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Presidentes de subsecções defendem escolha do eleitor


Do Diário do Grande ABC

15/06/2007 | 07:01


Marcos De Marchi, de Mauá, também acha que a escolha dos representantes deve partir diretamente da população. “É a sociedade que tem de eleger seus políticos. Não dá para delegar esse poderes para quem não sabemos. A população tem o direito de escolher seus representantes. Ela tem de errar sozinha.”

Ele ainda complementa: “Não acho justo dar um cheque em branco ou uma procuração para um estranho agir em seu nome.”

De Marchi acredita que a escolha de quem fará parte da lista recairá aos caciques dos partidos. “Vai ser favorecido quem já está no cargo e prejudicará o surgimento de novas lideranças. Não acho que essa discussão deva ser feita. Há coisas muito mais importantes para fazer parte da reforma política.”

Entre os temas, o presidente da OAB-Mauá defende a fidelidade partidária. “O político precisa manter o compromisso com o seu eleitor e com o partido a que foi eleito”, acredita.

Para Uriel Carlos Aleixo, presidente da OAB-São Bernardo, a implementação da lista fechada representaria um retrocesso político. “O eleitor vai perder a voz de uma maneira direta. Pode ser que a minha preferência política não seja do cacique da legenda, que terá o poder nas mãos.”

O advogado também usou a expressão “cheque em branco” para justificar seu posicionamento contrário à possibilidade de os próprios líderes dos partidos decidirem quem vai entrar na lista.

“Isso pode suscitar o favorecimento pessoal e a corrupção interna, além de afastar a vontade real do eleitor”, diz Aleixo.

“Já a fidelidade partidária vejo com bons olhos, que para mim é uma questão moral. Fica muito feio esse pulo de galho em galho que fazem alguns políticos”, diz o presidente da Ordem de São Bernardo.

O único ponto discordante do posicionamento de D’Urso é quanto à demora da implementação da reforma política. “A reforma era promessa de Lula. Se ele não tivesse sido reeleito, teríamos ficado apenas na promessa”, analisa Uriel Aleixo.

José Sinésio Correia, da subsecção de Santo André, acha que a medida vai trazer à tona o coronelismo. “Vamos dar um passo para trás. Além disso, vai acabar com as novas lideranças. Se já existisse essa lista, muitos políticos novatos eleitos pela região poderiam ter ficado de fora.”



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