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Tecnologias da biométrica poem fim à era das senhas


Cibele Gandolpho
Da Redaçao 

04/10/1999 | 18:41


Em tempos em que a ordem é segurança e privacidade, a multiplicaçao de senhas acaba se tornando um problema para as pessoas. Senha para o banco, outra para o cartao de crédito, uma terceira para o provedor de acesso à Internet, outra ainda para conectar o desktop ao servidor da empresa... Sem contar as senhas dos e-mails. Haja memória! E, para piorar, os administradores recomendam que a senha tenha seis dígitos e que nao sejam datas fáceis, como as de aniversários. Atualmente, o uso de senhas é o mecanismo de segurança mais disseminado no meio comercial, porém, nao é dos mais seguros. Novas tecnologias, como a biométrica, prometem acabar de vez com a ditadura dos números e letras.

A biométrica é o reconhecimento automático de uma característica única do corpo humano ou de uma açao pessoal. Há vários tipos, como o reconhecimento da palma da mao, íris, face, voz e impressoes digitais. Segundo especialistas no assunto, os sistemas biométricos sao superiores, porque oferecem um meio intransferível de identificar pessoas. O sistema mais difundido no Brasil é o reconhecimento de impressoes digitais, também chamado de datiloscopia. Esse método é utilizado pela polícia em casos de investigaçao.

De acordo com Hugo Vieira Neto, professor do Departamento de Eletrônica e Telecomunicaçoes do Cefet-PR (Centro Federal de Educaçao Tecnológica do Paraná), o princípio do equipamento de biométrica é simples, sendo composto por um prisma, alguns elementos óticos e uma câmera de vídeo. No que se refere ao software, o sistema se compoe de um banco de imagens, que faz a comparaçao com a informaçao introduzida pelo sistema ótico, reconhecendo ou nao a pessoa.

Vieira desenvolveu um sistema de reconhecimento em sua dissertaçao de mestrado, que captura imagens das impressoes digitais, além do software de identificaçao. "Essa tecnologia está crescendo muito no Brasil. O sistema pode ser conectado a qualquer micro pessoal equipado com uma placa de captura de vídeo."

O professor acredita que facilitaria muito se as pessoas nao tivessem de decorar senhas. "O atual estado dos sistemas de reconhecimento de digitais já permite um elevado grau de segurança para aplicaçoes reais", explica.  

Uma das empresas que comercializa esse dispositivo é a Top Vision. O equipamento, chamado FingerCard, armazena dados pessoais com as características biométricas intransferíveis das pessoas cadastradas. O sistema funciona da seguinte forma: ao colocar o dedo no scanner por três segundos, o software digitaliza a imagem e avalia sua qualidade. Depois é feita uma leitura da impressao digital, que fica armazenada no FingerCard. O sistema compara a imagem cadastrada com a captada pelo scanner, respondendo assim o resultado e indicando a tomada de açao adequada. Esse recurso tem sido utilizado em acesso a áreas restritas, como aeroportos e bancos.

Controle - A Proxxybank Telecomunicaçoes, de Sao Paulo, há três meses atua no mercado com o Veriprint. "Os coletores sao muito usados como controle de ponto dos funcionários. É comum encontrá-los também em fechaduras elétricas ou catracas para controlar o acesso a ambientes", diz Cleber Eduardo Tomiello, proprietário da Proxxybank. Cada digital ocupa 2 kb; o aparelho é capaz de armazenar 3,5 mil digitais e pesa 1,02 kg.  

Ainda nao muito difundido no Brasil, o reconhecimento de íris já está disponível em muitos estabelecimentos comerciais da Europa. O processo é simples: basta o usuário olhar para a câmera por alguns segundos. O computador compara entao a imagem gravada no cadastro com a atual. Embora o custo desse método seja significativamente mais alto do que os meios convencionais, avanços tecnológicos deverao tornar esse sistema mais competitivo. Já o reconhecimento de face utiliza as mesmas características do de íris, porém, com maior custo. 

Gigantes - Grandes empresas também já apostam na biométrica. A IBM lançará até o final do ano a versao em português do ViaVoice, um software que faz o reconhecimento automático de voz pelo micro. Essa tecnologia, no entanto, ainda apresenta alguns problemas, como no caso de rouquidao.

Batizada de Millenium, a nova versao contará com recursos de navegaçao na Internet, e-mail e chat por meio de reconhecimento de voz. "Antes de lançar o produto, é necessário treinar o software lendo 50 frases para ele", explica Helena Lundin, gerente de produto da linha de sistemas de voz da IBM. O ViaVoice será comercializado em três pacotes, com preços que variam de US$ 60 a US$ 179.  

A Compaq também desenvolveu um equipamento que permite ao usuário de PCs ser identificado pela impressao digital. Para 2000, a empresa pretende incluir esse leitor nos seus notebooks.



