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Partidos de oposição não se entendem



17/04/2007 | 07:06


A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo pôs o PSDB e o DEM (Democratas - antigo PFL) em pé de guerra. Enquanto o DEM defende a criação de uma comissão sobre o assunto no Senado, os tucanos acusam os democratas de tentarem “roubar” a idéia, que nasceu pelo PSDB na Câmara.

O governo trabalha para que a CPI seja instalada na Câmara, onde tem maioria folgada e, portanto, com maiores chances de controlar as investigações. Nesse aspecto de circunscrição das investigações, a agenda do Planalto e de certo tucanato coincidem.

“Não me cabe julgar a iniciativa dos senadores, mas vejo alguns deles, inclusive da oposição, dizendo que não deve haver essa iniciativa por parte do Senado. Até porque os deputados de oposição da Câmara tiveram essa iniciativa primeiro. Então, creio que a oposição vai buscar se entender nesse ponto”, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), três dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido aos líderes do governo para abortar a CPI no Senado.

DIVISÃO
A divisão da oposição é mais evidente na Câmara. O líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), pediu aos senadores tucanos para não apoiar a CPI no Senado.

Até no início da noite de segunda-feira, já havia 29 assinaturas de senadores no requerimento de criação da CPI – são necessárias, no mínimo, 27 assinaturas. Apesar do apelo do líder tucano, o senador Papaleo Paes (PSDB-AP) fez questão de assinar segunda o requerimento da CPI.

“Vou apresentar o requerimento na quarta-feira”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Até lá, ele espera recolher mais seis novas assinaturas.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e o líder do partido na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), já deixaram claro ser favoráveis à instalação no Senado. Não descartam, inclusive, o funcionamento de duas comissões de inquérito sobre o mesmo tema concomitantemente.

Para o senador Agripino Maia, o governo não mede esforços para tentar abafar a CPI do Apagão Aéreo e, por isso, desencadeou somente agora a operação furacão, que levou para a prisão 25 pessoas. “Por que não fizerem isso há um mês, há dois meses? Para desviar a atenção e ocupar o noticiário com outras notícias”, disse o democrata.


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Partidos de oposição não se entendem


17/04/2007 | 07:06


A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Apagão Aéreo pôs o PSDB e o DEM (Democratas - antigo PFL) em pé de guerra. Enquanto o DEM defende a criação de uma comissão sobre o assunto no Senado, os tucanos acusam os democratas de tentarem “roubar” a idéia, que nasceu pelo PSDB na Câmara.

O governo trabalha para que a CPI seja instalada na Câmara, onde tem maioria folgada e, portanto, com maiores chances de controlar as investigações. Nesse aspecto de circunscrição das investigações, a agenda do Planalto e de certo tucanato coincidem.

“Não me cabe julgar a iniciativa dos senadores, mas vejo alguns deles, inclusive da oposição, dizendo que não deve haver essa iniciativa por parte do Senado. Até porque os deputados de oposição da Câmara tiveram essa iniciativa primeiro. Então, creio que a oposição vai buscar se entender nesse ponto”, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), três dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter pedido aos líderes do governo para abortar a CPI no Senado.

DIVISÃO
A divisão da oposição é mais evidente na Câmara. O líder do PSDB, deputado Antonio Carlos Pannunzio (SP), pediu aos senadores tucanos para não apoiar a CPI no Senado.

Até no início da noite de segunda-feira, já havia 29 assinaturas de senadores no requerimento de criação da CPI – são necessárias, no mínimo, 27 assinaturas. Apesar do apelo do líder tucano, o senador Papaleo Paes (PSDB-AP) fez questão de assinar segunda o requerimento da CPI.

“Vou apresentar o requerimento na quarta-feira”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). Até lá, ele espera recolher mais seis novas assinaturas.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e o líder do partido na Câmara, Onyx Lorenzoni (RS), já deixaram claro ser favoráveis à instalação no Senado. Não descartam, inclusive, o funcionamento de duas comissões de inquérito sobre o mesmo tema concomitantemente.

Para o senador Agripino Maia, o governo não mede esforços para tentar abafar a CPI do Apagão Aéreo e, por isso, desencadeou somente agora a operação furacão, que levou para a prisão 25 pessoas. “Por que não fizerem isso há um mês, há dois meses? Para desviar a atenção e ocupar o noticiário com outras notícias”, disse o democrata.

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