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Poluição veicular cai na Região Metropolitana, diz Cetesb

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Estudo aponta redução de até 75% na emissão de partículas que trazem prejuízos à saúde


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/12/2019 | 07:00


Estudo da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgado ontem mostra que houve redução na emissão de poluentes por veículos automotores em todo o Estado de São Paulo. Na Região Metropolitana, que inclui as sete cidades do Grande ABC, as quedas variam de 38,9% na emissão de óxidos de hidrogênio entre 2006 e 2018, passando de 71.131 toneladas ao ano para 43.438 ton/ano, até redução de 75,15% no dióxido de enxofre, que foi de 4.176 ton/ano em 2006 e 1.300 ton/ano em 2018.

A emissão de material particulado, um dos principais agentes causadores de males à saúde como doenças respiratórias e cardíacas, passou de 2.493 ton/ano para 1.130 ton/ao no período.

Consultor na área ambiental, Carlos Henrique de Oliveira apontou que melhorias tecnológicas nos motores dos veículos e nos combustíveis, a competitividade no preço do etanol com relação à gasolina e o aumento na velocidade média de ônibus com a criação de corredores exclusivos são os fatores que contribuíram para a redução nos índices.

O especialista citou, no entanto, que mesmo em queda, os números ainda estão acima dos recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A orientação para material particulado é de 20 microgramas por m³ por ano. Na Região Metropolitana, esse índice é perto de 30 µg/ano. “O Brasil ficou muitos anos sem se adequar aos padrões de qualidade do ar estabelecidos pela OMS. Isso resulta em problemas à saúde, principalmente de crianças e idosos”, completou.

Integrante da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), José Luiz Aziz explicou que entre 10% e 15% das mortes causadas por doenças vasculares estão associadas à poluição. Segundo ele, estudos apontam que os efeitos dos poluentes no organismo, e em especial nas artérias, são mais prejudiciais do que o tabagismo. “É um assunto muito importante. Medidas de recuperação da qualidade do ar, como inspeção veicular, devem ser adotadas como políticas públicas e não apenas pontuais e por interesses políticos”, completou.

O pneumologista Gunther Kissman frisou que medidas como catalisadores nos veículos, adotados desde 1997, têm conseguido amortecer a emissão de poluentes, mesmo com o crescimento da frota. Em 2018, a frota do Grande ABC chegou a 1,789 milhão de veículos, aumento de 79% na comparação com 2006, quando havia 999,1 mil veículos.



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Poluição veicular cai na Região Metropolitana, diz Cetesb

Estudo aponta redução de até 75% na emissão de partículas que trazem prejuízos à saúde

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

17/12/2019 | 07:00


Estudo da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) divulgado ontem mostra que houve redução na emissão de poluentes por veículos automotores em todo o Estado de São Paulo. Na Região Metropolitana, que inclui as sete cidades do Grande ABC, as quedas variam de 38,9% na emissão de óxidos de hidrogênio entre 2006 e 2018, passando de 71.131 toneladas ao ano para 43.438 ton/ano, até redução de 75,15% no dióxido de enxofre, que foi de 4.176 ton/ano em 2006 e 1.300 ton/ano em 2018.

A emissão de material particulado, um dos principais agentes causadores de males à saúde como doenças respiratórias e cardíacas, passou de 2.493 ton/ano para 1.130 ton/ao no período.

Consultor na área ambiental, Carlos Henrique de Oliveira apontou que melhorias tecnológicas nos motores dos veículos e nos combustíveis, a competitividade no preço do etanol com relação à gasolina e o aumento na velocidade média de ônibus com a criação de corredores exclusivos são os fatores que contribuíram para a redução nos índices.

O especialista citou, no entanto, que mesmo em queda, os números ainda estão acima dos recomendados pela OMS (Organização Mundial de Saúde). A orientação para material particulado é de 20 microgramas por m³ por ano. Na Região Metropolitana, esse índice é perto de 30 µg/ano. “O Brasil ficou muitos anos sem se adequar aos padrões de qualidade do ar estabelecidos pela OMS. Isso resulta em problemas à saúde, principalmente de crianças e idosos”, completou.

Integrante da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo), José Luiz Aziz explicou que entre 10% e 15% das mortes causadas por doenças vasculares estão associadas à poluição. Segundo ele, estudos apontam que os efeitos dos poluentes no organismo, e em especial nas artérias, são mais prejudiciais do que o tabagismo. “É um assunto muito importante. Medidas de recuperação da qualidade do ar, como inspeção veicular, devem ser adotadas como políticas públicas e não apenas pontuais e por interesses políticos”, completou.

O pneumologista Gunther Kissman frisou que medidas como catalisadores nos veículos, adotados desde 1997, têm conseguido amortecer a emissão de poluentes, mesmo com o crescimento da frota. Em 2018, a frota do Grande ABC chegou a 1,789 milhão de veículos, aumento de 79% na comparação com 2006, quando havia 999,1 mil veículos.

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