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Usuários voltam à Vila Guiomar

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pelo menos 20 dependentes químicos, em especial de crack, circulam pelo local; Diário já vem denunciando o problema desde 2012


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

09/01/2016 | 07:00


Além de ambos os viadutos da Avenida Prestes Maia, na Vila Palmares, em Santo André, a Rua Dom Jorge Marcos de Oliveira, na Vila Guiomar, voltou a ser ponto de concentração de usuários de drogas. Mesmo com uma viatura da PM (Polícia Militar) nas proximidades, os dependentes acabam utilizando a via para o consumo de crack.

A equipe do Diário esteve na via durante a tarde de quinta-feira e percebeu a presença de pelo menos dez usuários de entorpecentes. A equipe conversou com dois deles, que afirmaram que não ficavam apenas naquele local, mas que também transitavam por toda a cidade. A grande sujeira na via também chama a atenção.

“Nós só estamos aqui de passagem. A gente não fica por aqui. Como está muito quente, nós vamos parando pelo caminho onde tem sombra”, afirmou um homem de 45 anos, que preferiu não se identificar.

Ele revelou que é usuário de crack há pelo menos dez anos e, desde então, vive longe da família, pelas ruas. “Eu tenho fé que vou conseguir parar. Não tem lugar para a gente ficar, parece que somos sempre malvistos. Em breve, eu vou me ver livre disso”, afirmou.

Uma mulher de 40 anos, que também estava no local, não quis dar mais detalhes sobre a sua vida, mas afirmou que costuma ficar embaixo do viaduto da Tamarutaca. “Aqui eu não gosto de ficar porque a viatura incomoda a gente, às vezes, eles vêm aqui encher e perguntar um monte de coisa. Só quero ficar no meu canto, sem incomodar ninguém.”

Conforme o comandante interino do 10º Batalhão da PM, responsável pelo patrulhamento do local, major Sergio Ferreira Bisterso, a viatura que está na Avenida Almeida Garret há quase dois anos fica fixa no local, sendo o patrulhamento divido com a GCM (Guarda Civil Municipal). Segundo ele, são policiais que participam da Dejem (Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho). “Esse patrulhamento foi uma demanda dos moradores do conjunto do IAPI, junto ao Conseg (Conselho de Segurança) devido à situação de tráfico de drogas, sujeira e outros problemas que estavam no local. Com a presença da viatura, os usuários acabaram migrando, o que é normal. Porém, nós só fazemos a abordagem dessas pessoas se presenciamos situação de tráfico de drogas ou alguma busca pessoal, muitos deles não têm nem documentos de identificação”, relatou.

A PM estima que cerca de 20 usuários fiquem no local diariamente. Segundo a corporação, foram 15 roubos no primeiro semestre do ano passado e 15 no segundo período.

A população afirma que não se sente segura. “Eu frequento o Sesc Santo André e não gosto de passar por aqui. Sempre venho com cuidado”, afirmou o aposentado Eduardo Bichel, 58, morador de São Caetano. Já o comerciante Ismael Pereira da Costa, 66, apontou a depredação como problema. “Eles quebram o retrovisor dos carros. Eu mesmo já presenciei”. No entanto, segundo Bisterso não há registros formais sobre a ocorrência mencionada.

 

ADMINISTRAÇÃO

Questionada, a Prefeitura de Santo André afirmou que o grupo de usuários faz parte das pessoas que ficavam concentradas em outro ponto do bairro. O Diário já vem alertando para o problema desde 2012. Além disso, a equipe do Consultório na Rua, ação da Saúde Mental, faz rondas pela rua. “Nesta semana, por exemplo, já passou pelo local três vezes – para informações sobre retornos de consultas e conversas com grávidas”, disse em nota.

O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) afirmou que realiza pelo menos duas vezes por mês limpeza na rua. A próxima está agendada para a semana que vem.



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