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Paula diz que cansou de ser 'enfeite' no Ministério



24/10/2003 | 00:05


A passagem de Maria Paula Gonçalves – a Paula, do basquete – pelo Ministério dos Esportes não durou seis meses. Nesta quinta-feira, em São Paulo, falou sobre sua saída, antecipando uma entrevista que estava marcada para segunda-feira, para evitar "que as fofocas dos corredores parassem nos jornais", atribuídas a ela. "Eu sentia que estava de enfeite", resumiu Paula. Disse que sua função, como secretária de Esportes de Alto Rendimento, estava reduzida a tarefas diárias, que não era ouvida e no Ministério não há planejamento. Usou o termo frustração, com os olhos marejados de lágrimas (enxugou o rosto rapidamente), para definir sua passagem por Brasília, fez críticas ao ministro Agnelo Queiroz e a influência que o Comitê Olímpico Brasileiro tem sobre os atos do ministro.

Paula disse que deixou o Ministério sem saber qual era o orçamento de sua Secretaria. E sem dar a contribuição que desejava. A única coisa que deixou foi um "esboço de um projeto de incentivo fiscal" que nem mostrou ao ministro. "No início fazíamos algumas reuniões, mas depois não fizemos mais". Culpou o ministro Agnelo "por não olhar para dentro da pasta".

Preferiu não culpar o secretário Executivo, Gil Castelo Branco, que também deixou o Ministério, pela falta de entrosamento interno e de planejamento dizendo que "cabe ao chefe cuidar da casa". Paula assumiu o cargo em 12 de maio. "Nem seis meses depois, abandona o barco... As pessoas podem pensar isso, mas eu estava nesse dilema há dois meses. Pensava: o que eu estou fazendo aqui?."

Ela também ficou aborrecida por não ter sido incluída na Comissão que discutia a regulamentação da Lei Piva, que destina 2% do prêmio das loterias para o esporte. "Não é esporte de alto rendimento?". Ressaltou que não é contra destinar dinheiro para o esporte de alto nível, mas acha que alguns esportes, os que não têm patrocínio, deveriam ser mais ajudados que outros que têm, assim como as confederações que investem em base.



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Paula diz que cansou de ser 'enfeite' no Ministério


24/10/2003 | 00:05


A passagem de Maria Paula Gonçalves – a Paula, do basquete – pelo Ministério dos Esportes não durou seis meses. Nesta quinta-feira, em São Paulo, falou sobre sua saída, antecipando uma entrevista que estava marcada para segunda-feira, para evitar "que as fofocas dos corredores parassem nos jornais", atribuídas a ela. "Eu sentia que estava de enfeite", resumiu Paula. Disse que sua função, como secretária de Esportes de Alto Rendimento, estava reduzida a tarefas diárias, que não era ouvida e no Ministério não há planejamento. Usou o termo frustração, com os olhos marejados de lágrimas (enxugou o rosto rapidamente), para definir sua passagem por Brasília, fez críticas ao ministro Agnelo Queiroz e a influência que o Comitê Olímpico Brasileiro tem sobre os atos do ministro.

Paula disse que deixou o Ministério sem saber qual era o orçamento de sua Secretaria. E sem dar a contribuição que desejava. A única coisa que deixou foi um "esboço de um projeto de incentivo fiscal" que nem mostrou ao ministro. "No início fazíamos algumas reuniões, mas depois não fizemos mais". Culpou o ministro Agnelo "por não olhar para dentro da pasta".

Preferiu não culpar o secretário Executivo, Gil Castelo Branco, que também deixou o Ministério, pela falta de entrosamento interno e de planejamento dizendo que "cabe ao chefe cuidar da casa". Paula assumiu o cargo em 12 de maio. "Nem seis meses depois, abandona o barco... As pessoas podem pensar isso, mas eu estava nesse dilema há dois meses. Pensava: o que eu estou fazendo aqui?."

Ela também ficou aborrecida por não ter sido incluída na Comissão que discutia a regulamentação da Lei Piva, que destina 2% do prêmio das loterias para o esporte. "Não é esporte de alto rendimento?". Ressaltou que não é contra destinar dinheiro para o esporte de alto nível, mas acha que alguns esportes, os que não têm patrocínio, deveriam ser mais ajudados que outros que têm, assim como as confederações que investem em base.

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