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Contratação temporária no fim deste ano será menor


Carolina Rodriguez
Do Diário do Grande ABC

04/10/2003 | 18:45


A expectativa para este fim de ano não é nada boa em diferentes setores da economia. A queda da atividade estimada pelos representantes da indústria, comércio e serviços ouvidos pelo Diário varia de 1% a 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O setor de contratação de mão-de-obra temporária, que pode ser considerado um dos termômetros da economia nesta época, é o mais pessimista. Segundo o vice-diretor do Sindeprestem (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-obra e Trabalho Temporário em São Paulo), Abel Bertolini, devem ser abertas de 140 mil a 160 mil vagas no Estado até o fim do ano, número 10% inferior ao registrado no ano passado.

No Grande ABC, o desempenho não será diferente. O diretor, que também exerce a função de delegado regional do Sindeprestem, disse que a região deverá acompanhar a mesma queda no volume de contratações temporárias estimada para o Estado. Até o fim do ano, os sete municípios deverão abrir 40 mil vagas, contra 44 mil no ano passado. Os postos de trabalho estarão, segundo ele, principalmente no comércio. A exceção fica para os shoppings que, de acordo com Bertolini, contratam mão-de-obra informal e, desta maneira, os dados não podem ser computados pelo setor.

“As indústrias não devem contratar mais porque os estoques já estão altos”, disse. Outra consideração feita pelo empresário é com relação ao período de contratação. Em anos anteriores, segundo Bertolini, as vagas eram abertas entre setembro e outubro, sendo que neste ano as lojas estão esperando a proximidade do Natal para contratar temporários. “Nesta mesma época do ano passado, uma das principais redes varejistas do país, com sede no Grande ABC, já havia contratado 725 funcionários para a região. A expectativa do grupo para este ano é contratar menos da metade, sendo que já estamos em outubro e eles ainda nem abriram as vagas.”

O presidente da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings), Nabil Sahyon, ao contrário de Bertolini, disse que as lojas de shoppings não deverão contratar mão-de-obra temporária neste fim de ano. Se forem abrir vagas, o empresário acredita que será “mais na frente”. Já com relação às vendas, Sahyon considerou que a data será positiva para o comércio, mas que não deverá recuperar a perda de 3% registrada ao longo do ano. “Deveremos empatar com o Natal do ano passado”, concluiu.

Indústria – A Fiesp (Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo) também prevê queda para este fim de ano na comparação com 2002. Estimativas da entidade mostram que a atividade produtiva deverá fechar 2003 com recuo de 1% a 1,5%. As previsões da entidade também não são otimistas para o nível de emprego, que deverá encerrar o ano com de 6 mil a 6,5 mil postos de trabalho fechados.



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Contratação temporária no fim deste ano será menor

Carolina Rodriguez
Do Diário do Grande ABC

04/10/2003 | 18:45


A expectativa para este fim de ano não é nada boa em diferentes setores da economia. A queda da atividade estimada pelos representantes da indústria, comércio e serviços ouvidos pelo Diário varia de 1% a 10% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O setor de contratação de mão-de-obra temporária, que pode ser considerado um dos termômetros da economia nesta época, é o mais pessimista. Segundo o vice-diretor do Sindeprestem (Sindicato das Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros, Colocação e Administração de Mão-de-obra e Trabalho Temporário em São Paulo), Abel Bertolini, devem ser abertas de 140 mil a 160 mil vagas no Estado até o fim do ano, número 10% inferior ao registrado no ano passado.

No Grande ABC, o desempenho não será diferente. O diretor, que também exerce a função de delegado regional do Sindeprestem, disse que a região deverá acompanhar a mesma queda no volume de contratações temporárias estimada para o Estado. Até o fim do ano, os sete municípios deverão abrir 40 mil vagas, contra 44 mil no ano passado. Os postos de trabalho estarão, segundo ele, principalmente no comércio. A exceção fica para os shoppings que, de acordo com Bertolini, contratam mão-de-obra informal e, desta maneira, os dados não podem ser computados pelo setor.

“As indústrias não devem contratar mais porque os estoques já estão altos”, disse. Outra consideração feita pelo empresário é com relação ao período de contratação. Em anos anteriores, segundo Bertolini, as vagas eram abertas entre setembro e outubro, sendo que neste ano as lojas estão esperando a proximidade do Natal para contratar temporários. “Nesta mesma época do ano passado, uma das principais redes varejistas do país, com sede no Grande ABC, já havia contratado 725 funcionários para a região. A expectativa do grupo para este ano é contratar menos da metade, sendo que já estamos em outubro e eles ainda nem abriram as vagas.”

O presidente da Alshop (Associação Brasileira dos Lojistas de Shoppings), Nabil Sahyon, ao contrário de Bertolini, disse que as lojas de shoppings não deverão contratar mão-de-obra temporária neste fim de ano. Se forem abrir vagas, o empresário acredita que será “mais na frente”. Já com relação às vendas, Sahyon considerou que a data será positiva para o comércio, mas que não deverá recuperar a perda de 3% registrada ao longo do ano. “Deveremos empatar com o Natal do ano passado”, concluiu.

Indústria – A Fiesp (Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo) também prevê queda para este fim de ano na comparação com 2002. Estimativas da entidade mostram que a atividade produtiva deverá fechar 2003 com recuo de 1% a 1,5%. As previsões da entidade também não são otimistas para o nível de emprego, que deverá encerrar o ano com de 6 mil a 6,5 mil postos de trabalho fechados.

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