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Portuguesa faz 83 anos sem muito a comemorar


Divanei Guazzelli
Do Diário do Grande ABC

14/08/2003 | 00:11


A Portuguesa de Desportos chega nesta quinta aos 83 anos, mas efetivamente não há muito o que comemorar. Sobretudo no futebol profissional, há três décadas o clube não conquista um título expressivo. O último foi o Paulista, no dia 26 de agosto de 1973, mesmo assim dividido com o Santos, após um erro na contagem dos pênaltis naquela decisão dirigida por Armando Marques, hoje o responsável pelo quadro nacional de arbitragem. O presente está distante do que os seus torcedores imaginam: o time é apenas o 12º colocado da Série B do Campeonato Brasileiro, para a qual foi rebaixado em 2002, e amarga uma derrota por 1 a 0 para o União São João, último colocado, terça-feira em Araras.

A escassez de títulos fez a Portuguesa, uma equipe que dos 50 a 70 era facilmente identificado como uma das cinco grandes do futebol de São Paulo, entrar num processo que tende a rotulá-la de força mediana. É como ocorre no Rio de Janeiro com outros ex-campeões, como o América (último título em 1960) e o Bangu (campeão pela última vez em 1966). Quando os tempos eram de bonança, a Portuguesa ganhou duas vezes o Torneio Rio/São Paulo, no início dos anos 50, com um ataque devastador, composto por Julinho, Renato, Pinga, Brandãozinho e Simão, e ainda com o lateral Djalma Santos.

Quarenta anos depois, na última e curta temporada estadual, a Lusa, denominação assumida pelo clube na segunda metade da década de 90 com o propósito de elevar o contingente de admiradores, teve de disputar o torneio de descenso. Salvou-se, mas sem desfazer a impressão de que o retorno à primeira divisão nacional não será tão simples.

Mesmo assim, a Portuguesa pode até ficar mais tempo sem título que uma de suas características não será ignorada tão facilmente. O ato de revelar jogadores é marcante e, somente nas últimas quatro décadas, os exemplos são incontáveis. No início dos anos 60, surgiu no Canindé o atacante Ivair, apelidado de Príncipe, como se fosse o sucessor natural de Pelé. Em seguida, Leivinha, o tricampeão Zé Maria, o arisco e hábil atacante Enéas, que morreu em 1988, após sofrer acidente automobilístico. O destino do também atacante Dener, por uma boa parte apontado como a maior revelação da Lusa em toda a sua história, teria o mesmo desfecho trágico. Ele morreu em abril de 1994, no Rio de Janeiro, três anos depois de integrar a Portuguesa na conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Há sete anos, a Portuguesa perdeu a oportunidade de conseguir o maior título desde a sua fundação, ao perder a final do Campeonato Brasileiro para o Grêmio. De novo, no entanto, confirmava a saga de descobrir talentos, como o meia Rodrigo Fabri, de Santo André, hoje no Atlético de Madri. O mais recente é o atacante Ricardo Oliveira, que passou pelo Santos no primeiro semestre e foi para o Valencia, numa transferência ainda litigiosa. O torcedor luso, porém, trocaria o arsenal de revelações por uma freqüência maior nas estatísticas dos campeões.



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Portuguesa faz 83 anos sem muito a comemorar

Divanei Guazzelli
Do Diário do Grande ABC

14/08/2003 | 00:11


A Portuguesa de Desportos chega nesta quinta aos 83 anos, mas efetivamente não há muito o que comemorar. Sobretudo no futebol profissional, há três décadas o clube não conquista um título expressivo. O último foi o Paulista, no dia 26 de agosto de 1973, mesmo assim dividido com o Santos, após um erro na contagem dos pênaltis naquela decisão dirigida por Armando Marques, hoje o responsável pelo quadro nacional de arbitragem. O presente está distante do que os seus torcedores imaginam: o time é apenas o 12º colocado da Série B do Campeonato Brasileiro, para a qual foi rebaixado em 2002, e amarga uma derrota por 1 a 0 para o União São João, último colocado, terça-feira em Araras.

A escassez de títulos fez a Portuguesa, uma equipe que dos 50 a 70 era facilmente identificado como uma das cinco grandes do futebol de São Paulo, entrar num processo que tende a rotulá-la de força mediana. É como ocorre no Rio de Janeiro com outros ex-campeões, como o América (último título em 1960) e o Bangu (campeão pela última vez em 1966). Quando os tempos eram de bonança, a Portuguesa ganhou duas vezes o Torneio Rio/São Paulo, no início dos anos 50, com um ataque devastador, composto por Julinho, Renato, Pinga, Brandãozinho e Simão, e ainda com o lateral Djalma Santos.

Quarenta anos depois, na última e curta temporada estadual, a Lusa, denominação assumida pelo clube na segunda metade da década de 90 com o propósito de elevar o contingente de admiradores, teve de disputar o torneio de descenso. Salvou-se, mas sem desfazer a impressão de que o retorno à primeira divisão nacional não será tão simples.

Mesmo assim, a Portuguesa pode até ficar mais tempo sem título que uma de suas características não será ignorada tão facilmente. O ato de revelar jogadores é marcante e, somente nas últimas quatro décadas, os exemplos são incontáveis. No início dos anos 60, surgiu no Canindé o atacante Ivair, apelidado de Príncipe, como se fosse o sucessor natural de Pelé. Em seguida, Leivinha, o tricampeão Zé Maria, o arisco e hábil atacante Enéas, que morreu em 1988, após sofrer acidente automobilístico. O destino do também atacante Dener, por uma boa parte apontado como a maior revelação da Lusa em toda a sua história, teria o mesmo desfecho trágico. Ele morreu em abril de 1994, no Rio de Janeiro, três anos depois de integrar a Portuguesa na conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Há sete anos, a Portuguesa perdeu a oportunidade de conseguir o maior título desde a sua fundação, ao perder a final do Campeonato Brasileiro para o Grêmio. De novo, no entanto, confirmava a saga de descobrir talentos, como o meia Rodrigo Fabri, de Santo André, hoje no Atlético de Madri. O mais recente é o atacante Ricardo Oliveira, que passou pelo Santos no primeiro semestre e foi para o Valencia, numa transferência ainda litigiosa. O torcedor luso, porém, trocaria o arsenal de revelações por uma freqüência maior nas estatísticas dos campeões.

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