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Tecnologias da biométrica poem fim à era das senhas

Cibele Gandolpho
Da Redaçao 

04/10/1999 | 18:41


Em tempos em que a ordem é segurança e privacidade, a multiplicaçao de senhas acaba se tornando um problema para as pessoas. Senha para o banco, outra para o cartao de crédito, uma terceira para o provedor de acesso à Internet, outra ainda para conectar o desktop ao servidor da empresa... Sem contar as senhas dos e-mails. Haja memória! E, para piorar, os administradores recomendam que a senha tenha seis dígitos e que nao sejam datas fáceis, como as de aniversários. Atualmente, o uso de senhas é o mecanismo de segurança mais disseminado no meio comercial, porém, nao é dos mais seguros. Novas tecnologias, como a biométrica, prometem acabar de vez com a ditadura dos números e letras.

A biométrica é o reconhecimento automático de uma característica única do corpo humano ou de uma açao pessoal. Há vários tipos, como o reconhecimento da palma da mao, íris, face, voz e impressoes digitais. Segundo especialistas no assunto, os sistemas biométricos sao superiores, porque oferecem um meio intransferível de identificar pessoas. O sistema mais difundido no Brasil é o reconhecimento de impressoes digitais, também chamado de datiloscopia. Esse método é utilizado pela polícia em casos de investigaçao.

De acordo com Hugo Vieira Neto, professor do Departamento de Eletrônica e Telecomunicaçoes do Cefet-PR (Centro Federal de Educaçao Tecnológica do Paraná), o princípio do equipamento de biométrica é simples, sendo composto por um prisma, alguns elementos óticos e uma câmera de vídeo. No que se refere ao software, o sistema se compoe de um banco de imagens, que faz a comparaçao com a informaçao introduzida pelo sistema ótico, reconhecendo ou nao a pessoa.

Vieira desenvolveu um sistema de reconhecimento em sua dissertaçao de mestrado, que captura imagens das impressoes digitais, além do software de identificaçao. "Essa tecnologia está crescendo muito no Brasil. O sistema pode ser conectado a qualquer micro pessoal equipado com uma placa de captura de vídeo."

O professor acredita que facilitaria muito se as pessoas nao tivessem de decorar senhas. "O atual estado dos sistemas de reconhecimento de digitais já permite um elevado grau de segurança para aplicaçoes reais", explica.  

Uma das empresas que comercializa esse dispositivo é a Top Vision. O equipamento, chamado FingerCard, armazena dados pessoais com as características biométricas intransferíveis das pessoas cadastradas. O sistema funciona da seguinte forma: ao colocar o dedo no scanner por três segundos, o software digitaliza a imagem e avalia sua qualidade. Depois é feita uma leitura da impressao digital, que fica armazenada no FingerCard. O sistema compara a imagem cadastrada com a captada pelo scanner, respondendo assim o resultado e indicando a tomada de açao adequada. Esse recurso tem sido utilizado em acesso a áreas restritas, como aeroportos e bancos.

Controle - A Proxxybank Telecomunicaçoes, de Sao Paulo, há três meses atua no mercado com o Veriprint. "Os coletores sao muito usados como controle de ponto dos funcionários. É comum encontrá-los também em fechaduras elétricas ou catracas para controlar o acesso a ambientes", diz Cleber Eduardo Tomiello, proprietário da Proxxybank. Cada digital ocupa 2 kb; o aparelho é capaz de armazenar 3,5 mil digitais e pesa 1,02 kg.  

Ainda nao muito difundido no Brasil, o reconhecimento de íris já está disponível em muitos estabelecimentos comerciais da Europa. O processo é simples: basta o usuário olhar para a câmera por alguns segundos. O computador compara entao a imagem gravada no cadastro com a atual. Embora o custo desse método seja significativamente mais alto do que os meios convencionais, avanços tecnológicos deverao tornar esse sistema mais competitivo. Já o reconhecimento de face utiliza as mesmas características do de íris, porém, com maior custo. 

Gigantes - Grandes empresas também já apostam na biométrica. A IBM lançará até o final do ano a versao em português do ViaVoice, um software que faz o reconhecimento automático de voz pelo micro. Essa tecnologia, no entanto, ainda apresenta alguns problemas, como no caso de rouquidao.

Batizada de Millenium, a nova versao contará com recursos de navegaçao na Internet, e-mail e chat por meio de reconhecimento de voz. "Antes de lançar o produto, é necessário treinar o software lendo 50 frases para ele", explica Helena Lundin, gerente de produto da linha de sistemas de voz da IBM. O ViaVoice será comercializado em três pacotes, com preços que variam de US$ 60 a US$ 179.  

A Compaq também desenvolveu um equipamento que permite ao usuário de PCs ser identificado pela impressao digital. Para 2000, a empresa pretende incluir esse leitor nos seus notebooks.

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