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Direita e esquerda do Chile criticam testamento político de Pinochet


Da AFP

25/12/2006 | 16:14


Líderes da direita opositora e até da base governista chilena criticaram o testamento político do falecido ex-ditador Augusto Pinochet, no qual justificou o golpe militar de 1973 e as violações aos direitos humanos.

O presidente da Renovação Nacional (RN, de direita), Carlos Larraín, avaliou que a explicação do ex-ditador é "insatisfatória", e o deputado Cristián Monckeberg, do mesmo partido, disse que se trata de um "documento histórico", mas "não tem qualquer influência ou relevância na política".

Já o presidente da União Democrata Independente (UDI), Hernán Larraín, comentou que o texto "nada diz do ocorrido de 1974 em diante, onde aconteceram os atentados aos direitos humanos, as torturas e os desaparecimentos (...). Neste sentido, há um vazio em sua carta, onde esperava um maior comentário".

A RN e a UDI apoiaram a ditadura de Pinochet (1973-1990), que deixou 3.000 vítimas, entre mortos e desaparecidos, e quase 30.000 torturados.

Para o presidente do governista Partido pela Democracia, Sergio Bitar, o texto é uma "maquiagem histórica" e "sua publicação no Natal pretende assimilar isso subliminarmente, graças ao Natal".

"Parece escrito antes de seus processos por crimes e contas secretas no Banco Riggs", ironizou.

"A dúvida que deve tê-lo atormentado é se conseguiria fazer o que fez sem matar ninguém", comentou o senador socialista Alejandro Navarro.

Jaime Mulet, deputado democrata-cristão, entendeu que Pinochet "faz uma espécie de mea-culpa, mas não crível".



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Direita e esquerda do Chile criticam testamento político de Pinochet

Da AFP

25/12/2006 | 16:14


Líderes da direita opositora e até da base governista chilena criticaram o testamento político do falecido ex-ditador Augusto Pinochet, no qual justificou o golpe militar de 1973 e as violações aos direitos humanos.

O presidente da Renovação Nacional (RN, de direita), Carlos Larraín, avaliou que a explicação do ex-ditador é "insatisfatória", e o deputado Cristián Monckeberg, do mesmo partido, disse que se trata de um "documento histórico", mas "não tem qualquer influência ou relevância na política".

Já o presidente da União Democrata Independente (UDI), Hernán Larraín, comentou que o texto "nada diz do ocorrido de 1974 em diante, onde aconteceram os atentados aos direitos humanos, as torturas e os desaparecimentos (...). Neste sentido, há um vazio em sua carta, onde esperava um maior comentário".

A RN e a UDI apoiaram a ditadura de Pinochet (1973-1990), que deixou 3.000 vítimas, entre mortos e desaparecidos, e quase 30.000 torturados.

Para o presidente do governista Partido pela Democracia, Sergio Bitar, o texto é uma "maquiagem histórica" e "sua publicação no Natal pretende assimilar isso subliminarmente, graças ao Natal".

"Parece escrito antes de seus processos por crimes e contas secretas no Banco Riggs", ironizou.

"A dúvida que deve tê-lo atormentado é se conseguiria fazer o que fez sem matar ninguém", comentou o senador socialista Alejandro Navarro.

Jaime Mulet, deputado democrata-cristão, entendeu que Pinochet "faz uma espécie de mea-culpa, mas não crível".

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