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'GPSdependentes' assumidos


Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

28/04/2010 | 07:00


Ofegante, Verônica, 22 anos, chega atrasada para a entrevista de emprego. Visivelmente irritado com a falta de pontualidade da candidata, o chefe do RH exige explicação plausível. "Desculpe, mas não foi culpa minha. Não sei se o senhor vai acreditar, mas perdi a hora e meu pai, na intenção de ajudar, me ofereceu carona. Disse-me que era caminho do trabalho. Aceitei. Mas durante o trajeto, a bateria do GPS dele acabou. Ele, perdido como só, não sabia como chegar aqui. Nem o nome da rua para perguntar a alguém meu pai recordava. Sabe como é, ele sofre de GPSdependência!"

Verônica e seu pai perdidão são personagens fictícios. É fato, porém, que muitos motoristas, desde o advento do GPS, ficaram condicionados ao prático acessório de rotas. Tudo bem que não é fácil andar por São Paulo, mas muitos precisam do aparelho mesmo para percursos curtos ou do cotidiano, como ir ao trabalho ou até a casa de uma amiga que mora há anos no mesmo lugar.

Camila Bosio Teixeira, moradora de Santo André, assume ser uma completa GPSdependente. "Quando namorava, era meu namorado que sempre dirigia. Eu não prestava atenção aos caminhos. Quando terminamos e passei a sair sozinha, comecei a me perder", revela a coordenadora de vendas de 27 anos. "Uso GPS para os caminhos mais simples. Uma vez precisei dele para ir da minha casa, no Camilópolis, até a Avenida Kennedy, em São Bernardo."

A relação de Camila com seu GPS é tão íntima que ele tem até apelido: Fabinho. O aparelho tem três opções de voz e a que usa chama-se Fábio. "Quando vou sair, meus pais até brincam: ‘Vai sair com o Fabinho!'", conta. E por não saber chegar aos lugares, ela já se perdeu feio em algumas ocasiões. "Uma vez, na Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Melo, por volta das 3h, me perdi e fui parar lá no Parque Dom Pedro. Seguia as placas para Anchieta/Imigrantes e uma hora percebi que estava sempre no mesmo lugar."

Renato de Souza Peres, 28, é outro que não dispensa a companhia do guia-amigo. "Aqui perto de casa ou em alguns lugares do Grande ABC eu me viro bem. Mas quando vou para locais em São Paulo que não conheço ligo meu GPS", assume o analista de planejamento e GPSdependente.

E por acreditar cegamente no aparelho, ele se meteu em algumas enrascadas. "Já passei por ruas estreitas e bairros afastados. Uma vez, em viagem ao Interior, o caminho tinha várias rotatórias e eu não sabia em qual entrar pois o sinal do GPS sumiu. Fiquei perdido uns 20 minutos", lembra.

Renato não faz a menor questão de esconder que não consegue ajudar outro motorista perdido. "Quando me pedem alguma informação, finjo que não é comigo", brinca.

Milton Balestro, 45, representante comercial, é o mais novo adepto do GPS. "Há 60 dias comprei um celular com GPS. Abandonei de vez o guia de papel, que agora serve apenas para ocupar espaço no porta-luvas", revela.

"A praticidade do GPS é enorme. Com o guia você tem que parar o carro e ver onde você está - isso se o guia estiver atualizado. Com o GPS, uma voz diz o que você tem que fazer" , exalta Balestro.

ESPECIALISTA - De acordo com a psicóloga especializada em terapia de estresse, Rose Cláudia Batistelli, os GPSdependentes são iguais aos viciados em aparelhos celulares, notebooks, entre outras tecnologias. "Inicialmente as pessoas ficam atraídas pelo status que o GPS entrega. Não pega bem sair com um guia de papel debaixo do braço", revela a especialista. "Depois a pessoa fica encantada com as facilidades que o equipamento - no caso o navegador - tem. É interessante. Rápido", completa.

Rose chama atenção para o fato de a dependência gerar a expectativa de que o equipamento seja infalível e sempre esteja à disposição, o que nem sempre acontece de fato. "Quando acaba a energia, por exemplo, ocorre uma frustração e diversos questionamentos", explica a psicóloga, exaltando o fato de que a tecnologia proporcionará no futuro novas dependências. "A evolução da tecnologia é muito rápida e as pessoas não querem ficar para trás."

Compre um GPS e torça muito para o Brasil; muito mesmo!

A TomTom está fazendo uma promoção vinculada à Copa do Mundo. Os consumidores que comprarem o TomTom XL até 8 de junho poderão receber de volta o valor total (R$ 799), caso o Brasil vença a final da Copa do Mundo.

"Se o Brasil vencer, os fãs participantes terão uma razão a mais para comemorar, já que terão um GPS TomTom XL de graça", afirma Elias Kabeche, diretor da TomTom para a América Latina.

Os consumidores precisam registrar a compra no site www.tomtompromotion.com/football2010. Quem comprar o dispositivo no país que vencer o torneio deve fazer a reivindicação do prêmio até 31 de julho.

Centrais multimídias para Hyundai no Brasil

A partir de agora, os veículos Hyundai passam a receber as centrais multimídia originais oferecidas pela Aero Imports.

