Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 19 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Jornalista se dedica à literatura

Hildebrando Pafundi, 70 anos, ganhou diversos prêmios
nacionais de literatura com os seus contos sobre o cotidiano


Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

04/06/2010 | 07:15


Escrever não importa em qual formato, esse é o ofício do jornalista, escritor e cronista Hildebrando Pafundi, 70 anos.

Ao longo da extensa carreira passou pelas redações do Diário e do Estado de S. Paulo, onde ficou por mais de 20 anos. A sua área de atuação foi diversa, cobrindo desde política até as lendárias greves dos anos 1970 e teve contato diário com grandes líderes, como o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nesta época trabalhávamos muito e não era nada fácil. Todos os dias tinha que mandar textos para São Paulo", lembra.

Além da função de repórter, Pafundi também desempenhava a tarefa de repórter fotográfico. "Tinha dia que precisa sair correndo dos policiais, porque a gente registrava eles batendo nos trabalhadores. Era uma tensão, às vezes as fotos não saíam por causa da censura da ditadura militar", conta.

Pafundi também escreve com frequëncia contos, sendo premiado em diversos concursos nacionais de literatura. Um dos mais reconhecidos é o texto Greve dos Coveiros, que recebeu o prêmio no Concurso de Poesia e Conto Professora Marly Cerqueira Lima no Rio de Janeiro em 2002.

O escritor em 2008 lançou a sua quarta obra, o livro infantil Janela da liberdade e outras histórias.

Aposentado desde 2000, parou de trabalhar sete anos mais tarde, mas não conseguiu deixar de lado a paixão. Ele dedica parte do seu tempo na produção de novas histórias e na preparação do seu quinto livro.

"Não tem como parar completamente, atualmente passo o dia escrevendo crônicas sobre o cotidiano e ainda trabalho na composição de mais um livro infantil, além do relançamento do meu primeiro título Tramas e dramas da vida urbana" que está esgotado, comenta orgulhoso.

Mesmo com o processo criativo funcionando perfeitamente, Pafundi ainda consegue encontrar um tempo na agenda para encontrar os amigos em saraus e encontros literários no Grande ABC, e manter outro passatempo, a arrumação da biblioteca na sua casa,em Santo André, com cerca de cinco mil títulos.

"Tudo o que eu faço é ligado com a literatura. Para quem começou colaborando no jornal interno de uma metalúrgica está bom demais", conta sobre o início da carreira.

Uma passagem é no mínimo curiosa, o seu pai queria que ele fosse médico de qualquer jeito, o máximo que chegou foi ser dono de farmácia.

"Trabalhei muito em farmácia desde entregador até dono, mas infelizmente não era o que eu queria e também não deu certo a sociedade e precisamos fechar", comenta.

Outro título que deixa Pafundi realizado foi o convide para fazer parte da Academia de Letras da Grande São Paulo em 2004. A sua cadeira é de 21 que já pertenceu ao Dom Jorge Marcos de Oliveira, primeiro bispo de Santo André. O escritor também tem vaga garantida na Academia Popular de Letras.

"Quando tem reunião eu vou, mas passo grande parte do dia escrevendo ou lendo. Gosto muito de Jorge Amado e dos clássicos franceses e russos."

Trecho

A Greve dos Coveiros

"A quantidade profissionais especializados em cavar sepulturas era muito pequena, apenas cinco homens trabalhavam na necrópole. Por esse motivo, não existia um sindicato da categoria e sim uma sociedade, que foi registrada com o nome de Associação Unida dos Coveiros (AUC), e se reunia uma vez a cada dois meses em caráter ordinário, de acordo com o estatuto da entidade.

A assembléia geral dos associados era realizada só uma vez por ano, ou em qualquer época, em caráter extraordinário. Na época da fundação havia duas opções para o nome da entidade. A outra era Associação dos Coveiros Unidos, que foi descartada porque a sigla ACU certamente provocaria muita gozação e piadinhas sem graça entre os freqüentadores dos botequins e entre os aposentados, usuários da praça no centro da cidade.

