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Grandes salvam times da região

Partidas diante de equipes da Capital e o Santos ‘azulam’ bilheteria durante Campeonato Paulista


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

22/05/2017 | 07:00


Não fossem as visitas dos grandes clubes de São Paulo, Santo André e São Bernardo teriam de pagar para disputar o Paulista. Isso é o que mostram os números dos boletins financeiros da Federação Paulista com o desempenho de bilheteria das agremiações (veja ao lado). O Ramalhão, que recebeu o Santos no Bruno Daniel, teria pago R$ 792,40, em média, por partida como mandante. No Tigre, que recebeu Santos e São Paulo, a situação seria ainda pior e cada jogo no 1º de Maio custaria R$ 6.263,61.

Além do público pequeno, outros fatores explicam o baixo valor retirado das bilheterias. A cada partida o clube mandante tem de arcar com diversos custos, como taxa de policiamento, ambulância, antidoping, locação de catracas, impressão de ingressos, monitoramento por imagem e pagamento da equipe de apoio e seguranças, entre outros. As despesas, em um só confronto, ultrapassam facilmente os R$ 25 mil.

O Santo André, que não disputava a Primeira Divisão do Campeonato Paulista desde 2011, contou com a grande euforia do torcedor para lucrar nas primeiras rodadas atuando como mandante contra Ituano e São Bernardo. Logo depois, os resultados ruins em campo refletiram automaticamente na bilheteria. Das nove partidas disputadas no Bruno Daniel pelo Paulistão e pelo Troféu do Interior, em cinco o resultado financeiro foi negativo.

Caso seja excluída da conta a partida frente ao Santos, que foge da média por conta do aumento do valor do ingresso, de R$ 40 para R$ 60, e pela grande presença de santistas nas arquibancadas – foram 9.286 pagantes no total –, a bilheteria apontaria prejuízo de R$ 6.339,16.

Ainda sem contar o confronto com o Peixe, o melhor resultado em termos de público no Bruno Daniel foi na final do Troféu do Interior, diante do Ituano, que atraiu 6.467 pessoas ao estádio, mas pela promoção no preço dos ingressos, que custaram R$ 10 ou dois quilos de alimentos, a renda ficou em R$ 1.205,33. Em termos financeiros o melhor jogo do Ramalhão foi o clássico contra o São Bernardo, disputado em domingo pela manhã, com renda de R$ 21.168,10, para 3.497 pessoas.

Já a situação do São Bernardo é mais preocupante. O Tigre só conseguiu superar as despesas nas partidas contra Santos e São Paulo, que atraíram grande números de fãs dos visitantes. Nos outros quatros jogos realizados no Estádio 1º de Maio, o São Bernardo teve de pagar, literalmente, para jogar, sendo que nos piores resultados o prejuízo ultrapassou os R$ 11 mil.

Como já vinha disputando a elite do Campeonato Paulista desde 2013 – foi rebaixado e, em 2018, estará na Série A-2 –, o São Bernardo foi beneficiado e teve direito de realizar duas partidas contra os chamados grandes em seu estádio. Dessa forma, o time conseguiu equilibrar as contas e fechou com saldo positivo de R$ 137.784,35.

Situação na Série A-2 é ainda pior

Deficit na bilheteria não é resultado comum apenas aos clubes do Grande ABC que disputaram a elite do Campeonato Paulista. Na Série A-2 a situação chega a ser constrangedora. Mesmo com grandes campanhas e lutando pelos primeiros lugares da tabela do início ao fim, São Caetano e Água Santa tiveram de pagar para entrar em campo em seus estádios (veja os dados ao lado).

A pior situação é a do São Caetano, que conquistou o acesso à elite e o título. O time só conseguiu tirar dinheiro da bilheteria justamente na final do torneio, contra o Bragantino, quando lucrou R$ 6.934,93.

Incrível é que nas outras 11 partidas disputadas pelo Azulão no Anacleto Campanella, a diretoria teve de se virar para pagar as contas. Em se tratando de público, o pior desempenho também foi contra o Bragantino, na primeira fase, quando apenas 559 pessoas assistiram ao duelo. Financeiramente, o jogo contra o Penapolense, na reta final, custou R$ 15.169,34.

No geral, é possível afirmar que nas 12 partidas realizadas no Grande ABC, o São Caetano arcou com R$ 125.077,56, média de R$ 10 mil por jogo.

O Água Santa também pagou para disputar a Série A-2, ainda mais com jogos à tarde em dia útil, já que o Inamar não tem iluminação. O pior desempenho financeiro foi no confronto com o Batatais, que custou R$ 17.161,94 ao clube. O melhor resultado foi diante do Taubaté, quando lucrou R$ 14.761,08.

No geral, a diretoria do Netuno pagou R$ 40.736,47 para fazer 11 duelos em casa, média superior a R$ 3.000 por jogo.



