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Almoço comunitário atrai 5 mil


Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

25/12/2006 | 21:00


Músicas natalinas, Papai Noel, comida farta e entrega de presentes. O já tradicional almoço comunitário de Natal, no Parque São Bernardo, São Bernardo, levou nesta segunda-feira para a quadra da Escola Estadual Palmira Grassiotto cerca de cinco mil pessoas do bairro e redondezas. Duas mil a mais que no ano passado.

Os preparativos para a sétima edição da festa coletiva de Natal, idealizada pela família Lemes, começaram muito antes das 13h, quando as primeiras grandes panelas começaram a chegar na quadra. Desde cedo, Benedito da Silva Lemes, o Ditinho da Congada, ajeitava os últimos detalhes em companhia da mãe, irmãos e voluntários.

Na cozinha de Maria do Carmo Lemos, 80 anos, a Dona Cotinha, as mulheres da família cuidavam do preparo da refeição. O calor do forno à lenha aquecia a cozinha enquanto os frangos eram assados e fervia o molho de tomate. Para fazer comida suficiente para tanta gente, dona Cotinha precisou de ajuda da filha Maria de Fátima Mendes, 53 anos, e da amiga Maria Salomé Gonçalves, 51. “Sem contar as outras mulheres que estão nos ajudando”, diz Cotinha. A comida foi feita aos poucos “para estar sempre fresquinha e evitar o desperdício”. Assim que cada panela de arroz ou feijão ficava pronta, era levada para a quadra.

No cardápio, arroz, feijão, macarronada, frango assado, purê de batata, salada de alface. Para a sobremesa, melancia e arroz-doce. Toda a comida arrecadada durante o mês de dezembro foi guardada na despensa improvisada na casa de dona Cotinha. Em números, isso quer dizer cerca de 130 quilos de macarrão, 80 de feijão, 190 de arroz, 72 latas de molho de tomate e dez quilos de carne moída. “Isso sem contar os 120 frangos e as batatas, que perdemos a conta”, revela Ditinho da Congada.

O vai-e-vem de pessoas na escola durou o dia todo. Para participar do almoço ninguém precisou se cadastrar. Bastou comparecer com boa vontade e apetite. “Não dá para fazer uma restrição de quem pode e quem não pode participar. Tem gente que pode fazer um grande almoço de Natal e se sente sozinho. Aí é só vir para cá”, orgulha-se Ditinho.

Atrás de uma grande mesa com as panelas de comida, pratos e talheres, 14 pessoas serviam o público que podia escolher, entre as opções, o que queria comer. “Eu gosto de macarrão, não quero feijão”, dizia um. “Capricha na salada e no purê”, pedia o outro.

No centro da quadra foram montadas diversas mesas – decoradas com flores – para facilitar a refeição. Às 14h, a fila para se servir dava a volta na quadra. Mulheres e crianças eram a maioria. Katiane Cristina Pereira, 29 anos, participa do almoço desde a primeira edição. “Trago meus três filhos. Aqui, eles comem bem, brincam com outras crianças e ainda ganham presentes”, conta. Para ela, a iniciativa da família Lemes fez com que a comunidade ficasse mais unida. “Nunca teve briga, nem bagunça. É tudo muito organizado e as pessoas sentem o espírito natalino de verdade”, afirma.

Enquanto os adultos almoçam, as crianças entram em outra fila para retirar os brinquedos com o Papai Noel. “Conseguimos arrecadar presente para 1.200 crianças, mas só pode retirar quem almoçou aqui”, explica Ditinho. Para fazer o controle, cada criança recebe uma etiqueta numerada ao pegar o prato de comida.

Além dos moradores do Parque São Bernardo, muitas pessoas de outros bairros participam da festa. É o caso de Maristela Cabral, 35 anos. “Conheci o Ditinho há alguns anos e desde então colaboro com o almoço”, explica.

É difícil saber quem se diverte mais: o Papai Noel ou a criançada. Entre um abraço e outro, as crianças apertam a barriga e puxam a barba de mentira. A peruca quase esconde os olhos azuis do motorista Marcelo Luca, 24 anos, que se veste de velho Noel desde 2004. “Eu fiz uma promessa de me vestir de Papai Noel neste almoço comunitário por sete anos”, conta. Marcelo gostou tanto de participar que vai continuar depois do término da promessa.



