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Intensa beleza


Alexandre Coelho
Da TV Press

31/01/2006 | 08:43


Maria Flor sabe exatamente o que quer. E isto fica evidente na postura segura e no olhar confiante. A atriz de apenas 22 anos, dá vida a Taís, de Belíssima, e sonha com papéis complexos e fortes, que não negam sua beleza genuinamente brasileira, mas também não se apóiam apenas nisso. E dá exemplos, como a personagem Nina, da peça A Gaivota, de Anton Tchékov, e como a personagem-título do filme Melinda, Melinda, de Woody Allen. “Uma personagem que eu adoraria fazer é a Heloísa, que a Cláudia Abreu interpretou na minissérie Anos Rebeldes”, afirma.

Embora a atual personagem de Maria Flor não tenha a força bruta da guerrilheira da minissérie de Gilberto Braga, não lhe falta densidade. Inclusive porque a história de Taís não é nada leve. Ela é uma menina enganada por uma rede de exploração sexual que é levada para fora do país e obrigada a se prostituir. Para construir a personagem, Maria Flor aproveitou as observações que fez sobre o universos das garotas de programa para o filme O Diabo a Quatro (2004), em que interpretou uma prostituta. Além disso, foi atrás dos relatos na internet de casos similares ao de Taís. “Eu fui atrás de depoimentos dessas meninas para saber como isso funciona, saber como elas começaram nessa vida”, diz. O laboratório para viver a personagem incluiu, além de leituras de depoimentos de meninas de programa, visitas a boates eróticas e locais de prostituição onde a atriz estudou o perfil das garotas de programa.

O mergulho no mundo nada fácil da prostituição trouxe a tal densidade à personagem e deixou lembranças significativas para a atriz. Maria Flor classifica de “muito tristes” os relatos que ouviu de meninas frias, marcadas pelo sofrimento e, em geral, desesperançadas de ter um futuro melhor. Apesar dos sentimentos pesados deixados por sua pesquisa, a atriz se diz feliz por fazer um papel revelador, que mostra uma realidade que muita gente prefere não ver. “Fazer uma prostituta na televisão é marcante. É um tema difícil e uma responsabilidade grande”, afirma.

Personagens densos não são novidade na curta trajetória televisiva de Maria Flor. A atriz debutou na telinha em 2003, como a mal-humorada Rê, da novelinha Malhação. Já no ano seguinte, veio o convite para interpretar a Tina, no remake de Cabocla, uma personagem não menos sofrida que seu atual papel em Belíssima. A atriz, contudo, não se incomodou com a choradeira depressiva de sua personagem em Cabocla. E tampouco com o árduo destino de sua atual personagem. Muito pelo contrário, ela é das que consideram que novela que se preze precisa de ter uma boa dose de drama. “Eu gosto. Geralmente as pessoas me chamam para esse tipo de papel porque eu gosto da emoção, do drama”, diz.

Carregado de drama ou não, o teatro sempre exerceu fascínio sobre a atriz. Desde criança ela se dividia entre as aulas de balé e os cursos de interpretação. Já na adolescência, alguns testes e a vontade de ganhar o próprio dinheiro levaram-na ao mercado publicitário. Ainda assim, mesmo com os bons cachês de anúncios e campanhas publicitárias, a expressão artística continuava sendo o objetivo maior da atriz, fosse através do teatro, fosse através da dança. E quando o balé passou a acenar com um horizonte mais promissor, ela chegou até a pensar em se dedicar somente a esta arte. “Houve um momento em que eu pensei em só fazer balé. Foi o convite para o filme O Diabo a Quatro que me trouxe de volta à interpretação”, afirma.

Este retorno acabou sendo um bom negócio. Desde que atuou em O Diabo a Quatro Maria Flor fez os longas-metragens É Proibido Proibir e Quase Dois Irmãos e teve participação especial em Cazuza – O Tempo Não Pára, todos em 2004, além de três novelas, em um processo de consolidação da carreira que segue firme. Mais do que isso, a atriz teve oportunidades de atuar com antigos ídolos como Tony Ramos e Cláudia Abreu. Sem contar a chance ímpar de, a despeito de mergulhar no inferno da prostituição para viver a Taís, gravar na Grécia, um verdadeiro paraíso na Terra. “Foi uma grande experiência”, admite.