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Partidas diante de equipes da Capital e o Santos ‘azulam’ bilheteria durante Campeonato Paulista

Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

22/05/2017 | 07:00


Não fossem as visitas dos grandes clubes de São Paulo, Santo André e São Bernardo teriam de pagar para disputar o Paulista. Isso é o que mostram os números dos boletins financeiros da Federação Paulista com o desempenho de bilheteria das agremiações (veja ao lado). O Ramalhão, que recebeu o Santos no Bruno Daniel, teria pago R$ 792,40, em média, por partida como mandante. No Tigre, que recebeu Santos e São Paulo, a situação seria ainda pior e cada jogo no 1º de Maio custaria R$ 6.263,61.

Além do público pequeno, outros fatores explicam o baixo valor retirado das bilheterias. A cada partida o clube mandante tem de arcar com diversos custos, como taxa de policiamento, ambulância, antidoping, locação de catracas, impressão de ingressos, monitoramento por imagem e pagamento da equipe de apoio e seguranças, entre outros. As despesas, em um só confronto, ultrapassam facilmente os R$ 25 mil.

O Santo André, que não disputava a Primeira Divisão do Campeonato Paulista desde 2011, contou com a grande euforia do torcedor para lucrar nas primeiras rodadas atuando como mandante contra Ituano e São Bernardo. Logo depois, os resultados ruins em campo refletiram automaticamente na bilheteria. Das nove partidas disputadas no Bruno Daniel pelo Paulistão e pelo Troféu do Interior, em cinco o resultado financeiro foi negativo.

Caso seja excluída da conta a partida frente ao Santos, que foge da média por conta do aumento do valor do ingresso, de R$ 40 para R$ 60, e pela grande presença de santistas nas arquibancadas – foram 9.286 pagantes no total –, a bilheteria apontaria prejuízo de R$ 6.339,16.

Ainda sem contar o confronto com o Peixe, o melhor resultado em termos de público no Bruno Daniel foi na final do Troféu do Interior, diante do Ituano, que atraiu 6.467 pessoas ao estádio, mas pela promoção no preço dos ingressos, que custaram R$ 10 ou dois quilos de alimentos, a renda ficou em R$ 1.205,33. Em termos financeiros o melhor jogo do Ramalhão foi o clássico contra o São Bernardo, disputado em domingo pela manhã, com renda de R$ 21.168,10, para 3.497 pessoas.

Já a situação do São Bernardo é mais preocupante. O Tigre só conseguiu superar as despesas nas partidas contra Santos e São Paulo, que atraíram grande números de fãs dos visitantes. Nos outros quatros jogos realizados no Estádio 1º de Maio, o São Bernardo teve de pagar, literalmente, para jogar, sendo que nos piores resultados o prejuízo ultrapassou os R$ 11 mil.

Como já vinha disputando a elite do Campeonato Paulista desde 2013 – foi rebaixado e, em 2018, estará na Série A-2 –, o São Bernardo foi beneficiado e teve direito de realizar duas partidas contra os chamados grandes em seu estádio. Dessa forma, o time conseguiu equilibrar as contas e fechou com saldo positivo de R$ 137.784,35.

Situação na Série A-2 é ainda pior

Deficit na bilheteria não é resultado comum apenas aos clubes do Grande ABC que disputaram a elite do Campeonato Paulista. Na Série A-2 a situação chega a ser constrangedora. Mesmo com grandes campanhas e lutando pelos primeiros lugares da tabela do início ao fim, São Caetano e Água Santa tiveram de pagar para entrar em campo em seus estádios (veja os dados ao lado).

A pior situação é a do São Caetano, que conquistou o acesso à elite e o título. O time só conseguiu tirar dinheiro da bilheteria justamente na final do torneio, contra o Bragantino, quando lucrou R$ 6.934,93.

Incrível é que nas outras 11 partidas disputadas pelo Azulão no Anacleto Campanella, a diretoria teve de se virar para pagar as contas. Em se tratando de público, o pior desempenho também foi contra o Bragantino, na primeira fase, quando apenas 559 pessoas assistiram ao duelo. Financeiramente, o jogo contra o Penapolense, na reta final, custou R$ 15.169,34.

No geral, é possível afirmar que nas 12 partidas realizadas no Grande ABC, o São Caetano arcou com R$ 125.077,56, média de R$ 10 mil por jogo.

O Água Santa também pagou para disputar a Série A-2, ainda mais com jogos à tarde em dia útil, já que o Inamar não tem iluminação. O pior desempenho financeiro foi no confronto com o Batatais, que custou R$ 17.161,94 ao clube. O melhor resultado foi diante do Taubaté, quando lucrou R$ 14.761,08.

No geral, a diretoria do Netuno pagou R$ 40.736,47 para fazer 11 duelos em casa, média superior a R$ 3.000 por jogo.

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