Os proprietários de veículos da marca podem contar com o acessório integrado ao painel. O equipamento inclui completo sistema de navegação GPS, além de mais 13 funções de entretenimento, conforto e segurança. As centrais multimídia trazem como diferenciais funções de DVD player e GPS.



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'GPSdependentes' assumidos

Marcelo Monegato
Do Diário do Grande ABC

28/04/2010 | 07:00


Ofegante, Verônica, 22 anos, chega atrasada para a entrevista de emprego. Visivelmente irritado com a falta de pontualidade da candidata, o chefe do RH exige explicação plausível. "Desculpe, mas não foi culpa minha. Não sei se o senhor vai acreditar, mas perdi a hora e meu pai, na intenção de ajudar, me ofereceu carona. Disse-me que era caminho do trabalho. Aceitei. Mas durante o trajeto, a bateria do GPS dele acabou. Ele, perdido como só, não sabia como chegar aqui. Nem o nome da rua para perguntar a alguém meu pai recordava. Sabe como é, ele sofre de GPSdependência!"

Verônica e seu pai perdidão são personagens fictícios. É fato, porém, que muitos motoristas, desde o advento do GPS, ficaram condicionados ao prático acessório de rotas. Tudo bem que não é fácil andar por São Paulo, mas muitos precisam do aparelho mesmo para percursos curtos ou do cotidiano, como ir ao trabalho ou até a casa de uma amiga que mora há anos no mesmo lugar.

Camila Bosio Teixeira, moradora de Santo André, assume ser uma completa GPSdependente. "Quando namorava, era meu namorado que sempre dirigia. Eu não prestava atenção aos caminhos. Quando terminamos e passei a sair sozinha, comecei a me perder", revela a coordenadora de vendas de 27 anos. "Uso GPS para os caminhos mais simples. Uma vez precisei dele para ir da minha casa, no Camilópolis, até a Avenida Kennedy, em São Bernardo."

A relação de Camila com seu GPS é tão íntima que ele tem até apelido: Fabinho. O aparelho tem três opções de voz e a que usa chama-se Fábio. "Quando vou sair, meus pais até brincam: ‘Vai sair com o Fabinho!'", conta. E por não saber chegar aos lugares, ela já se perdeu feio em algumas ocasiões. "Uma vez, na Avenida Luiz Ignácio de Anhaia Melo, por volta das 3h, me perdi e fui parar lá no Parque Dom Pedro. Seguia as placas para Anchieta/Imigrantes e uma hora percebi que estava sempre no mesmo lugar."

Renato de Souza Peres, 28, é outro que não dispensa a companhia do guia-amigo. "Aqui perto de casa ou em alguns lugares do Grande ABC eu me viro bem. Mas quando vou para locais em São Paulo que não conheço ligo meu GPS", assume o analista de planejamento e GPSdependente.

E por acreditar cegamente no aparelho, ele se meteu em algumas enrascadas. "Já passei por ruas estreitas e bairros afastados. Uma vez, em viagem ao Interior, o caminho tinha várias rotatórias e eu não sabia em qual entrar pois o sinal do GPS sumiu. Fiquei perdido uns 20 minutos", lembra.

Renato não faz a menor questão de esconder que não consegue ajudar outro motorista perdido. "Quando me pedem alguma informação, finjo que não é comigo", brinca.

Milton Balestro, 45, representante comercial, é o mais novo adepto do GPS. "Há 60 dias comprei um celular com GPS. Abandonei de vez o guia de papel, que agora serve apenas para ocupar espaço no porta-luvas", revela.

"A praticidade do GPS é enorme. Com o guia você tem que parar o carro e ver onde você está - isso se o guia estiver atualizado. Com o GPS, uma voz diz o que você tem que fazer" , exalta Balestro.

ESPECIALISTA - De acordo com a psicóloga especializada em terapia de estresse, Rose Cláudia Batistelli, os GPSdependentes são iguais aos viciados em aparelhos celulares, notebooks, entre outras tecnologias. "Inicialmente as pessoas ficam atraídas pelo status que o GPS entrega. Não pega bem sair com um guia de papel debaixo do braço", revela a especialista. "Depois a pessoa fica encantada com as facilidades que o equipamento - no caso o navegador - tem. É interessante. Rápido", completa.

Rose chama atenção para o fato de a dependência gerar a expectativa de que o equipamento seja infalível e sempre esteja à disposição, o que nem sempre acontece de fato. "Quando acaba a energia, por exemplo, ocorre uma frustração e diversos questionamentos", explica a psicóloga, exaltando o fato de que a tecnologia proporcionará no futuro novas dependências. "A evolução da tecnologia é muito rápida e as pessoas não querem ficar para trás."

Compre um GPS e torça muito para o Brasil; muito mesmo!

A TomTom está fazendo uma promoção vinculada à Copa do Mundo. Os consumidores que comprarem o TomTom XL até 8 de junho poderão receber de volta o valor total (R$ 799), caso o Brasil vença a final da Copa do Mundo.

"Se o Brasil vencer, os fãs participantes terão uma razão a mais para comemorar, já que terão um GPS TomTom XL de graça", afirma Elias Kabeche, diretor da TomTom para a América Latina.

Os consumidores precisam registrar a compra no site www.tomtompromotion.com/football2010. Quem comprar o dispositivo no país que vencer o torneio deve fazer a reivindicação do prêmio até 31 de julho.

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