Como eram cinco os fundadores e os associados da entidade, eles acabaram sendo também os membros da diretoria, constituída por presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro. O único que ficou sem cargo assumiu o conselho fiscal (...)."
Extraído de trecho do conto que pode ser lido na internet.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Jornalista se dedica à literatura

Hildebrando Pafundi, 70 anos, ganhou diversos prêmios
nacionais de literatura com os seus contos sobre o cotidiano

Willian Novaes
Do Diário do Grande ABC

04/06/2010 | 07:15


Escrever não importa em qual formato, esse é o ofício do jornalista, escritor e cronista Hildebrando Pafundi, 70 anos.

Ao longo da extensa carreira passou pelas redações do Diário e do Estado de S. Paulo, onde ficou por mais de 20 anos. A sua área de atuação foi diversa, cobrindo desde política até as lendárias greves dos anos 1970 e teve contato diário com grandes líderes, como o então sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva.

"Nesta época trabalhávamos muito e não era nada fácil. Todos os dias tinha que mandar textos para São Paulo", lembra.

Além da função de repórter, Pafundi também desempenhava a tarefa de repórter fotográfico. "Tinha dia que precisa sair correndo dos policiais, porque a gente registrava eles batendo nos trabalhadores. Era uma tensão, às vezes as fotos não saíam por causa da censura da ditadura militar", conta.

Pafundi também escreve com frequëncia contos, sendo premiado em diversos concursos nacionais de literatura. Um dos mais reconhecidos é o texto Greve dos Coveiros, que recebeu o prêmio no Concurso de Poesia e Conto Professora Marly Cerqueira Lima no Rio de Janeiro em 2002.

O escritor em 2008 lançou a sua quarta obra, o livro infantil Janela da liberdade e outras histórias.

Aposentado desde 2000, parou de trabalhar sete anos mais tarde, mas não conseguiu deixar de lado a paixão. Ele dedica parte do seu tempo na produção de novas histórias e na preparação do seu quinto livro.

"Não tem como parar completamente, atualmente passo o dia escrevendo crônicas sobre o cotidiano e ainda trabalho na composição de mais um livro infantil, além do relançamento do meu primeiro título Tramas e dramas da vida urbana" que está esgotado, comenta orgulhoso.

Mesmo com o processo criativo funcionando perfeitamente, Pafundi ainda consegue encontrar um tempo na agenda para encontrar os amigos em saraus e encontros literários no Grande ABC, e manter outro passatempo, a arrumação da biblioteca na sua casa,em Santo André, com cerca de cinco mil títulos.

"Tudo o que eu faço é ligado com a literatura. Para quem começou colaborando no jornal interno de uma metalúrgica está bom demais", conta sobre o início da carreira.

Uma passagem é no mínimo curiosa, o seu pai queria que ele fosse médico de qualquer jeito, o máximo que chegou foi ser dono de farmácia.

"Trabalhei muito em farmácia desde entregador até dono, mas infelizmente não era o que eu queria e também não deu certo a sociedade e precisamos fechar", comenta.

Outro título que deixa Pafundi realizado foi o convide para fazer parte da Academia de Letras da Grande São Paulo em 2004. A sua cadeira é de 21 que já pertenceu ao Dom Jorge Marcos de Oliveira, primeiro bispo de Santo André. O escritor também tem vaga garantida na Academia Popular de Letras.

"Quando tem reunião eu vou, mas passo grande parte do dia escrevendo ou lendo. Gosto muito de Jorge Amado e dos clássicos franceses e russos."

Trecho

A Greve dos Coveiros

"A quantidade profissionais especializados em cavar sepulturas era muito pequena, apenas cinco homens trabalhavam na necrópole. Por esse motivo, não existia um sindicato da categoria e sim uma sociedade, que foi registrada com o nome de Associação Unida dos Coveiros (AUC), e se reunia uma vez a cada dois meses em caráter ordinário, de acordo com o estatuto da entidade.

A assembléia geral dos associados era realizada só uma vez por ano, ou em qualquer época, em caráter extraordinário. Na época da fundação havia duas opções para o nome da entidade. A outra era Associação dos Coveiros Unidos, que foi descartada porque a sigla ACU certamente provocaria muita gozação e piadinhas sem graça entre os freqüentadores dos botequins e entre os aposentados, usuários da praça no centro da cidade.

Como eram cinco os fundadores e os associados da entidade, eles acabaram sendo também os membros da diretoria, constituída por presidente, vice-presidente, secretário e tesoureiro. O único que ficou sem cargo assumiu o conselho fiscal (...)."
Extraído de trecho do conto que pode ser lido na internet.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;