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‘Cinquenta Tons de Liberdade’ encerra trilogia de soft pornô com final careta


Marcela Munhoz

08/02/2018 | 07:00


 Há sete anos, o primeiro livro de E.L. James começou a passar de mão em mão, especialmente das mulheres mais velhas, que enxergaram em Cinquenta Tons de Cinza espécie de pornografia disfarçada e, por algum motivo, considerada ‘permitida’. A trama com um cara interessante, bonito, poderoso e dominador, que fazia questão de realizar os desejos com garota inexperiente, mesmo que à base de ‘palmadas’ – ao estilo sadomasoquista – ganhou os holofotes, fãs e críticos, principalmente.

Com os outros dois livros já lançados, a estreia da trilogia nos cinemas, em 2015, causou alvoroço. As mesmas mulheres agora tinham a chance de ver nas telonas o ‘sonho de consumo’ Sr. Grey, um tipo de Rodrigo Hilbert que não sabe cozinhar e tem gostos sexuais peculiares – personificado em Jamie Dornan.

Muitas gostaram da adaptação, mas a maioria achou que a direção pegou leve demais, especialmente no vocabulário e cenas de sexo com Anastasia, a ainda desconhecida Dakota Johnson. Foi classificado como soft pornô. Em 2017, a saga voltou com o segundo filme, Cinquenta Tons Mais Escuros, um pouco mais apimentado, é verdade, mas ainda motivo de piada por seu roteiro fraco.

Hoje estreia o último da trilogia, Cinquenta Tons de Liberdade, e a pergunta que fica no ar é: valeu a pena esperar desde 2015 para ver o fim da história? Não e sim. Não porque, para quem leu, a trama já era conhecida e com história muito batida. A parte de ação e perseguição por um ‘inimigo’ do passado de Grey, Jack Hyde (vivido por Eric Johnson) não empolga, é absolutamente forçada – o cara dribla várias vezes a segurança – e fica em total segundo plano.

Mas, o que conta é a relação entre Anna e Christian, certo? Bom, neste ponto podemos considerar um ‘sim’. Parece que os dois conseguem acertar a dose da química e, pelo menos, nas cenas de sexo – e são muitas, em momentos inapropriados até – a dupla mostrou que ensaiou muito bem.

Sobre toda a problemática psicológica que envolve o casal, especialmente, o bilionário e sua fixação por dominar, a resposta não poderia deixar de ser outra: só o amor salva. Final ‘baunilha’ – os fãs entenderão – demais para um cara tão controlador que dá até falta de ar. Tudo bem que a Srª Grey consegue, finalmente, se impor, mas sete anos é muito tempo para testemunhar o desfecho. Então, se me dessem hoje o primeiro livro, certamente deixaria de lado. Mas vale, sim, fechar o ciclo.



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‘Cinquenta Tons de Liberdade’ encerra trilogia de soft pornô com final careta

Marcela Munhoz

08/02/2018 | 07:00


 Há sete anos, o primeiro livro de E.L. James começou a passar de mão em mão, especialmente das mulheres mais velhas, que enxergaram em Cinquenta Tons de Cinza espécie de pornografia disfarçada e, por algum motivo, considerada ‘permitida’. A trama com um cara interessante, bonito, poderoso e dominador, que fazia questão de realizar os desejos com garota inexperiente, mesmo que à base de ‘palmadas’ – ao estilo sadomasoquista – ganhou os holofotes, fãs e críticos, principalmente.

Com os outros dois livros já lançados, a estreia da trilogia nos cinemas, em 2015, causou alvoroço. As mesmas mulheres agora tinham a chance de ver nas telonas o ‘sonho de consumo’ Sr. Grey, um tipo de Rodrigo Hilbert que não sabe cozinhar e tem gostos sexuais peculiares – personificado em Jamie Dornan.

Muitas gostaram da adaptação, mas a maioria achou que a direção pegou leve demais, especialmente no vocabulário e cenas de sexo com Anastasia, a ainda desconhecida Dakota Johnson. Foi classificado como soft pornô. Em 2017, a saga voltou com o segundo filme, Cinquenta Tons Mais Escuros, um pouco mais apimentado, é verdade, mas ainda motivo de piada por seu roteiro fraco.

Hoje estreia o último da trilogia, Cinquenta Tons de Liberdade, e a pergunta que fica no ar é: valeu a pena esperar desde 2015 para ver o fim da história? Não e sim. Não porque, para quem leu, a trama já era conhecida e com história muito batida. A parte de ação e perseguição por um ‘inimigo’ do passado de Grey, Jack Hyde (vivido por Eric Johnson) não empolga, é absolutamente forçada – o cara dribla várias vezes a segurança – e fica em total segundo plano.

Mas, o que conta é a relação entre Anna e Christian, certo? Bom, neste ponto podemos considerar um ‘sim’. Parece que os dois conseguem acertar a dose da química e, pelo menos, nas cenas de sexo – e são muitas, em momentos inapropriados até – a dupla mostrou que ensaiou muito bem.

Sobre toda a problemática psicológica que envolve o casal, especialmente, o bilionário e sua fixação por dominar, a resposta não poderia deixar de ser outra: só o amor salva. Final ‘baunilha’ – os fãs entenderão – demais para um cara tão controlador que dá até falta de ar. Tudo bem que a Srª Grey consegue, finalmente, se impor, mas sete anos é muito tempo para testemunhar o desfecho. Então, se me dessem hoje o primeiro livro, certamente deixaria de lado. Mas vale, sim, fechar o ciclo.

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