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Explosão de gripe suína não assusta profissionais da Saúde

Para infectologista do Hospital Mário Covas, número de casos vai aumentar, mas não há motivo para pânico


William Cardoso
Do Diário do Grande ABC

18/07/2009 | 08:52


O rápido crescimento no número de casos da gripe suína, nome popular da influenza A (H1N1) não causa espanto aos profissionais da Saúde. O alastramento da doença entre a população já era esperado e está dentro do padrão aguardado pelas autoridades, que alegam que as mortes dos últimos dias não devem ser encaradas como motivo de pânico.

A comparação entre a taxa de letalidade da gripe comum e a suína dá razão aos especialistas, que pedem calma. A cada 1.000 pessoas contaminadas, apenas quatro vêm a falecer - índice de 0,45%.

O coordenador do Crie (Centro de Referência de Imunobiológicos) do Hospital Mário Covas, Munir Akar Ayub, explica que a doença irá atingir um grande número de pessoas. "Era uma explosão esperada. A OMS (Organização Mundial de Saúde) nem vai contar mais os casos."

A possibilidade de ter o vírus por perto é grande, mas deve preocupar apenas menores de 2 anos e idosos. Pessoas com baixa imunidade e grávidas também estão no grupo de risco. No restante da população, é provável até que se pegue a gripe suína sem que se saiba. "Ela vai se alastrar. Não tem jeito", explica Ayub.

A estimativa é de que cerca de 5.000 viajantes cheguem ao Brasil por dia em voos internacionais. Controlar essa multidão é inviável, e as autoridades sanitárias já trabalham com um quadro onde as pessoas transmitem o vírus antes mesmo de ficarem doentes. "Vão apresentar os sintomas até 72 horas depois do desembarque. A circulação é grande e rápida", explica o infectologista do Mário Covas.

A preocupação inicial com a doença era porque ninguém conhecia o H1N1. Por ser parecido com o da gripe espanhola, existe uma preocupação de que se torne mais agressivo com o passar do tempo. "Mas pode também se modificar e ser até mais simples e menos letal do que hoje", diz Ayub.

O novo perfil da doença já faz com o Ministério da Saúde mude os procedimentos no atendimento à população, algo que já vem sendo seguido pelo Hospital Mário Co



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