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Almoço comunitário atrai 5 mil

Cristiane Bomfim
Do Diário do Grande ABC

25/12/2006 | 21:00


Músicas natalinas, Papai Noel, comida farta e entrega de presentes. O já tradicional almoço comunitário de Natal, no Parque São Bernardo, São Bernardo, levou nesta segunda-feira para a quadra da Escola Estadual Palmira Grassiotto cerca de cinco mil pessoas do bairro e redondezas. Duas mil a mais que no ano passado.

Os preparativos para a sétima edição da festa coletiva de Natal, idealizada pela família Lemes, começaram muito antes das 13h, quando as primeiras grandes panelas começaram a chegar na quadra. Desde cedo, Benedito da Silva Lemes, o Ditinho da Congada, ajeitava os últimos detalhes em companhia da mãe, irmãos e voluntários.

Na cozinha de Maria do Carmo Lemos, 80 anos, a Dona Cotinha, as mulheres da família cuidavam do preparo da refeição. O calor do forno à lenha aquecia a cozinha enquanto os frangos eram assados e fervia o molho de tomate. Para fazer comida suficiente para tanta gente, dona Cotinha precisou de ajuda da filha Maria de Fátima Mendes, 53 anos, e da amiga Maria Salomé Gonçalves, 51. “Sem contar as outras mulheres que estão nos ajudando”, diz Cotinha. A comida foi feita aos poucos “para estar sempre fresquinha e evitar o desperdício”. Assim que cada panela de arroz ou feijão ficava pronta, era levada para a quadra.

No cardápio, arroz, feijão, macarronada, frango assado, purê de batata, salada de alface. Para a sobremesa, melancia e arroz-doce. Toda a comida arrecadada durante o mês de dezembro foi guardada na despensa improvisada na casa de dona Cotinha. Em números, isso quer dizer cerca de 130 quilos de macarrão, 80 de feijão, 190 de arroz, 72 latas de molho de tomate e dez quilos de carne moída. “Isso sem contar os 120 frangos e as batatas, que perdemos a conta”, revela Ditinho da Congada.

O vai-e-vem de pessoas na escola durou o dia todo. Para participar do almoço ninguém precisou se cadastrar. Bastou comparecer com boa vontade e apetite. “Não dá para fazer uma restrição de quem pode e quem não pode participar. Tem gente que pode fazer um grande almoço de Natal e se sente sozinho. Aí é só vir para cá”, orgulha-se Ditinho.

Atrás de uma grande mesa com as panelas de comida, pratos e talheres, 14 pessoas serviam o público que podia escolher, entre as opções, o que queria comer. “Eu gosto de macarrão, não quero feijão”, dizia um. “Capricha na salada e no purê”, pedia o outro.

No centro da quadra foram montadas diversas mesas – decoradas com flores – para facilitar a refeição. Às 14h, a fila para se servir dava a volta na quadra. Mulheres e crianças eram a maioria. Katiane Cristina Pereira, 29 anos, participa do almoço desde a primeira edição. “Trago meus três filhos. Aqui, eles comem bem, brincam com outras crianças e ainda ganham presentes”, conta. Para ela, a iniciativa da família Lemes fez com que a comunidade ficasse mais unida. “Nunca teve briga, nem bagunça. É tudo muito organizado e as pessoas sentem o espírito natalino de verdade”, afirma.

Enquanto os adultos almoçam, as crianças entram em outra fila para retirar os brinquedos com o Papai Noel. “Conseguimos arrecadar presente para 1.200 crianças, mas só pode retirar quem almoçou aqui”, explica Ditinho. Para fazer o controle, cada criança recebe uma etiqueta numerada ao pegar o prato de comida.

Além dos moradores do Parque São Bernardo, muitas pessoas de outros bairros participam da festa. É o caso de Maristela Cabral, 35 anos. “Conheci o Ditinho há alguns anos e desde então colaboro com o almoço”, explica.

É difícil saber quem se diverte mais: o Papai Noel ou a criançada. Entre um abraço e outro, as crianças apertam a barriga e puxam a barba de mentira. A peruca quase esconde os olhos azuis do motorista Marcelo Luca, 24 anos, que se veste de velho Noel desde 2004. “Eu fiz uma promessa de me vestir de Papai Noel neste almoço comunitário por sete anos”, conta. Marcelo gostou tanto de participar que vai continuar depois do término da promessa.

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