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A Segunda Guerra. O gasogênio. A vida vivida

De 1939 a 1945, a Segunda Guerra Mundial.


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

18/08/2011 | 00:00


Os reflexos alcançaram o Grande ABC, que à época era formado por um único município - Santo André e seus vários distritos. Como sobreviver às carências e restrições daqueles anos duríssimos? O jovem médico Octaviano Gaiarsa tinha muito a fazer e a assistir, a começar pelo primeiro filho que chegava.

Setenta anos depois, o bebê da foto rememora aqueles momentos. Retransmite o que o pai historiador contou.

Tempo de racionamento

Texto: Ângelo Gaiarsa Neto

Durante a Segunda Guerra Mundial, com o racionamento de gasolina, os proprietários de veículos automotores enfrentaram grandes dificuldades. A maioria dos veículos era mantida na garagem, em cima de cavaletes, para não estragar os pneus.

Era possível, mas caro, o uso de uma engenhoca chamada ‘gasogênio'. Os irmãos Platzer, de Santo André, especializaram-se na construção dos aparelhos. Octaviano Gaiarsa, como médico, foi obrigado a usar o gasogênio para assistir aos seus pacientes quando das visitas que a eles fazia. Era o médico de família em ação.

Líria Alves, graduada em Química, explica que o gasogênio era o gás obtido por meio da queima de carvão. Requeria um equipamento acoplado na traseira dos veículos. O motor funcionava com os gases obtidos pela queima do carvão ou lenha.

 O INDUSTRIAL

Entre 1940 e 1946, Gaiarsa, para atender ao mercado de reposição, financiou a montagem e manteve uma pequena indústria de lançadeiras (até então importadas juntamente com os teares ingleses) em conjunto com um de seus cunhados, exímio marceneiro, Oswaldo Gambini, e seu sócio Ivo Guidetti.

A empresa chamava-se Gaiarsa & Guidetti & Cia. Fabricava as então famosas Lançadeiras GG. Era fornecedor original para a Fiação e Tecelagem Santo André, do pai Angelo e tio Bernardo. A empresa expandiu o mercado para várias localidades do Estado.

ITALIANOS

Na guerra, os italianos não podiam ter propriedades em seu nome. Tempo da aliança de Benito Mussolini com Hitler. A tecelagem de Ângelo Gaiarsa, então, foi posta no nome do filho mais velho, Dr. Octaviano.

Em 1946, tudo mudou. Acabou a guerra. Octaviano vendeu a sua indústria, idem o pai, já que os filhos médicos desinteressam-se em manter a atividade.

AMANHÃ NA II SEMANA

OCTAVIANO GAIARSA

Um legado

DIÁRIO HÁ 30 ANOS

Terça-feira, 18 de agosto de 1981

Manchete - Ford cumpre acordo firmado em julho e demitirá mais 945

Ribeirão Pires -  Três candidatos ocupam centro do palco eleitoral: José Waldemar Romaldini, João Batista Rocha e Valdírio Prisco.

Rio Grande da Serra - Rede Ferroviária Federal aumenta de 29 para 42 o número de trens que atendem o município.

Aramaçan - Elza Soares faz show na festa dos 51 anos do clube.

Metalúrgicos - Show do conjunto folclórico Popular da Palestina no Sindicato de São Bernardo e Diadema.

Futebol - Pelo Acesso, domingo, no Baetão, Aliança 1, Paulista 1; em São João da Boa Vista, Palmeiras 1, Santo André 0.

EM 18 DE AGOSTO DE...

1911 - Instalado o Distrito de Paz de Santo André.

1913- Inaugurado o Primeiro de Maio FC. São 98 anos de história, a caminho do centenário em 2013.

1924 - Alice Benedetti Polydoro nasceu em Itatiba (SP). Veio jovem para Mauá. Trabalhou na Porcelana Mauá. Casou-se na cidade com Orestes Polidoro, operário do Curtume Mauá. Constituiu uma linda família. Ultimamente residia na Vila Humaitá, preservando um quintal com muitos pés de árvores frutíferas.

A turma da Philips

O Grupo Philips, com suas várias unidades, como a antiga Ibrap, não está mais em Capuava. Mas seus antigos colaboradores continuam a se reunir. Hoje será o 13º reencontro, das 11h às 16h, no Best Boll (Avenida dos Estados, 7.040). Um almoço será servido, muitas histórias relembradas. Espera-se a presença de 75 pessoas. A comissão organizadora é composta por Manoel Barros, Jesus Bagnara, José Feccheio, Benedito Machado e José Mendes Ferreira, com o apoio de Joaquim dos Santos.

SANTOS DO DIA

 Alípio, Agapito, Ângelo D'Agostini, Firmino, Helena, Lauro e Polieno. Santa Helena (Bitinia, Ásia Menor, século 3 - Roma século 4). Mulher de Constâncio, mãe de Constantino, imperador de Roma. Dedicou-se à evangelização e expansão do catolicismo em todos os domínios romanos. O culto à Santa Helena é um dos mais antigos da Igreja Católica.



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