou a informação do prefeito Dib. "Ficou decidico que a Prefeitura remanejará os moradores das áreas de alto risco. Eles obrigatoriamente serão levados para locais adequados e essas áreas não serão ocupadas novamente, ficarão sob a responsabilidade da Prefeitura", afirma a promotora.

Vera Lúcia utilizou os laudos do IPT (Instituto de Pesquisas Técnicas do Estado) para definir as áreas inabitáveis de São Bernardo. O Ministério Público também fiscalizará cada passo da administração municipal na assistência às famílias. Se o resultado da apuração apontar irregularidades e descaso por parte do poder público, a promotora diz que a Prefeitura poderá ser penalizada.



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Pressionado, Dib remove 142 famílias

Fabiana Chiachiri e Gabriel Batista
Do Diário do Grande ABC

15/01/2005 | 14:28


Cerca de 200 moradores do Jardim Silvina, em São Bernardo, aproveitaram a presença do prefeito William Dib no Consórcio Intermunicipal para cobrar providências com relação aos desabrigados da tragédia do início da semana. Amparados por movimentos populares, os manifestantes lotaram três ônibus fretados para chegar a Santo André. Pressionado, Dib anunciou, na presença do governador Geraldo Alckmin, a remoção de 142 famílias para um abrigo provisório no mesmo bairro onde houve o desabamento e as oito mortes na quarta-feira.

Sem casa, comida, roupas e dinheiro, os manifestantes fizeram barulho na porta do prédio onde o prefeito era empossado presidente do Consórcio. Tanto fizeram que quase derrubaram a porta da sede da entidade, por volta das 10h. Foi quando dois assessores do governo do Estado saíram da cerimônia e chamaram os moradores para conversar. Foi formada uma comissão com dez manifestantes que entraram e foram atendidos por Dib e pelo governador.

"As 142 famílias que estão com as casas interditadas pela Defesa Civil e pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) serão colocadas em um alojamento no próprio Jardim Silvina. Em seguida, serão transferidas para os apartamentos do CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano). Enquanto isso, vamos dar apoio a todos", disse Dib.

Os desabrigados ficarão em alojamento hoje habitado por 132 famílias que também foram retiradas de área de risco em outro momento. Essas, por sua vez, irão "nos próximos dias" para um conjunto habitacional que está quase concluído. O secretário de Habitação da cidade, Osmar Mendonça, disse que, em maio, uma nova etapa habitacional será finalizada e as 142 famílias do Silvina ocuparão os apartamentos. "As moradias são concessões e os moradores só pagarão água e luz. Caso alguma família saia do apartamento, devolve as chaves à Prefeitura."

"Vamos dar prioridade para as famílias que estão desabrigadas. Além disso, estamos estudando uma solução emergencial até que os prédios do CDHU fiquem prontos", garantiu o governador ao sair da solenidade no Consórcio.

Fiscalização – A promotora da Infância e Juventude da cidade Vera Lúcia Acayaba de Toledo iniciou na quinta-feira apuração para saber se os deslizamentos no Jardim Silvina e na Vila Esperança foram acidentes provocados pela chuva forte ou se houve omissão da Prefeitura. "Isso pode ter ocorrido em caso de o poder público conhecer o risco de deslizamentos antes das mortes. Nesse caso, teria de retirar essas pessoas antes da época de chuvas", afirma.

Ela se reuniu na sexta-feira com representantes da Prefeitura, entre eles o secretário de Habitação, Osmar Mendonça, e confirmou a informação do prefeito Dib. "Ficou decidico que a Prefeitura remanejará os moradores das áreas de alto risco. Eles obrigatoriamente serão levados para locais adequados e essas áreas não serão ocupadas novamente, ficarão sob a responsabilidade da Prefeitura", afirma a promotora.

Vera Lúcia utilizou os laudos do IPT (Instituto de Pesquisas Técnicas do Estado) para definir as áreas inabitáveis de São Bernardo. O Ministério Público também fiscalizará cada passo da administração municipal na assistência às famílias. Se o resultado da apuração apontar irregularidades e descaso por parte do poder público, a promotora diz que a Prefeitura poderá ser penalizada.

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