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Rumsfeld critica gastos militares da China


Da AFP

04/06/2005 | 11:02


O secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, afirmou neste sábado que os gastos militares da China são superiores ao que o país admite oficialmente e colocam em risco o equilíbrio de forças na região Ásia-Pacífico.

Um estudo do Pentágono, que será publicado ainda neste mês, destaca que o orçamento de Defesa chinês é o maior da região e o terceiro do mundo.

"Como nenhuma nação ameaça a China, não posso deixar de me perguntar: A que se deve este crescente investimento? Por que continuam estas grandes compras de armas?", questionou Rumsfeld diante de ministros de Defesa e especialistas militares reunidos em Cingapura para uma conferência anual de segurança internacional.

O chefe da delegação chinesa, Cui Tiankai, alto funcionário do ministério das Relações Exteriores, perguntou a Rumsfeld: "Você realmente acredita que a China não está sob nenhuma ameaça de nenhuma parte do mundo? E você acredita sinceramente que os Estados Unidos se sentem ameaçados pelo chamado progresso da China?".

Rumsfeld respondeu que não sabe qual país pode ameaçar Pequim. "A resposta é não, não nos sentimos ameaçados pelo progresso da China", acrescentou.

"Se todos concordam que a situação entre a República Popular da China e Taiwan será resolvida de forma pacífica, então é preciso perguntar a que se deve este significativo aumento de mísseis balísticos diante de Taiwan", destacou o secretário de Estado.

No início do ano, a China anunciou um aumento de 12,6% em seus gastos militares, que passaram ao equivalente a US$ 29,5 bilhões.

O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, afirmou em seu discurso de abertura na sexta-feira que uma estratégia de enfrentar a China provocaria sua inimizade sem bloquear seriamente seu crescimento. Além disso, lembrou que qualquer tentativa de conter a China encontrará pouco apoio na região.

Em seu discurso, Rumsfeld também reiterou a preocupação americana com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte. "As ambições nucleares de Pyongyang ameaçam a segurança e a estabilidade da região, assim como do mundo", advertiu.

Rumsfeld também afirmou que a China é o único país que pode persuadir a Coréia do Norte a retornar à mesa de negociações multilaterais. "O mundo inteiro ficaria satisfeito se a China se comprometesse com soluções pacíficas e seu povo trabalhador e bem-educado contribuísse para a paz internacional e a prosperidade", disse.

No entanto, Rumsfeld disse que o crescimento econômico da China não está acompanhado de liberdade política. "Em algum momento, a China terá que adotar alguma forma de governo aberto, representativo, se deseja obter plenamente os benefícios a que aspira seu povo".

O secretário de Defesa dos Estados Unidos admitiu que o Pentágono espera fortalecer os vínculos militares com a Índia, outro país emergente da Ásia. "A direção para a qual caminha a Índia está muito clara e é possível antecipar que a relação com a Índia continuará se fortalecendo no futuro próximo", declarou Rumsfeld.



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Rumsfeld critica gastos militares da China

Da AFP

04/06/2005 | 11:02


O secretário americano de Defesa, Donald Rumsfeld, afirmou neste sábado que os gastos militares da China são superiores ao que o país admite oficialmente e colocam em risco o equilíbrio de forças na região Ásia-Pacífico.

Um estudo do Pentágono, que será publicado ainda neste mês, destaca que o orçamento de Defesa chinês é o maior da região e o terceiro do mundo.

"Como nenhuma nação ameaça a China, não posso deixar de me perguntar: A que se deve este crescente investimento? Por que continuam estas grandes compras de armas?", questionou Rumsfeld diante de ministros de Defesa e especialistas militares reunidos em Cingapura para uma conferência anual de segurança internacional.

O chefe da delegação chinesa, Cui Tiankai, alto funcionário do ministério das Relações Exteriores, perguntou a Rumsfeld: "Você realmente acredita que a China não está sob nenhuma ameaça de nenhuma parte do mundo? E você acredita sinceramente que os Estados Unidos se sentem ameaçados pelo chamado progresso da China?".

Rumsfeld respondeu que não sabe qual país pode ameaçar Pequim. "A resposta é não, não nos sentimos ameaçados pelo progresso da China", acrescentou.

"Se todos concordam que a situação entre a República Popular da China e Taiwan será resolvida de forma pacífica, então é preciso perguntar a que se deve este significativo aumento de mísseis balísticos diante de Taiwan", destacou o secretário de Estado.

No início do ano, a China anunciou um aumento de 12,6% em seus gastos militares, que passaram ao equivalente a US$ 29,5 bilhões.

O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, afirmou em seu discurso de abertura na sexta-feira que uma estratégia de enfrentar a China provocaria sua inimizade sem bloquear seriamente seu crescimento. Além disso, lembrou que qualquer tentativa de conter a China encontrará pouco apoio na região.

Em seu discurso, Rumsfeld também reiterou a preocupação americana com o programa de armas nucleares da Coréia do Norte. "As ambições nucleares de Pyongyang ameaçam a segurança e a estabilidade da região, assim como do mundo", advertiu.

Rumsfeld também afirmou que a China é o único país que pode persuadir a Coréia do Norte a retornar à mesa de negociações multilaterais. "O mundo inteiro ficaria satisfeito se a China se comprometesse com soluções pacíficas e seu povo trabalhador e bem-educado contribuísse para a paz internacional e a prosperidade", disse.

No entanto, Rumsfeld disse que o crescimento econômico da China não está acompanhado de liberdade política. "Em algum momento, a China terá que adotar alguma forma de governo aberto, representativo, se deseja obter plenamente os benefícios a que aspira seu povo".

O secretário de Defesa dos Estados Unidos admitiu que o Pentágono espera fortalecer os vínculos militares com a Índia, outro país emergente da Ásia. "A direção para a qual caminha a Índia está muito clara e é possível antecipar que a relação com a Índia continuará se fortalecendo no futuro próximo", declarou Rumsfeld.

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