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Caso de grampo no BNDES deve ter acareaçao


Do Diário do Grande ABC

04/10/1999 | 17:20


Apontado pelo ex-policial federal Célio Arêas da Rocha como um dos envolvidos no grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o engenheiro civil Nelsino Drozczak da Silva vai apresentar nesta terça-feira (05) à Polícia Federal (PF) uma petiçao pedindo uma acareaçao com ele. Além disso, ele quer ser oficialmente ouvido pela PF. Segundo Silva, ele conversou três vezes com o delegado federal Rubens Grandini e equipe, mas ainda nao prestou depoimento formal.

"Houve algum desencontro, nao sei, e, quando fui intimado, ele nao pôde me atender", disse. "Já dei todas as informaçoes ao delegado, mas preciso depor formalmente para ver se minha vida volta ao normal."

Silva contou que, apesar de ser representante comercial de uma empresa de limpeza e conservaçao, também vende e opera equipamentos antigrampo. Há cerca de quatro anos, indicado por uma pessoa que freqüenta a mesma loja maçônica de Rocha, procurou o ex-policial quando ele trabalhava na empresa de segurança que pertencia ao major do Exército Divany Carvalho Barros e ao coronel do Exército Otelo José da Costa Ortiga.

Foi ali, segundo ele, que conheceu o funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Temílson de Resende, o "Telmo", principal suspeito do grampo no BNDES. No depoimento à Justiça, Rocha afirma que "Telmo" era um sócio informal da empresa - o que é negado por Barros, que garante ser apenas amigo do agente.

Na versao de Silva, o ex-policial ficou desesperado quando foi condenado pela Justiça a 14 anos de prisao, por extorsao - está recorrendo em liberdade ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A situaçao teria agravado-se com a informaçao recebida por Rocha de que seria indiciado pelo grampo no BNDES: na escuta telefônica autorizada pela Justiça feita nos celulares dos envolvidos, o ex-policial foi pego contratando outros grampos.

"Ele disse-me que tinha de denunciar alguém porque era a bola da vez, e chegou a pedir a meu pai, que é advogado, uma cópia da Lei de Proteçao à Testemunha", afirmou. Silva confirmou que Rocha pediu a ele para intermediar um encontro com "Telmo" - que, na verdade, seria gravado pela Abin. "Lamento que a gravaçao feita pela Abin tenha ficado tao ruim porque ia ficar muito claro que nem eu, nem o 'Telmo' temos nada a ver com o caso", garantiu.

O engenheiro confirmou a versao dada por "Telmo" à Justiça: segundo ele, Rocha procurou-o no dia 14 para avisar que o agente teria prisao preventiva decretada. Isto aconteceu dois dias antes de Rocha depor em juízo e de o pedido de prisao ter efetivamente acontecido.

"Ele disse-me para nao avisar ao 'Telmo', mas nao achei justo e contei ao 'Telmo' o que o Célio me tinha dito", disse.

Silva contou que começou a trabalhar com maletas antigrampo após fazer um curso de segurança nos EUA. Ele disse que coordenou a infra-estrutura do Fórum Global, um evento paralelo à Rio-92, e, nessa ocasiao, teria interessado-se pela área de segurança de telecomunicaçoes. "Meu erro foi ter começado a fazer varreduras e a conhecer pessoas como o Célio e o 'Telmo'", afirmou. "O Célio freqüentava a minha casa e meu filhos o chamavam de tio."



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Caso de grampo no BNDES deve ter acareaçao

Do Diário do Grande ABC

04/10/1999 | 17:20


Apontado pelo ex-policial federal Célio Arêas da Rocha como um dos envolvidos no grampo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o engenheiro civil Nelsino Drozczak da Silva vai apresentar nesta terça-feira (05) à Polícia Federal (PF) uma petiçao pedindo uma acareaçao com ele. Além disso, ele quer ser oficialmente ouvido pela PF. Segundo Silva, ele conversou três vezes com o delegado federal Rubens Grandini e equipe, mas ainda nao prestou depoimento formal.

"Houve algum desencontro, nao sei, e, quando fui intimado, ele nao pôde me atender", disse. "Já dei todas as informaçoes ao delegado, mas preciso depor formalmente para ver se minha vida volta ao normal."

Silva contou que, apesar de ser representante comercial de uma empresa de limpeza e conservaçao, também vende e opera equipamentos antigrampo. Há cerca de quatro anos, indicado por uma pessoa que freqüenta a mesma loja maçônica de Rocha, procurou o ex-policial quando ele trabalhava na empresa de segurança que pertencia ao major do Exército Divany Carvalho Barros e ao coronel do Exército Otelo José da Costa Ortiga.

Foi ali, segundo ele, que conheceu o funcionário da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Temílson de Resende, o "Telmo", principal suspeito do grampo no BNDES. No depoimento à Justiça, Rocha afirma que "Telmo" era um sócio informal da empresa - o que é negado por Barros, que garante ser apenas amigo do agente.

Na versao de Silva, o ex-policial ficou desesperado quando foi condenado pela Justiça a 14 anos de prisao, por extorsao - está recorrendo em liberdade ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A situaçao teria agravado-se com a informaçao recebida por Rocha de que seria indiciado pelo grampo no BNDES: na escuta telefônica autorizada pela Justiça feita nos celulares dos envolvidos, o ex-policial foi pego contratando outros grampos.

"Ele disse-me que tinha de denunciar alguém porque era a bola da vez, e chegou a pedir a meu pai, que é advogado, uma cópia da Lei de Proteçao à Testemunha", afirmou. Silva confirmou que Rocha pediu a ele para intermediar um encontro com "Telmo" - que, na verdade, seria gravado pela Abin. "Lamento que a gravaçao feita pela Abin tenha ficado tao ruim porque ia ficar muito claro que nem eu, nem o 'Telmo' temos nada a ver com o caso", garantiu.

O engenheiro confirmou a versao dada por "Telmo" à Justiça: segundo ele, Rocha procurou-o no dia 14 para avisar que o agente teria prisao preventiva decretada. Isto aconteceu dois dias antes de Rocha depor em juízo e de o pedido de prisao ter efetivamente acontecido.

"Ele disse-me para nao avisar ao 'Telmo', mas nao achei justo e contei ao 'Telmo' o que o Célio me tinha dito", disse.

Silva contou que começou a trabalhar com maletas antigrampo após fazer um curso de segurança nos EUA. Ele disse que coordenou a infra-estrutura do Fórum Global, um evento paralelo à Rio-92, e, nessa ocasiao, teria interessado-se pela área de segurança de telecomunicaçoes. "Meu erro foi ter começado a fazer varreduras e a conhecer pessoas como o Célio e o 'Telmo'", afirmou. "O Célio freqüentava a minha casa e meu filhos o chamavam de tio."

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