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Intensa beleza

Alexandre Coelho
Da TV Press

31/01/2006 | 08:43


Maria Flor sabe exatamente o que quer. E isto fica evidente na postura segura e no olhar confiante. A atriz de apenas 22 anos, dá vida a Taís, de Belíssima, e sonha com papéis complexos e fortes, que não negam sua beleza genuinamente brasileira, mas também não se apóiam apenas nisso. E dá exemplos, como a personagem Nina, da peça A Gaivota, de Anton Tchékov, e como a personagem-título do filme Melinda, Melinda, de Woody Allen. “Uma personagem que eu adoraria fazer é a Heloísa, que a Cláudia Abreu interpretou na minissérie Anos Rebeldes”, afirma.

Embora a atual personagem de Maria Flor não tenha a força bruta da guerrilheira da minissérie de Gilberto Braga, não lhe falta densidade. Inclusive porque a história de Taís não é nada leve. Ela é uma menina enganada por uma rede de exploração sexual que é levada para fora do país e obrigada a se prostituir. Para construir a personagem, Maria Flor aproveitou as observações que fez sobre o universos das garotas de programa para o filme O Diabo a Quatro (2004), em que interpretou uma prostituta. Além disso, foi atrás dos relatos na internet de casos similares ao de Taís. “Eu fui atrás de depoimentos dessas meninas para saber como isso funciona, saber como elas começaram nessa vida”, diz. O laboratório para viver a personagem incluiu, além de leituras de depoimentos de meninas de programa, visitas a boates eróticas e locais de prostituição onde a atriz estudou o perfil das garotas de programa.

O mergulho no mundo nada fácil da prostituição trouxe a tal densidade à personagem e deixou lembranças significativas para a atriz. Maria Flor classifica de “muito tristes” os relatos que ouviu de meninas frias, marcadas pelo sofrimento e, em geral, desesperançadas de ter um futuro melhor. Apesar dos sentimentos pesados deixados por sua pesquisa, a atriz se diz feliz por fazer um papel revelador, que mostra uma realidade que muita gente prefere não ver. “Fazer uma prostituta na televisão é marcante. É um tema difícil e uma responsabilidade grande”, afirma.

Personagens densos não são novidade na curta trajetória televisiva de Maria Flor. A atriz debutou na telinha em 2003, como a mal-humorada Rê, da novelinha Malhação. Já no ano seguinte, veio o convite para interpretar a Tina, no remake de Cabocla, uma personagem não menos sofrida que seu atual papel em Belíssima. A atriz, contudo, não se incomodou com a choradeira depressiva de sua personagem em Cabocla. E tampouco com o árduo destino de sua atual personagem. Muito pelo contrário, ela é das que consideram que novela que se preze precisa de ter uma boa dose de drama. “Eu gosto. Geralmente as pessoas me chamam para esse tipo de papel porque eu gosto da emoção, do drama”, diz.

Carregado de drama ou não, o teatro sempre exerceu fascínio sobre a atriz. Desde criança ela se dividia entre as aulas de balé e os cursos de interpretação. Já na adolescência, alguns testes e a vontade de ganhar o próprio dinheiro levaram-na ao mercado publicitário. Ainda assim, mesmo com os bons cachês de anúncios e campanhas publicitárias, a expressão artística continuava sendo o objetivo maior da atriz, fosse através do teatro, fosse através da dança. E quando o balé passou a acenar com um horizonte mais promissor, ela chegou até a pensar em se dedicar somente a esta arte. “Houve um momento em que eu pensei em só fazer balé. Foi o convite para o filme O Diabo a Quatro que me trouxe de volta à interpretação”, afirma.

Este retorno acabou sendo um bom negócio. Desde que atuou em O Diabo a Quatro Maria Flor fez os longas-metragens É Proibido Proibir e Quase Dois Irmãos e teve participação especial em Cazuza – O Tempo Não Pára, todos em 2004, além de três novelas, em um processo de consolidação da carreira que segue firme. Mais do que isso, a atriz teve oportunidades de atuar com antigos ídolos como Tony Ramos e Cláudia Abreu. Sem contar a chance ímpar de, a despeito de mergulhar no inferno da prostituição para viver a Taís, gravar na Grécia, um verdadeiro paraíso na Terra. “Foi uma grande experiência”, admite.

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